Rose não sabia como agradecer aquela jovem que conseguiu lhe dar um tempo longe de Elias. Ela não suportava mais ver o homem comendo e a cada pessoa que se aproximava ele apenas dizia que ela era sua noiva como se fosse um gravador quebrado. Por alguns instantes a jovem cogitou aproveitar que estava em uma cidade diferente para fugir, até mesmo uma proposta de trabalho ela havia recebido, porém, o medo de algo acontecer com a irmã mais velha e com o namorado e a família dele, a impediram de seguir em frente.
A brisa noturna era fresca e úmida naquele local, diferente do vilarejo que sempre tinha uma brisa morna e seca. A lua cheia despontava atrás das árvores de um lindo jardim que fazia parte do local. Ela ouviu passos e logo sua visão foi preenchida pelo homem que se parecia com um príncipe saído de um conto de fadas:
— Atrapalho?
A voz dele era forte e viril, que soou como música aos ouvidos dela:
— Não, pode ficar à vontade, eu já estou voltando. - A jovem falou sem graça, sem saber como agir.
— Foi difícil para as minhas amigas conseguirem essa folga para você, elas já devem estar voltando com algo para você comer e uma bebida.
— Conseguir uma folga? — Rose perguntou confusa. — Estava tão na cara o meu incômodo?
Ela levou as mãos ao rosto e Ritchie acabou rindo da simplicidade da jovem:
— Ninguém ficaria feliz em uma festa tendo que ficar presa a um porco.
— Nossa, eu tentei tanto disfarçar. — Rose riu sem graça, encantando Ritchie.
— Esta sendo acompanhante dele?
— Estou sendo o troféu dele hoje.
— Só hoje?
— Ele é meu primo.
— Se não está feliz com isso, posso dar um jeito de ir embora.
— Você costuma salvar mulheres indefesas? — ela brincou.
— Não sou chamado de príncipe à toa. — O loiro brincou e se aproximou, ficando de frente para ela.
Era estranho para Rose, a vontade que ela tinha era de se atirar nos braços daquele homem, como se ela o conhecesse há muito tempo, mesmo que ela nem soubesse o nome dele, ele parecia tão familiar e irresistível. O toque dele em seu rosto a fez despertar de seus pensamentos:
— É um desperdício você ficar perto do Tyrant.
Ritchie acariciou os lábios dela com a ponta do polegar, lentamente foi aproximando o rosto até os lábios se encontrarem e um leve beijo ser iniciado. Os lábios dela eram quentes e macios. Rose deu passagem para que a língua dele provasse a dela, tornando o contato uma experiência única. Era como se algo explodisse dentro deles, talvez fosse a sanidade deles, ou outra coisa que não sabiam identificar:
— Rose!
A voz estridente de Elias soou assustando o casal que se separou abruptamente:
— Sua vadia! Vou te matar!
Rose sentiu seu corpo ser erguido do chão e quando ela percebeu, estava sendo levada para outro lugar por aquele estranho e belo homem. Ao fundo ela podia ouvir a voz estridente de Elias a xingando junto de risos dos convidados da festa, que tiveram a atenção chamada pelos gritos do Tyrant:
— Merda! O que estou fazendo? — Rose acabou rindo ao se agarrar ao pescoço de Ritchie.
— Se divertindo um pouco. Depois eu te devolvo para ele, vou te levar para um lugar seguro por hora.
Ritchie caminhou até seu carro, onde encontrou Shion encostado no veículo fumando um cigarro. O segurança acabou deixando o cigarro cair ao ver que o patrão tinha uma mulher nos braços:
— Senhor…
— Vamos, abra o carro, deixarei essa moça em um local seguro. — Ritchie falou com um sorriso.
— Obrigada pela oferta, mas… — Rose viu Cedric surgir apressado e ela se lembrou de sua irmã e de Kelvin. — Eu não posso perder mais pessoas que amo, me desculpe.
O loiro a colocou no chão e recebeu um beijo no rosto:
— Ei, eu vou te ver novamente?
— Quem sabe? — Rose sorriu e passou a andar na direção de Cedric, parando no meio do caminho para tirar os saltos que estava a incomodando.
— Posso saber o seu nome? — Ritchie não conseguia tirar os olhos dela, a cada passo que ela dava para longe dele, era como se eles nunca mais fossem se ver.
Rose parou de andar e viu uma bela roseira que tinhas deslumbrantes rosas-vermelhas. Com cuidado, ela tirou uma e jogou para Ritchie, que avançou alguns passos e pegou a flor no ar, observando a bela jovem seguir com o homem que era segurança de Elias:
— O que foi isso? — Shion se aproximou curioso.
— Fazia tempo que eu não me divertia dessa forma. — o herdeiro sorriu. — Rosa ou Rose? Acho que terei que investigar a família Tyrant.
-***-
Como Elias estava completamente fora de si pelo ocorrido, Cedric solicitou um táxi para Rose ser levada para o hotel e de lá ela deveria embarcar de volta para casa, assim como ele e Elias também fariam. No momento ele estava no carro com Elias, ouvindo o patrão murmurar:
— Senhor, afinal, o que aconteceu na festa?
— Aquela puta! Vadia! — Elias ia começar a ter outro ataque de ódio.
— Senhor, estamos em um carro fretado, lembre-se do decoro, o senhor é chefe da família Tyrant. — Cedric falou e Elias se recompôs.
— Vi a Rose e o maldito Seifer se beijando. Aquele maldito Seifer, ele sempre rouba a atenção de todo mundo, sempre está rodeado de gente e agora quer roubar a minha noiva!
— Senhor, me perdoe, mas não há como a Rose ter feito algo assim, ela namora o meu irmão, se esqueceu disso?
— Cedric, seu irmão, é um monte de merda perto do Seifer. Aquela cretina ia me trocar por ele, não sabendo ela que ele come mulherzinhas como ela no café da manhã. — Elias falou com ódio. — Se não fosse pela herança eu matava aquela desgraçada, mas ela vai ver o que farei com ela e aí de você se meter.
Em poucos minutos eles chegaram ao hotel e Elias seguiu para o quarto de Rose, esmurrando a porta para que ela abrisse:
— O que quer? — Rose abriu a porta ainda com a trava de segurança.
— Abra, preciso falar com você.
— Estou me arrumando, nos falamos depois, não cause um escândalo aqui.
— Como se eu me importasse!
Elias forçou a porta e só deu tempo de Rose dar um passo para trás. A dor explodiu na face dela e seu corpo foi arremessado no chão com força.
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Atualizado até capítulo 101
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