O Sol brilhava intenso no céu azul, assim como seus olhos. Ele sabia que o evento seria grande, mas acabou se surpreendendo com a arquibancada lotada de convidados endinheirados que estava ali, cujo objetivo era arrecadar fundos para ajudar alguma causa humanitária que não era muito importante para o herdeiro.
Ritchie terminou de fechar o macacão de proteção com o logo da empresa que herdaria futuramente, pegou o capacete e saiu do vestiário. Ao se aproximar da saída para o box, onde seu carro estava sendo preparado, ele pode ouvir a voz de uma jovem cantora que animava o público antes da corrida:
— Ritchie!
O jovem herdeiro olhou para a arquibancada e pode ver a irmã mais nova acenando para ele ao lado de seu pai, que o observava orgulhoso. Ele jogou um beijo para irmã e pode ver as jovens ao redor se derreter. Ritchie Seifer, filho mais velho de Richard Seifer e herdeiro da corporação Seifer, uma das corporações mais poderosas mundialmente, também conhecido como príncipe da energia e armamento.
Ritchie sorriu e acenou para o público, que foi a loucura, deixando claro que ele era o queridinho do momento. Ele entrou no carro e com a autorização, acionou o motor do carro de corrida, levando o veículo para linha de largada. A intenção daquela corrida não era competir, afinal, ele não era um piloto profissional, apenas pilotava por diversão e o convite para o evento foi apenas para aumentar a audiência e doações, porque onde ele estava, suas fãs iriam estar também.
A cantora terminou sua apresentação e agradeceu aos convidados e aos patrocinadores, principalmente a companhia Seifer, afinal, ela só estava ali graças a amizade que mantinha com o loiro que iria correr na pista em alguns segundos. O sinal para a contagem para o início da corrida soou. Ritchie sentiu a adrenalina começar a se espalhar por seu sangue. Ele adorava pilotar carros velozes, aviões e helicópteros e o fato de chamar atenção por isso, era apenas um bônus.
O loiro respirou fundo e afundou o pé no acelerador quando foi dada a largada. Não era necessário estar em primeiro lugar, ele só tinha que estar no pódio para promover a sua imagem e a empresa da sua família. Na terceira volta, ele conseguiu a terceira posição e ficou ali confortavelmente, até que seu ego venceu e ele deu tudo de si e tirou todo o potencial do seu veículo para chegar em primeiro, deixando os profissionais para trás.
Após fazer uma última volta para se mostrar, Ritchie deixou o veículo no box sendo cercado por câmeras e jornalistas que queria sua atenção. Usando seu charme, ele cumprimentou a todos e após algumas palavras seguiu para o pódio, onde recebeu os olhares de inveja e desgosto dos demais competidores. Era essa a sua vida de divertimento e ele adorava.
A cantora de nome Stella foi a responsável por entregar a premiação simbólica. Stella era jovem e atraente, tinha lindos olhos castanhos, quase verdes, cabelos longos e castanhos, que desciam em ondas pelas suas costas. Já havia um tempo que ela e Ritchie havia se conhecido por acaso enquanto jogavam online e dali nasceu uma estranha amizade que estava evoluindo gradualmente. Aquela era a primeira vez que se encontravam pessoalmente:
— Mais tarde. — Ritchie sussurrou enquanto recebia um rápido abraço e recebeu um sorriso como confirmação.
— Filho! Parabéns!
O jovem loiro desceu do pódio e foi até o pai que o cumprimentou com um sorriso orgulhoso:
— Obrigado pai!
— Não deveria admitir isso, mas você foi bem legal. — Karol, falou com um sorriso fazendo o irmão mais velho sorrir.
— Da próxima vez vamos competir juntos. — Ritchie acariciou o topo da cabeça da irmã, que sorriu animada.
— Sério?
— Nem pensar Karol, o que as pessoas vão pensar em ver você pilotando um carro de corrida. — Richard repreendeu a filha, que ficou sem graça.
— Pai, aqui não é o lugar para esse tipo de comentário.
-***-
A festa de comemoração foi tranquila, o que permitiu o loiro fugir do local para se encontrar com Stella. Até então, ele nunca havia se apegado a uma garota, mas desde que havia conhecido a jovem cantora, ele cogitava assumir um namoro público com ela. O que seria bom para a carreira dela e bem, a vantagem para ele era se livrar do monte de urubus que ficavam ao seu redor.
Ritchie ouviu batidas na porta do seu quarto e deu permissão para seu chefe de segurança entrar no local:
— Senhor, seu pai deseja vê-lo. — O jovem oriental avisou com seu tom educado e polido.
— Ele adiantou o que queria dizer? — Ritchie observou o homem com traços orientais que além de segurança, era seu amigo e confidente.
— Não, mas provavelmente deve ser sobre aquele assunto.
— Bem, acho que encontrei alguém que vale a pena, assim ele vai sossegar por um tempo.
— Esta falando da Stella?
— Sim. Ela acabou de sair daqui e bem, acho que nunca havia me sentindo tão bem com uma mulher.
— Fico feliz em saber disso e espero que vocês sejam aceitos. — O segurança sorriu.
— E você? Quando tomará a iniciativa?
— Descobri que ela está namorando.
— Seja homem, Shion! Até quando ficará tendo esse sentimento unilateral? Se você não conversar com ela, eu vou até ela para contar sobre os seus sentimentos.
— Pare Ritchie, e também acho que não vai adiantar, a Ametista não me vê como homem.
— Você que pensa. Bem, vou lá ver o que o velho quer.
Ritchie saiu do seu quarto e caminhou pelo corredor até a suíte presidencial onde seu pai estava hospedado. Ao se aproximar da porta, os seguranças abriram a mesma para ele entrar, onde encontrou o pai sentado em um sofá luxuoso fumando um charuto:
— Mandou me chamar?
— Sim, fiquei sabendo que passou um tempo com a cantora.
— Que bom que foi direto ao ponto, eu e a Stella nos conhecemos a um tempo e gostamos um do outro…
— Pode parar por aí, você até pode se divertir com ela, mas para se casar vai ter que encontrar alguém a sua altura, de preferência, alguém que possa nos trazer algum retorno.
— Quê? — Ritchie observou o pai surpreso.
— Isso que ouviu. Já estou procurando uma boa candidata para você, então seja discreto na sua diversão.
Ritchie se levantou irritado e voltou para seu quarto rapidamente, sentindo vontade de matar o pai para se livrar daquela cobrança:
— Inferno! — Ele se serviu de uma bebida forte e tomou em um só gole. — Não acredito que ele quer tirar a minha liberdade dessa forma. Velho maldito!
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Atualizado até capítulo 101
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