hospital

— Isso é tudo o que você se lembra?

— Sim

— E a garota que estava com você?

— A Lara? - Eu...eu não lembro o que aconteceu com ela

— após a mordida e sentir meu pescoço sendo quebrado instantaneamente, eu apaguei.

— E o que aconteceu depois é um mistério pra mim

— entendo

Atualmente estou conversando com uma das enfermeiras, eu não me recordo do que aconteceu ontem a noite ou se Lara ainda está viva. Eu me lembro apenas do imenso meteoro que estava prestes a colidir

Eu sinto que preciso me lembrar de algo importante...mas a memória nunca chega na minha mente, o que aconteceu com Lara? O que era aquele meteoro? E os cachorros? Eu acho que vou surtar se continuar com isso

— Tá tudo bem? — A enfermeira me pergunta com uma cara de preocupação

— Sim...eu acho que só preciso descansar um pouco

— tudo bem, eu irei me retirar

Após responder às inquirições, a enfermeira se afasta, me deixando com um eco de incertezas. O quarto silencioso torna-se palco para a reflexão, enquanto ele tenta decifrar os fragmentos de memória perdidos.

Ainda um pouco distante eu consigo escutar ela conversando com um policial

— qual a situação dele? — O policial pergunta com um olhar preocupado

— ele parece ter perdido a memória

— e sobre a garota? Ele falou algo sobre ela?

— ele disse que não sabe de nada sobre ela

— eu quero entrar

— não, o paciente está descansando

Do lado de fora parecia estar havendo alguma discussão a qual eu não conseguia escutar direito

— É um caso urgente, você não pode me impedir

— as chances dele responder agora com informações concretas são baixas, é necessário deixá-lo descansando um pouco

Eu me aproximo para escutar sobre o que eles estavam discutindo, ao me aproximar, eu escuto o policial gritando

— a garota está desaparecida desde ontem e esse garoto é a única pessoa que estava com ela!

— eu sei, mas não podemos força-lo a falar nessas condições! Grita a enfermeira

— Volte mais tarde e talvez você consiga conversar

Garota? Que garota? A...a Lara?

Em impulso eu abro a porta e grito

Em um impulso, abro a porta e grito, questionando se Lara está desaparecida. A incerteza toma conta do momento, enquanto a névoa densa e a atmosfera enigmática contribuem para a sensação de suspense e preocupação.

— V-você tem que descansar

— Parece que ele não está tão mal assim- comenta o policial

Rapidamente o policial me leva para dentro do quarto e começa a me questionar.

— Você estava com a garota?

— sim

— a quanto tempo você estava com ela?

— desde as 10 da manhã

O interrogatório durou 1 hora...mas nenhum progresso foi feito

— Não brinca comigo garoto!

— Fale onde ela está!

— E-eu não sei, eu também quero saber

A enfermeira, percebendo a alteração do policial, decide intervir.

— Já chega! — A enfermeira grita

— saia logo ou eu vou chamar a polícia!

—...

—...

Após alguns segundos de silêncio, o policial decide se retirar e continuar o interrogatório depois

— depois continuamos

Eu apenas aceno com a cabeça enquanto observo a enfermeira levá-lo até a porta, após alguns minutos ela volta.

— M-me desculpe por isso, eu não devia ter deixado ele entrar

— tudo bem

Ela parecia ser jovem, alguém entre 20 a 22 anos, uma pessoa um pouco tímida e Gentil que se preocupa com seus pacientes.

— Me chame se precisar de alguma coisa

— Tudo bem, Alice! — Eu sorrio enquanto espero ela se retirar do quarto

Pelo que parece, Lara está desaparecida e eu fui a última pessoa que esteve com ela na noite passada...

Antes que eu percebesse, já estava me culpando por tudo que aconteceu.

— Foi... foi culpa minha — desabafei, assumindo um peso emocional diante da situação. O sentimento de responsabilidade intensifica a complexidade do momento.

— Se eu não tivesse me descuidado, tudo estaria bem... — murmuro, ecoando o peso do arrependimento.

— Que merda!

— eu preciso encontra-la...

— mas como...?

Arthur encontrava-se totalmente deprimido, sem saber o que fazer diante da incerteza e do desaparecimento de Lara. O peso emocional tornava-se avassalador, deixando-o em um estado de vulnerabilidade e angústia.

Enquanto se autodepreciava, Arthur toma uma decisão firme: irá encontrar Lara. O impulso de agir diante da adversidade surge como uma chama de determinação, mesmo no momento de fragilidade emocional.

— Eu... preciso achar el-

Arthur sente uma pontada forte na cabeça e acaba adormecendo por algumas horas...

— arthur!

— Acorda! A enfermeira grita

— em? Ainda desnorteado eu pergunto onde estou

— onde estou?

— você tá bem??

Após um longo período Arthur recobra a consciência ainda confuso sobre o que teria acontecido

— Lara!?

— que? Não

— o que aconteceu? - A enfermeira pergunta com preocupação

— acho que desmaiei - sorrio

Sua temperatura está normal... você não parece ter tido febre, talvez uma reação dos remédios

— tá tudo bem Alice

— Não sei...

Permaneço deitado, aguardando que a enfermeira termine a checagem.

A passividade momentânea contrasta com a tormenta emocional interna, enquanto Arthur se prepara para enfrentar os desafios que virão na busca por Lara.

— você deve estar preocupado com a garota que estava com você, né? — A enfermeira pergunta

— um pouco...

— vocês eram namorados?

— não... ela só me via como um amigo ou um passatempo

— sério?

— infelizmente sim, mas tudo bem, eu me divertia quando estava com ela

— então não é tão ruim- comenta a enfermeira

— sim... era o que ela dizia

— Ei Alice você tem sonhos?

— sonhos? Ah eu sonho em me tornar uma grande médica e ajudar a todos

— por que quer se tornar uma médica, Tem outro motivo além desse?

— Bom...tem um motivo específico

Começou a 12 anos atrás, quando eu ainda vivia com a minha mãe em uma cidadezinha pequena longe daqui.

Minha mãe era uma pessoa doce e Gentil que sempre se preocupava comigo, eu amava quando ela cozinhava pra mim, a comida dela era a melhor! Você tinha que provar.

Enquanto eu caminhava pela floresta fascinada pelas sombras dançantes entre as árvores altas, eu avistei uma borboleta colorida. Eu a segui e ela me levou até um laguinho escondido dentro da floresta. Quando chegou a noite, eu não sabia como voltar e foi aí que eu me dei conta que eu estava perdida, acredita?

— Sério? — Pergunto curioso

Minha mãe ficou desesperada procurando por mim, ela até chamou alguns vizinhos para ajudar na busca, próximo das 8 da noite ela me encontrou e com os olhos em lágrimas ela me abraçou e chorou agradecendo a Deus por ter me encontrado.

— Alice!

— mamãe!

E Eu prometi a ela que nunca mais me afastaria tanto para dentro da floresta.

— Então você decidiu que se tornaria médica porque se perdeu?

— Não, o motivo é bem mais triste...

E Qual é?...se estiver tudo bem em me contar

Teve um dia em especial que eu saí para coletar cogumelos pois era eu quem ia cozinhar naquela noite, e então saí e decidi que faria uma sopa de cogumelos

— parece ótimo

— é...

Minha coleta foi um sucesso, eu consegui coletar vários cogumelos coloridos, pois na minha mente iriam ficar mais gostosos se fosse assim, eu coloquei a panela no fogão e fervi a água. Alguns minutos depois eu coloquei todos os cogumelos para ferver naquele dia estava eu e minhas duas irmãs pequenas então foi fácil preparar. Após a sopa pronta eu coloquei os três pratos na mesa e a sopa para elas beberem, agradecemos pela refeição e quando estávamos prestes a comer, o telefone tocou e eu fui atender a chamada e deixei minhas irmãs comendo...era um vizinho que havia ligado e disse que meus pais haviam sofrido um acidente sério e que corriam risco de vida.

Meu coração gelou por um breve momento, eu não sabia como digerir aquilo, meus pais estavam quase mortos e eu tinha ficado com minhas duas irmãzinhas pequenas, eu corri para sala tentando esconder minha tristeza, foi quando eu encontrei elas duas caídas no chão, mortas... Os cogumelos coloridos que eu peguei, eram venenosos.

Eu entrei em choque sem saber o que fazer, primeiro meus pais e depois minhas irmãs...foi muita coisa pra digerir em uma noite

— eu...sinto muito.

— então você quer se tornar médica para cuidar de todos?

— Sim... E eu estou realizando meu sonho antes mesmo de me tornar médica

— eu sei que todos eles devem estar no céu agora, então eu não fico triste...

— Mas não acho que eles tenham orgulho de mim

— eu tenho certeza que eles estão orgulhosos de você... não tinha como você saber

— tá tudo bem, não precisa me consolar — ela dá um leve sorriso fraco

— Ei Arthur

— oi?

— eu tenho fé que você irá encontra-la

— obrigado- dou um leve sorriso

— não desista até acha-la! Ela sorri

— pode deixar!

Bom eu estou indo agora, se cuide tudo bem? Não vá desmaiar de novo haha

— Tudo bem, eu ficarei bem

Apesar da história triste que Alice acabou de me contar, eu me sinto mais motivado a não desistir daquilo que eu quero alcançar...

Eu com certeza vou te encontrar Lara

A noite rapidamente chegou naquele hospital, tudo parecia calmo mas mal sabia Arthur, o que ele iria enfrentar naquela noite

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