Capítulo 14

Alessandra

O olho nos olhos sentindo seu respiração no rosto, e eu espalmo minha mão no seu peito, não podemos confundir às coisas, o médico volta abrindo a porta nos afastamos rápido um do outro, me sinto grata por ele ter entrado agora, isso não poderia acontecer e me poupou de ter que dizer alguma coisa, o médico apenas nos encara com um olhar conhecedor e eu estou me sentindo péssima pelo que quase fizemos eu não posso misturar às coisas.

Voltamos pro quarto da Manu e finjo que nada disso aconteceu, o dia passou rápido, Manu tomou a medicação e antes das 13:00h já estávamos indo pra casa, estou caindo de sono, assim que chegamos a Lili tinha feito uma sopa, eu não comi nada no hospital porque quando fico ansiosa não consigo comer direito, dei a sopa pra Manu que reclamou mais do que tudo pra comer, mas no hospital ela quase não comeu nada também, tomei a sopa sentindo a energia do corpo ser recarregada.

Deixei a Manu com o Mauro e fui tomar um banho, lavei os cabelos, coloquei uma roupa folgada e fui buscar a Manu, quero muito dormir, mas primeiro vou cuidar dela e quem sabe durma no quarto dela mesmo pro caso de ela precisar de mim.

Desço e os dois estão no sofá, assistindo desenho.

"Vamos amor tomar um banho".

Manu que estava toda agasalhada com um lençol me olha com cara de tristeza.

"Mas tá muito frio mamãe".

"Eu sei meu amor, mas precisa tomar um banho, é até bom pra você que ainda está meio febril".

Digo colocando a mão no rosto dela que ainda está um pouco quente. Mauro me olha e começa a conversar com ela, que até se anima um pouco. Pego ela no colo e subo às escadas, no quarto deixo o ar condicionado desligado, e tiro a roupa dela pra tomar um banho.

Manu chora no banheiro me deixando angustiada, mas não tem jeito, precisa tomar um banho e com água fria, ela dá uns gritos de gelar o coração e começa a se treme, eu nem ligo de me molhar, acabo me aproximando tocando seu corpinho enquanto deixo ela debaixo do chuveiro, mesmo que esteja sofrendo em ver ela assim, seus lábios tremem de frio. Já estou toda molhada.

Logo desligo o chuveiro e rápido enrolo ela na toalha, pego ela no colo e ponho ela na cama, ela reclama do frio sendo que no quarto está quente, pego às cobertas da cama enrolando ela, ela ainda está se tremendo. Tenho que tirar minha roupa, volto no banheiro e pego outra toalha, ela começou a chorar na cama volto rápido e preciso aquecer essa pequena mas estou toda molhada.

Tiro a blusa e em seguida meu short, estou preste a desabotoar o sutiã quando a porta se abre e eu dou um grito tentando cobrir o copor com a toalha que tinha deixado na cama.

Mauro fecha a porta com tudo pedindo várias vezes desculpa, meu coração está acelerado e a Manu que tinha parado de chorar volta a chorar, não dar nem tempo de eu me condenar por Mauro ter me pego nessa situação constrangedora.

Tiro o resto da roupa, me enrolo na toalha pegando a Manu no colo, ela se acalma depois de um tempo, toco nela que agora está geladinha, tomar banho é sofrido pra criança com febre, mas ainda é o método mais rápido pra reduzir a temperatura.

Beijo sua testa, me levanto ajeitando a toalha, tiro a toalha e o lençol da Manu, procuro um pijama bem grosso pra ela, ponho nela, e troco os lençóis da cama, ela se deita e se embrulha, digo que vou no quarto pegar uma roupa, ela fica lá enquanto eu abro a porta parecendo uma criminosa, dou uma olhada no corredor pra ver se não tem ninguém, quando enfim consigo ver que não tem ninguém abro a porta com tudo e saio correndo pro meu quarto, Deus me livre de cruzar com Mauro e a toalha cair, é o fim...

Pego uma roupa, me visto e respiro fundo, indo para quarto da Manu, que dia meu Deus, já não bastava quase ter beijado Mauro no hospital, ele ainda tinha que me ver quase nua.

Deito-me com a Manu, mas não consigo relaxar, ela dorme rápido e eu estou a ficar com dor de cabeça de sono, mas a mente está a mil, pensando em tudo que aconteceu, no quase beijo, tenho certeza que era só emoção do Mauro, coisa de momento e ainda bem que não rolou ele ia se arrepender e não quero que às coisas fiquem estranhas entre nós, mas já está,manda não seo como vou olhar pra ele.

Toco na Manu e vejo que a febre passou, graças a Deus, ela está suando e eu ligo ar.

Minha cabeça parece que vai explodi mas eu continuo pensando, foi tão rápido que eu nem sei se ele realmente não seguiu me ver direito, penso em todos os insultos que Vitor já falou sobre meu corpo, e me pego pensando se Mauro pensa a mesma coisa, passei tanto tempo sem me.xuidae direito com a auto estima baixa, eu não posso olhar pro neuro agora.

Mas aí não tem o que fazer, moramos na mesma casa. Acabo pegando no sono.

Acordo sobressaltada, sinto um toque leve no rosto e pensei que era uma barata, mas quando abri os olhos Mauro estava praticamente em cima de mim, ele tocava a Manu, mas não sei porque tinha sentido um toque no meu rosto.

"Desculpa, eu só vim ver se ela ainda tem febre, e dizer que já está na hora do jantar".

Passo a mão no rosto, tirando os olhos dele que me olha de um jeito que me deixa constrangida.

"Já são quase 20:00h".

"Aí, nós dormimos demais".

"Não queria acordar vocês mas acho que não é bom a Manu pular às refeições, já perderam a merenda".

"Sim, eu vou acordar ela agora".

Ele sai e eu me levanto chamando a Manu, ela resmunga mas acaba admitindo que está com fome.

Pego ela no colo e desço, juntando toda a coragem pra encarar Mauro durante o jantar.

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Comments

Tereza de Paula

Tereza de Paula

vou para dê ler quando tiver concluído eu volto a ler 😞

2024-12-09

0

Regina Luzia

Regina Luzia

tem homem babaca mulher ela linda com estria sem e linda gordinha magra cada uma tem seus encantos aí tem uma idiota querendo acabar com auta estima da mulher

2024-09-22

1

Zeni De Assis

Zeni De Assis

kkk vdd

2024-09-20

0

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