A garotinha se grudou a mim e eu não sei explicar mas tem algo nela que me atrai e me desperta o desejo de querer cuidar e proteger, eu devo está carente e com saudades da Kimberly, esse deve ser o motivo pelo qual me encontro dentro de um carro de luxo com a garotinha em meu colo, ela se negou a me deixar ir, então seu pai me perguntou se eu podia acompanhar eles até em casa, eu não tinha realmente nada pra fazer e seu pai praticamente me suplicou e eu não entendi nada mas ele parece muito preocupado com ela, ele olhou seu machucado que não parecia tão ruim, mais sangrava muito, até colocou seu lenço pra estancar o sangue.
Assim que o carro parou eu não me surpreendi com a mansão a minha frente, eu tinha observado o terno sob medida que o homem usava, e o carro quando chegou, não vou dizer que estou surpresa com nada, eu cresci em um lá rodeado de luxo, mesmo que meu pai tenha feito algumas escolhas erradas, ainda tínhamos uma vida confortável, e meu ex marido também é um homem de negócio importante, eu sei me porta nesses lugares, estou familiarizada, mesmo que nos últimos meses eu tenha vivido tão longe de tudo isso, muito longe na verdade, com um pequeno quarto uma cama minúscula, e pouquíssimos móveis em um quartinho minúsculo.
Eu tenho dúvidas, sou um tanto curiosa mas não queria fazer perguntas sobre a mãe da Manu na frente dela, não sei o que aconteceu, temos um jantar, eu comi porque diante desse jantar meu apetite vai às alturas, tenho me alimentado em grande parte de macarrão instantâneo, eu tiro a barriga da miséria mas com muita classe. Eu vi o homem que nem mesmo sei o nome me observando, e eu nem mesmo pensei bem antes de ceder às vontades da Manu de vim com ela.
Eu observo que ela coça os olhinhos com sono, e eu sei que está na hora de ir embora, mas ela não deixa, me pede pra dar banho nela e colocar ela pra dormir, eu vejo os olhos de súplica do seu pai mais uma vez, e eu sou uma manteiga derretida quando se trata dessa fofura, então faço como ela pediu e começo a cantar a mesma música que cantava pra Kimberly dormi, acabo me emocionando mais uma vez, mas mantenho minha voz firme enquanto canto e acaricio seus cabelos, assim que ela dormiu me levantei e dei um beijo na sua testa a cobrindo com às cobertas.
Dei uma última olhada antes de me virar e dar de cara com seu pai me observando, eu me sinto constrangida, não deveria está mostrando tanto afeto por Manu, mas é mais forte do que eu, ele me dar passagem e me acompanha até a sala onde eu pego minha bolsa e enfim tenho que ser corajosa e me despedi mesmo que me sinta intimidada por essas piscinas azuis.
"Acho que agora que a Manu dormiu eu posso ir, obrigada pelo jantar" Ele me olha.
Com essa eu me viro querendo ir embora, mas minha vontade mesmo era fazer todas às inúmeras perguntas que estão na ponta da minha língua.
Quem são vocês?
cadê a mãe da Manu?
porque ela me chama de mãe?
o que você faz?
porque parece tão preocupado com a Manu?
são alguma das perguntas mas eu empurro todas elas pra longe querendo sair do mesmo ambiente que ele, que por sinal me deixa sufocada, eu não era assim, e eu não deveria me senti assim, mas eu passei 10 anos da minha vida me sentindo sufocada e sem poder questionar muitas coisas, até mesmo sobre Silvia a amante do meu ex marido, e por sinal a dona da casa, Vitor só precisava de um modelo perfeito de esposa pra assumir a empresa da sua família, mas se divertir mesmo ele fazia isso com Silvia e quando me procurava era agressivo, me humilhava e sempre terminava dentro de mim a fim de ter um filho, essa era uma das exigências da sua família, mas quando Kimberly foi sequestrada ele me descartou porque eu não posso mais ter filhos.
minha alternativa número um é fugir, é mais confortável do que encarar esse estranho, na real ele é isso um estranho e pai da garotinha que me deu um animo por algumas horas, eu tento ser rápida mas ele segura meu braço me fazendo parar, eu tenho a pior sensação é como sentir ás mãos de Vitor em mim, como se tivesse se preparado pra mais uma vez me agredir, e ele afastar a mão vendo meu desconforto.
"desculpe, eu só quero agradecer pelo que fez pela Manu hoje, ela está doente por isso insisti que nos acompanhasse, não tenho palavras suficientes pra lhe agradecer"
"Está tudo bem, a Manu é uma garotinha incrível, você tem sorte"
"Eu sei, obrigado por hoje"
ele estende a mão e eu aperto.
"meu motorista vai levar você"
"Não é necessário senhor"
"Meu nome é Mauro"
Eu me dei conta de que nem mesmo tinha perguntado seu nome, estava tão envolvida com a Manu que esqueci o detalhe.
"ah sim, Mauro não há necessidade"
"eu insisto" ele diz e eu percebo que ele não vai ceder fácil então decido aceitar.
"ok então, obrigada" entro no carro e penso um pouco sobre tudo que aconteceu hoje.
Me pergunto se algum dia eu vou deixar de sentir medo ou de me sentir intimidada por qualquer tipo de homem.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 51
Comments
Dinalva Mendanha Diniz
Nome esquisito, MAURO, só eu q acho kkk
2024-10-10
1
Vera Lucia Ribeiro De Carvalho
TB acho que Vitor levou a criança
2024-09-09
3
Rosa Santos
porquê esses pais abusivo coloca a filha como moeda de troca e força ela a viver em um casamento abusivo com o homem que chama de marido na verdade a vida ela sempre foi assim saiu do pai e foi para o marido que triste 😞☹️😢🤬
2024-09-08
5