17° Capítulo

                  

As mãos de Henry deslizavam pelo corpo.

Nossas roupas, cada peça indo ao chão enquanto nossos lábios se perdiam um no outro.

Deitada sobre a cama, senti Henry beijar cada parte do meu corpo, cada local. Me perdi no prazer. Me entreguei finalmente para o homem que eu amo.

(...)

Ao amanhecer, sinto as mãos de Henry tocarem o meu rosto e seus lábios tocaram os meus.

— Bom dia!—Digo, abrindo os olhos timidamente, que se mantiveram guiados aos seus.

— Como foi dormir com o gostoso como eu?— Me surpreendo cada vez mais com a auto-estima desse cachorro gostoso que eu amo.

Henry é tudo que eu sonhei. Eu tentei negar um sentimento que é impossível de se esconder.

— Como você é convencido, hein!— Dou um leve tapa em seu rosto, me levantando com o cobertor enrolado no meu corpo nu.

— Tira essa coberta, amor. Deixa eu ver de novo essa obra de arte que Deus fez especialmente para mim.— Ele diz, puxando o cobertor, relevando o meu corpo. — Nossa! É quase impossível acreditar que esse corpo é todo meu.

— Seu louco!— Pego minhas roupas e vou para o banheiro. Pronta para entrar no box, sinto as mãos de Henry segurando o meu braço, me puxando para um beijo.

— Vamos tomar banho junto, vamos? Você não pode me negar isso. — Ele faz um biquinho mais fofo que eu já vi, conseguindo o que tanto queria. Tomar banho comigo, onde temos a nossa segunda vez.

Henry me prende na parede, beijando os meus seios,  até a minha intimidade, me deixando excitada e louca de tesão. Seus beijos suaves se tornam insaciável. Ele volta a me beijar, me pegando no colo e me fodendo com amor e com muito, muito tesão. Esse homem me deixa louca!

(...)

Depois de passar em casa e me arrumar, vou às pressas para a Editora, onde dou de cara com Aurora, que não perde a chance de me provocar.

— Atrasada, para variar. Se eu fosse a madrinha, eu já tinha te demitido, garota. — Ela diz, deixando escapar o seu veneno.

— Mas você não é ela, né? Que pena. Agora saia da minha frente que eu tenho mais o que fazer. — Passo por ela, indo direto para a sala da minha mãe, onde a vejo olhando novamente aquela fotografia, que ela larga rapidamente ao me ver.

A vontade que eu tenho é de abrir o jogo e dizer logo de uma vez que eu sou a sua filha. Mas não posso fazer isso, ainda mais agora que eu finalmente decidi dá uma chance para mim e para o Henry.

— Bom dia, senhora! Eu queria dizer que a senhora pode descontar do meu salário o meu atraso. — Digo, me mantendo de pé na frente de sua mesa.

— Eu poderia mesmo. Mas não vou fazer isso. Você tem se mostrado ser uma funcionária excepcional, Marjorie! Não posso te perder assim, não. — Ela diz, olhando para mim, mostrando o seu lindo sorriso.

Eu achava que o trabalho de secretaria era bem mais leve, não vou negar, mas, depois que eu comecei a trabalhar na profissão, percebi que não é bem assim.

Como secretaria eu tenho que atender telefonemas, receber encomendas, até desaforo eu tenho que ouvir de clientes mal educados. Retiro tudo que algum dia eu disse sobre secretárias e secretários em geral.

(...)

            

Depois da maravilhosa noite que tive com a Marjorie, hoje o trabalho está sendo como estar no parque de diversões.

Quando meu pai me viu chegar na empresa com um sorriso de orelha a orelha, não hesitou em matar a sua curiosidade. Eu falei o que aconteceu, mas claro que não falei o nome da garota. Eu não quero pôr o emprego da Marjorie na editora em risco. Se bem que, a mamãe já transformou a Marjorie em sua filha. Ela está bem apegada a ela e isso, com certeza, vai ser muito vantajoso quando nos assumirmos.

Assim que eu saí do Hotel onde passamos a noite, a primeira coisa que eu fiz, foi agradecer meu irmão e meu cunhado pela ajuda e contei para eles que o nosso plano deu super certo.

Fujo dos pensamentos quando a minha secretária entra no meu escritório.

— Senhor, Henrique, tem uma ligação para o senhor. É um dos seus sócios. —Ela diz, se retirando após receber a minha resposta.

Paro de pensar na Marjorie, o que não dura muito tempo. Essa mulher se tornou dona dos meus pensamentos e do meu coração.

(...)

                    

Alessandro acaba de me deixar na porta da faculdade, mas claro que ele não vai sair daqui sem antes receber o que ele merece.

— Você tá muito viciado nos meus beijos, hein, rapazinho! — Digo, apertando seu nariz delicadamente.

— Pena que você só quer me dar beijos. Você sabe que...— O interrompi.

— É que eu ainda não me sinto pronto pra isso, Alê. Eu te amo e confio em você, de verdade. Mas, preciso pensar sobre isso, sabe? Você entende, né?— Digo, fazendo a maior cara de pau para conseguir convencê-lo.

— Claro que eu entendo, amor. E eu vou esperar o tempo que for preciso. Eu te amo, e só de te ter ao meu lado já me basta. — Ele diz, me beijando.

— Agora eu tenho que ir, estou atrasado. Beijos! Te amo, meu amor! — Nos despedimos com outro beijo, dessa vez, mais longo.

Ao ouvir seu telefone tocar, Alexandre o atende rapidamente. O seu chefe lhe pedindo para cobrir um dos funcionários que havia faltado naquele dia.

— Cobrir funcionário? Eu mereço. — Ele diz, indo até a moto que havia acabado de comprar com o dinheiro que ganhou com o seu trabalho no restaurante.

                 

Acabo de atender a décima ligação do dia. Ao desligar, vejo minha mãe vindo até a minha mesa.

— Marjorie, hoje a editora vai fechar mais cedo. Você já está liberada, tá? Amanhã quero você aqui cedinho e sem atraso, hein? — Ela diz, apontando para o seu relógio no pulso.

Já se passava das cinco, e eu sempre saio às oito, por isso é sim um alívio saber que não irei trabalhar até tarde.

Me levantando da cadeira, me despeço da minha mãe, indo para o elevador e acenando para ela.

Alguns minutos se passam e Berenice encontra no chão uma foto com o seu nome no verso. Ao pegar a fotografia ela lhe vê alguns anos mais nova, ela se senta espontaneamente na cadeira onde Marina estava.

— Essa foto? Por que... Marjorie? Por que a Marjorie estava com uma foto minha?

Uma pergunta que começa a martelar na sua cabeça e lhe fazer pensar em mil coisas.

Berenice está agora prestes a descobrir que os seus filhos estão agora, mais perto do que ela imagina.

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Comments

Maria Alves

Maria Alves

Queria tanto que eles soubessem bem antes.

2024-07-09

0

Ana Lúcia Souza Rocha

Ana Lúcia Souza Rocha

já ta na hora para botar essa nojenta da que era pra pastas

2024-06-03

1

Ana Lúcia Souza Rocha

Ana Lúcia Souza Rocha

já ta na hora para botar essa nojenta da que era pra pastas

2024-06-03

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