Rose abriu os olhos com dificuldade. Seu corpo ainda doía da surra que havia recebido de Elias. Não era apenas o seu corpo que estava em pedaços, suas emoções também estavam bagunçadas demais e ela não sabia o que poderia fazer para se restabelecer. Infelizmente ela não tinha ninguém ali para ajudá - la, era apenas ela por si mesma, então teria que ter forças para superar esse momento difícil da sua vida, mesmo que a opção de desistir fosse extremamente sedutora.
Ela ouviu uma porta se abrindo e logo pode ver o rosto preocupado de Cedric, que logo tratou de verificar o soro que estava ligado ao braço dela:
— Rose, está consciente? - Ela ouviu a voz do cunhado.
— Sim. - A voz dela saiu com dificuldade.
— Que alívio.
— O que aconteceu?
— Elias, aquele gordo maldito bateu em você e se eu não tivesse intervindo, talvez estivesse morta agora.
— Obrigada, eu acho.
— Já tem dez dias que te tiraram do coma induzido, estava preocupado de que você não voltasse.
— A quantos dias estou aqui?
— Quase um mês. - Cedric segurou a mão dela. - Informei a sua irmã que sofreu um acidente, ela disse que vai tentar vir te ver.
— Não precisava, Hortênsia acabou de se casar e está em um novo trabalho, não posso preocupá-la.
— Rose, você precisa contar a ela o que está acontecendo aqui.
— Não! Se não for eu, será Hortênsia a sofrer. Minha irmã está fazendo o melhor por mim, não posso dar motivos para ela se preocupar.
— E o que vai fazer agora? Elias está destinado a te fazer sofrer.
Rose riu amargamente:
— Eu estava pensando em morrer, na verdade, eu quis morrer quando recebi o primeiro tapa dele. Nunca havia sido agredida, nem mesmo meus pais encostaram um único dedo em mim. A cada agressão eu sentia muita dor, até que eu não sentia mais nada. Nesse momento, nem sei o que fazer. Não sei como encaro o Kelvin, como falo com a Lisa e até mesmo a Hortênsia. Sinto tanta vergonha.
— Espere, por que sente vergonha? Você foi agredida.
— Beijei um desconhecido e paguei por isso.
O chefe de segurança encarou a jovem à frente incrédulo. Então ela não estava se sentindo mal pelas agressões, mas sim porque acabou caindo nos encantos de um desconhecido:
— Não se sinta culpada por isso, apenas aconteceu e sinceramente, eu não queria que tivesse voltado.
— Mas e o seu irmão? Por que sinto que não me apoia com o Kelvin? - Rose encarou o cunhado curiosa.
— Porque quero te ver bem e viva, em um lugar seguro. Se em algum momento decidir ir embora, conte comigo.
-***-
Como Cedric estava fora em algum tipo de missão, Kelvin decidiu ir direto a Elias para perguntar o paradeiro de Rose, já que havia quase um mês que seu chefe havia retornado e nada dele falar sobre Rose. O jovem só não esperava ouvir do superior que a sua amada namorada havia o traído com um herdeiro de uma grande indústria e estava provavelmente com esse cara.
As palavras de Elias ainda ecoavam em sua mente e ele não conseguia acreditar que sua querida Rose pudesse fazer algo do tipo. Se ela quisesse alguém rico, ela poderia ter saído daquela vila para ir para cidade, porém ela ficou ali com ele. Eles se amavam, iam se casar. Kelvin estava tão distraído que passou direto por Lisa que o chamou:
— Esta tudo bem? - A jovem de cabelos curtos escuros perguntou preocupada.
— Não, não está. - Kelvin respondeu se sentindo frustrado.
— Alguma notícia de Rose?
— Rose… - O nome da namorada saiu dos lábios dele como um gosto ruim.
— Vem comigo, vamos conversar, você não me parece bem.
Lisa segurou a mão de Kelvin e o arrastou até a sua casa, que estava vazia naquele momento. Ela fez Kelvin sentar no sofá e sentou ao lado dele, sem soltar sua mão:
— O que aconteceu?
— Acabei de voltar do escritório do Elias. - Kelvin começou.
— Elias? - Lisa o observou confusa.
— Elias é chefe da família Tyrant e primo de Rose. Pouco depois que começamos a namorar, o Elias a convocou para que Rose recebesse educação para frequentar a alta sociedade, até então eu não vi problema, eu amo a Rose e sei que ela me ama, que isso é só algo de família; só que então hoje ele me conta que o desaparecimento dela é porque ela fugiu com um desses ricaços.
— O quê? Não! Conheço a Rose, somos amigas e ela é completamente apaixonada por você. - Lisa estava surpresa.
— Sim! Conheço a minha mulher, ela nunca faria isso, mas isso explicaria o desaparecimento dela.
— Não, isso não está certo, temos que investigar isso.
— Como faremos isso nesse fim de mundo? - Kelvin a observou confuso.
— Eu vou dar um jeito.
Lisa abraçou Kelvin, que a abraçou com força. A morena sorriu já imaginando o fim do relacionamento do homem em seus braços com a florista irritante.
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Atualizado até capítulo 101
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