capítulo 9

— pela terceira vez, você morreu...

— você não se cansa de ser assim?... Um ser tão fraco?

— Patético

— você me dá nojo

Uma voz em meu interior estava falando comigo...uma voz sombria, a mesma de antes... é sempre ela, mas eu nunca consigo reconhece-la

— Agora que você morreu, eu irei me divertir um pouco

— Quem é voc-!

— Funcionou?? Pergunta beatriz desesperada

— E-eu não sei

— acorda garoto!

— ...

— ele acordou! — Grita Ticky

— tá tudo bem? — Pergunta beatriz

Porém, Arthur apenas se levanta, retira a poeira e segue em direção ao seu inimigo, caminhando lentamente, as queimaduras que antes possuía, agora estão gradualmente se regenerando de forma rápida

— espero que você seja digno do meu esforço

Ao se aproximar do dinossauro robô, seus olhos cibernéticos brilharam intensamente, indicando que havia detectado seu inimigo. Sem hesitar, a criatura mecânica começou a avançar em sua direção com uma velocidade surpreendente.

A fera metálica investiu com fúria, suas garras afiadas cortando o ar, mas nunca seria rápido suficiente para alcança-lo

— lento...

A criatura, agora visivelmente irritada, abriu sua mandíbula metálica com um ruído ameaçador. Uma aura de energia começou a se formar em seu interior, indicando a iminência de um ataque devastador.

Um clarão ofuscante preencheu o ambiente quando a fera robótica disparou seu ataque de plasma carregado.

Porém ele apenas permanece imóvel, esperando que aquele ataque seja forte o suficiente para valer o seu esforço em se defender

— cuidado! — Grita Ticky

O ataque então é bloqueado por algo que parecia ser um escudo invisível, o plasma se espalha para os lados.

— Não é possível...

— É apenas isso? Esse é seu máximo? Patético...

A fera robótica, apesar de ter lançado seu poderoso ataque, avançou implacavelmente em-

-Exploda

*Explosão*

Com a ordem dada, a fera robótica sucumbiu à explosão devastadora. Fragmentos metálicos voaram em todas as direções, criando um espetáculo caótico de faíscas e destroços. O ambiente, antes dominado pela ameaça, transformou-se rapidamente em um campo de escombros, revelando a vitória sobre a criatura mecânica.

— Ele venceu?

— C-como?

Ainda não é o suficiente...

Eu precisava de mais

Eu precisava de alguém mais forte...

— Tá tudo bem? — Grita Ticky se aproximando

— você se feri-

— SE AFASTE!

Uma súbita rajada de vento soprou o pequeno gato, lançando-o sem aviso contra a parede.

— TICKY! Grita beatriz — grita Beatriz, ainda fraquejando

— o que você tá fazendo!?

Esse garoto não parece ser o mesmo de antes... Talvez eu tenha que enfrenta-lo...mas... é pela Beatriz, por ela.

— Foi um belo golpe

— me fala aí... você não é mais aquele garoto de antes né?... então quem é você?

-...

— Toma cuidado Ticky!

— QUEM É VOCÊ SEU BASTARDO!

Arthur permanecia em silêncio, recusando-se a responder ou demonstrar qualquer interesse. Seu foco estava nitidamente na disposição de lutar, revelando uma determinação que transcendia as interações cotidianas. Uma aura de mistério pairava sobre ele, deixando claro que suas motivações eram tão enigmáticas quanto sua atitude indiferente.

Ele então se vira para beatriz e caminha até ela...

— então é você? A sacerdotisa do tempo?

— que? Do que você está falando?

— você parece tão deplorável, não me admiraria se eles tivessem errado

— Não fale besteiras! Ticky o ataca com uma bola de fogo de tamanho considerável

Ainda de costas, Arthur parece abrir um sorriso, como se tivesse alcançado aquilo que ele desejava

— sua mãe não te ensinou a ter bons modos verme maldito? — Arthur acerta um soco em cheio, arremessando Ticky para longe

— Ticky!

Ainda machucado, Ticky tenta se recompor

— é você... é você quem está sendo mal educado

— ninguém te ensinou que é feio sair tomando o corpo dos outros? — Ticky fala em tom de irritação disparando mais uma rajada de bolas de fogo

O pequeno gato, apesar de disparar bolas de fogo com precisão, testemunhava com frustração enquanto suas chamas não surtiam efeito.

— não brinque comigo seu inseto

— pra sua informação...eu sou um gato!

Ticky, após o insucesso de seus ataques anteriores, levantou-se com uma nova determinação. Um círculo de bolas de fogo se formou em suas costas, emanando uma energia intensa. Em um movimento coordenado, as chamas foram disparadas em direção ao alvo.

Mas logo são defendidas, e então Arthur abre um sorriso contente com a melhoria de Ticky

— as coisas estão melhorando...mas ainda não é o suficiente...

— Deixa eu ver se eu aprendi...

Um círculo de fogo se forma nas costas de Arthur, aparentemente o mesmo que se formou nas costas de Ticky, mas em uma intensidade totalmente diferente

Ele então estende a sua mão e todas as bolas de fogo são disparadas simultaneamente, causando uma explosão grave

— Cuidado Ticky! — Grita beatriz

Não vai ter como vencer...mas eu preciso protegê-la

— Você foi derrotado tão rápido...que até me dá pena, mentira... não dá não

— desgraçado *cof *cof*

Ticky cuspindo sangue , tenta se reerguer, mantendo sua determinação

— quais suas últimas palavras?

*9 anos atrás*

— se ajoelhem perante ao grande espírito de fogo Solaris!

Solaris, um espírito de fogo que é adorado por muitas pessoas, exclusivamente pelo povo Pyrofelinianos, que o tem como o seu guardião protetor, um espírito poderoso que possui o poder do sol na palma de suas mãos ou patas...

Somente sua presença é capaz de incinerar tudo que estiver em sua volta, por isso ele nunca apareceu em sua forma física, apenas espiritual, como uma chama.

Abençoou muitos guerreiros com o domínio das chamas, que tiveram sucesso em todas as batalhas.

Humanos patéticos...todos os dias me adorando, fracos e dependentes. Não há nada de especial neles.

Todos os dias sacrifícios são oferecidos a mim, sacrifícios no qual eu nem consigo aproveitar, eu já tenho tudo que preciso... então qualquer coisa é inútil.

Todo esse poder, não me traz a felicidade que eu queria sentir como eles... é inútil, TUDO É INÚTIL!

Foi então que em um certo dia, eu guardei todo o meu poder em um artefato, onde ninguém possa roubar, dentro do templo solar. Eu abdiquei de todo o meu poder para ser como eles, sentir o que eles sentem...a dor, a felicidade, todas as maravilhas possíveis.

E fugi para longe, deixando para trás meus antigos servos, e agora eles estão entregues a sorte, não há mais um espírito para protegê-los

Foi então que em um certo dia, após uma longa caminhada, o espírito de fogo, agora em sua forma física de gato...se cansou e parou a beira de um caminho

E após algumas horas descansando...uma garota passou por ele...uma garota com um olhar morto e a aura de um demônio com suas vestes rasgadas sujas de sangue...sangue que aparentemente não era seu, carregando uma espada.

Intrigado em querer saber quem era ela, ele voa se aproximando e pergunta

— ei garota, pra onde você vai?

— ...

A garota permanecia calada, sem expressar nenhuma reação, ela continuou andando, apenas olhando para frente, sem nenhuma distração

— eii

— você tá surda?

— ...

Curioso, o gato continuou seguindo ela até um certo ponto, onde suas forças começaram a se esgotar, insistindo em tentar manter algum contato

— eii

— oii?

— tá me ouvindo, garota?

Ele continuou seguindo ela, dia e noite... até que o corpo da garota começasse a fraquejar

*cof* *cof*

seu corpo já estava totalmente debilitado, sua tosse continha sangue em excesso

— você tá bem, garota?

Ela andou...andou um pouco mais e desmaiou

— Garota!

Desesperado, rapidamente ele puxou ela para debaixo de uma árvore, mesmo seu corpo sendo pequeno, ele possuía bastante força

— aah e agora, o que eu faço?

O pobre gato ficou pensando por alguns minutos no que faria, até que ele teve uma ideia

— já sei, ela deve estar fraca, então comida deve resolver o problema!

mas não havia nada que pudesse servir de comida próximo a eles, ele voou ao redor daquele local sem se afastar muito, buscando algo que servisse de alimento.

Mas não encontrou nada...

Foi então que ele avistou uma garota passando próximo dali, uma garota com cabelos curtos, vermelho como chamas, uma garota que aparentava ser Gentil.

Ele se aproximou e gritou

— eii garota

Ela se virou de costas buscando ver quem a chamava, procurou e procurou...

— Aqui em cima!

Ela olha pra cima e se assusta

— Q-quem é você?? Um gato...?

— preciso de ajuda

O gato explica toda a situação, e a garota compreende e aceita ajudá-los

— ela está aqui

— ...

— ela é tão linda...

— me ajude a carrega-la gato estranho, rápido!

Após isso a garota levou ela até sua casa, e suas servas cuidaram da pequena garota que estava ferida, deram remédios, comida e água e novas roupas.

Depois de longos 3 dias desacordada, a garota desperta

— ...

— acordou?

— qual o seu nome? A garota pergunta

— ...

Mas ela não responde

— tá com fome?

— ...

— tá com sono?

— quer água?

A garota insistiu de todas as formas possíveis para convencer ela a falar, mas ela não respondia

Após alguns segundos, ela começou a ficar inquieta, como se estivesse procurando algo

— tá procurando a sua espada?

— ela está aí do seu lado

A garota então se acalma por alguns instantes...e novamente volta a dormir

Foi assim por 3 semanas, até que ela finalmente saiu da cama

As notícias haviam se espalhado, as notícias de que havia um assassino a solta, que havia feito duas vítimas no templo próximo.

— foi você né?... pergunta a garotinha

— ...

Ela a abraçou, e disse palavras doces... palavras que ela nunca tinha escutado

— vamos fugir juntas, para um local onde ninguém possa nos achar! — Ela sorri

— eu sei...sinto que você não teve culpa do que aconteceu

— eu irei te proteger daqui pra frente...

Para sempre

—Ticky!

Beatriz, em um ato de intervenção corajosa, surge por trás de Arthur no momento crítico, impedindo que Ticky seja finalizado.

— Beatriz! Grita ticky

Beatriz, apesar de sua intervenção aparentemente pacificadora, revela uma peculiaridade notável: seus punhos estão envolvidos em faíscas elétricas, indicando um poder latente.

Eu não sei o que tá acontecendo comigo...ou de onde vem toda essa energia

— parece que você também evoluiu... Interessante

Beatriz, com faíscas elétricas em punhos, e Ticky, o pequeno gato com seu círculo de bolas de fogo, unem forças determinadas para enfrentar o desafiante Arthur.

— ERA ISSO QUE EU ESTAVA ESPERANDO!

— UMA EVOLUÇÃO!

— Ticky, você está bem?

— sim... só um pouco ferido

— consegue lutar? Pergunto a ele

— Consigo!

Beatriz e Ticky avançam em perfeita sincronia, seus movimentos coordenados como uma dança de habilidades complementares. Os punhos elétricos de Beatriz e as bolas de fogo de Ticky criam uma sinfonia de ataques, visando derrotar Arthur.

Arthur, com uma agilidade surpreendente, desvia facilmente dos golpes coordenados de Beatriz e Ticky.

— vocês ainda não estão tão rápidos...

Movida pela fúria, Beatriz intensifica seus movimentos, acelerando sua abordagem na batalha. As faíscas elétricas ao redor de seus punhos brilham com intensidade, indicando uma nova determinação.

— olha pro seu tamanho...acha mesmo que consegue causar algum dano?

— ATIRAR, TICKY!

Aproveitando a aceleração de Beatriz, Ticky libera uma rajada de bolas de fogo em direção a Arthur. As chamas, agora mais velozes e numerosas, criam uma cortina ardente em um esforço conjunto para sobrecarregar a agilidade do desafiante.

— Não tá funcionando! — Grita Ticky

— Continue tentando!

— isso aí, continuem me entretendo...

Enquanto as bolas de fogo de Ticky preenchiam o ar, os socos elétricos de Beatriz continuavam sendo desferidos com ferocidade. Sua determinação inabalável e os golpes carregados de eletricidade buscavam encontrar o alvo evasivo de Arthur.

Ticky, reconhecendo a necessidade de uma estratégia diferente, se afasta, tomando uma distância considerável. Nas suas costas, uma grande bola de chamas começa a surgir, crescendo a cada instante.

— 5...4...3...2...1

— Bea se afasta!

— EXPLOSÃO SOLAR!

Com um gesto decidido, Ticky libera a grande bola de fogo em direção a Arthur. A esfera flamejante, alimentada pela determinação do pequeno gato, avança com uma força impressionante, buscando romper as defesas do desafiante.

— tá na hora de trocar, garoto...boa sorte em sobreviver...

*Explosão*

Um som de palmas pôde ser escutado, antes da grande bola de fogo atingir Arthur em cheio, desencadeando uma explosão intensa que o incinera completamente, causando queimaduras graves em seu corpo. O ambiente é envolto em chamas e destroços, indicando o impacto devastador do ataque conjunto de Beatriz e Ticky.

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