imprevistos

— Entra...

— A- Au?

Sua voz falha por algum instante, mas ele lentamente entende meu sinal e adentra a cabana, naquele momento eu ficaria de olho nele a noite toda, garantindo que ele não me ataque... eu não confio em você, e nunca vou confiar.

Após entrar, eu me sento próximo da lareira, o calor que ela me fornecia, envolvia meu corpo causando um efeito regenerativo para minha alma, ao me sentar o filhote de lobo caminha lentamente em minha direção, não parecia querer atacar... Apenas acomodar-se

— fica longe...

— au?

Ele parece entender, e rapidamente se afasta um pouco ficando próximo a porta...o tempo passou e a noite ia progredindo, e aos poucos eu caio no sono

— Beatriz... Ticky...Lara! — grito enquanto acordo desesperado

— Ah... já é de manhã...que droga

Ao acordar, no meu lado, aquele lobo estava deitado próximo de mim, seus pelos transmitiam um calor, sua pelagem era macia e aconchegante, como a lã de uma ovelha... seu esquisito.

Chequei uma última vez o diário daquele velho para ver se eu encontrava algo útil, e notei algo que parecia ser um pequeno mapa com o que parecia ser casas anotado em uma das páginas com uma tinta vermelha...talvez sangue? Mas não era certeza.

Minha fome estava aumentando, e eu estava cada vez mais próximo de colapsar...naquele dia eu precisaria achar algo para comer, um pequeno peixe já serviria, por sorte na rota que eu iria fazer para chegar ao vilarejo, havia um lago...talvez eu ache um peixe nele. ao sair da casa eu carreguei o corpo e enterrei ele no quintal próximo, o lobo aparentava estar dormindo, então eu não precisaria leva-

— Au au!

Ele acordou...

— me deixa em paz...vai pra algum outro lugar

— Au!

— Aah... Droga — murmuro

Sim...ele me seguiu enquanto eu caminhava rumo ao vilarejo. meu caminho foi difícil, havia uma mata intensa antes de chegar ao lago, mas eu dei conta com o machado que eu tinha. Cada passo que eu dava, eu notava o quanto a vida era escassa naquele local e minhas esperanças de achar alimento, estavam diminuindo.

Em poucos minutos eu cheguei no lago, minha primeira impressão, é de que aquilo era maior do que eu imaginava, só havia uma forma de passar por ele, rodeando.

Mas antes disso, eu me sentei e descansei um pouco, o lobo logo em seguida me alcançou, se abaixou e bebeu um pouco de água, ele parecia estar satisfeito em ter se refrescado.

Minha mente descansava enquanto pequenas ondulações se formavam na água...

— Hm?

—...

— roaaaaar! — um grande rugido ecoa, vindo da fera que habitava o lago

— uma cobra?...

Meus olhos presenciava algo que se parecia uma serpente imensa, suas escamas eram roxas, olhos amarelados e dentes extremamente afiados

Com coragem inabalável, eu ergo meu machado reluzente, encarando a serpente. Seus movimentos eram ágeis e cautelosos, ela se movia de um lado para o outro, causando ondulações por toda a água

— Au! Au! — o lobo late enquanto encara ferozmente a serpente

— se afasta, pequeno pedaço de nada... — ordeno o lobo para que saia do meu caminho

—...

Arthur e a serpente se encaram por alguns breves instantes esperando quem atacaria primeiro, o sol estava ardente, no solo estava Arthur e na água estava a serpente, na terra Arthur possuía a vantagem enquanto a serpente possuía a vantagem na água, na parte que ela se encontrava, o lago aparentava ser mais raso, possibilitando um combate, porém mesmo com isso, Arthur sabia que seria uma batalha complicada.

— Au! au! — o lobo se aproxima

— roaaaar

a fera abre sua mandíbula revelando dentes afiados, que atacam o pobre lobo impiedosamente arremessando pra longe, causando um grave ferimento

— lobinho! — Rapidamente corro até ele e aplico o efeito de cura

— Idiota! Idiota! Idiota!

— eu falei pra você ficar longe!

— por...por que não me escutou?

— Au... — ele libera um leve gemido

Após alguns segundos insistindo em ajuda-lo, eu cheguei a uma conclusão A cura não parece estar funcionando nele, talvez por que ele não seja humano, MAS QUE DROGA

— Roaaar! — a fera impiedosamente efetua uma segunda investida

— Me deixa...em...PAZ!

eu elevo meu machado, mirando a lâmina na parte de baixo da cabeça, rasgando impiedosamente sua garganta

— Roa-

Um mar de sangue, jorra da garganta da criatura, pintando o lindo lago azul com uma cor carmesim

— vamo! Funciona, funciona!

—...

Os batimentos dele haviam parado a alguns segundos... não havia mais nada que pudesse ser feito, é uma pena...

— Roaaar!

—...bom, vamo lá — me levanto e sigo em direção a criatura

A criatura avança, emitindo sons assustadores, impiedosamente ela abre sua mandíbula cheia de dentes afiados e ataca Arthur, com o cabo do machado, ele defende o ataque, o impulso causado pela criatura o empurra para trás bruscamente.

— Desgraçada... — Arthur se levanta e tenta se recompor

— Roaar!

Vou precisar me aproximar mais...talvez entrar um pouco na água, mesmo não sendo vantajoso para mim, me permitiria causar algum dano

Com movimentos rápidos, serpente começa a fazer movimentos giratórios na água, pouco a pouco redemoinhos d'água iam surgindo

— isso não é bom...

Pouco a pouco o tamanho aumentava, chegando a formar pequenas trombas d'água, que estavam crescendo mais e mais, todas elas se juntam, formando uma só, uma tromba d'água imensa estava prestes a atingir Arthur

— Roaaar! — a criatura impulsiona o seu ataque em Arthur

O ataque atinge com perfeição, causando graves ferimentos a Arthur, além de arremessa-lo a uma distância considerável mas...

— ainda não... — fraquejando, Arthur se levanta novamente

Aproveitando o momento de instabilidade, Arthur se ergue corre em direção a serpente furiosa.

Arthur, mesmo ferido, avança com determinação em direção à serpente furiosa. Seu machado brilha sob o sol enquanto ele prepara um golpe ousado. A criatura, percebendo a ameaça, movimenta-se ágil na água, tentando desviar do ataque iminente.

Com um giro rápido, Arthur desfere um golpe certeiro, cortando as escamas roxas da serpente. Sangue escuro mistura-se com a água, pintando o lago com tons sombrios. No entanto, a criatura não se deixa abater facilmente.

Com um rugido ensurdecedor, ela contra-ataca, lançando-se contra Arthur com fúria renovada.

— Roaaar!

Arthur, ágil apesar dos ferimentos, esquiva-se habilmente do ataque, mas a serpente não desiste. A batalha intensifica-se, com Arthur enfrentando a criatura em um duelo mortal. Cada movimento calculado, cada investida precisa, mantendo a tensão no ar.

A criatura, agora mais enfraquecida, recua momentaneamente. Parece hesitar antes de lançar seu ataque final. Arthur, percebendo a oportunidade, concentra suas últimas energias para um golpe decisivo.

Com um movimento preciso, o machado de Arthur corta profundamente a cabeça da serpente. Um silêncio tenso paira sobre o lago, quebrado apenas pelos últimos ruídos agonizantes da criatura.

A criatura caí e seu cadáver afunda dentro das águas profundas do antigo e tranquilo lago... deixando para trás um cenário de uma batalha sangrenta e cruel.

— tá na hora de ir... — Arthur continua andando ainda cambaleando, rumo ao vilarejo

Um caminho solitário, é esse caminho que eu sigo... sem ninguém ao meu lado, com uma missão de resgatar meus aliados a qualquer custo... ao menos eu espero que ainda estejam vivos

Desde minha infância sempre foi assim, antes da Lara aparecer...eu vivia como um lobo solitário, vagando por esse mundo procurando algum sentido em viver, talvez não fosse o mais forte de todos...mas eu tentava ser. Essa motivação se perdeu quando eu entrei no ensino médio, eu não tinha mais interesse por mais nada desde então... Mas de alguma forma eu consegui fazer mais alguns amigos incluindo a Lara.

Foi após trair meus amigos que eu descobri o que queria fazer... esmagar qualquer um que passe pelo meu caminho

— e então...esse é o vilarej -

Arthur desmaia...

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