???

Esse meteoro... tá se aproximando cada vez mais não há como sobreviver é questão de segundos até eu ser devorado ou morto pela explosão

3...

2...

1...

*Explosão*

Naquele momento minha visão foi tomada pelo impacto... Que aparentava ter devastado tudo naquele local

— Que vergonha em —murmura a entidade sombria

— Alguém morrer pra uma explosão fraca assim

— quando você vai parar de me decepcionar seu pirralho imundo?

— vou te dar mais uma chance, eu ainda preciso de você...

— Desperte!

Essa voz... Eu me lembro dela, mas não reconheço

— O QUE!? — Levanto assustado, tentando entender o que aconteceu. O grito ecoa na minha mente, enquanto a confusão inicial me impulsiona a reagir diante do inesperado.

Após recobrar a consciência algo parecia errado

— EU...Eu TO AMARRADO?

— Acordou? Uma voz estranha me pergunta

— Q-quem é você?

— ...

— O que você quer comigo? — Pergunto assustado

— quer chá? —Ela me pergunta

— chá de que?

— chá

— N-não, obrigado

— Eu quero saber por que eu tô amarrado

—...

Na minha frente estava uma garota de estatura mediana, aparentava ter minha idade ou não... Seus cabelos eram brancos, e seus olhos tinham uma cor púrpura intensa. A presença dela, aliada ao cenário incomum, intensificava a aura misteriosa do momento.

— tudo bem...vamos do começo

— por que eu estou amarrado como um pedaço de carne?

— ...Parecia o jeito mais fácil de carregar um cadáver recém assado

— E-eu tava lá no prédio, como eu apareci aqui? Onde eu tô mesmo?...

— Floresta

— E o hospital?? A centopéia?

— evaporaram

— Q-quem é você? — Eu pergunto, mas ela se nega a responder.

— Tick qual o estado atual dele?

— Q-quem é esse?

diante de mim surge um pequeno gato branco com asas. Sua presença desafia a lógica, as asas delicadas contrastando com a pelagem macia. O animal, com olhos curiosos, parece ser parte de um enigma maior

— Ele parece bem...bem idiota

— hmm — murmura a garota

— Q-quem são vocês?? E porque ele tá falando??

— estranho mesmo e você estar vivo depois da explosão- comenta o gato

— você não se apresentou Beatriz?

— Não

— eu sou ticky e essa é a Beatriz, juntos nós somos os caçadores de anomalias

— A-anomalias? Tipo aquela centopéia??

— isso aí! — O gato sorri

— ele entende rápido Beatriz! — Comenta o gato

— Antes de continuarmos, poderiam me soltar?

— Hmm não sei, você pode estar infectado

— Parece que ele possui um pouco de lúmen flux ou energia estranha pra ser mais simples

—O que é isso? É ruim?

— Nah, imagina... só significa que você pode ver os monstros que chamamos de anomalia só isso

Rapidamente a garota parece sacar sua espada

— talvez devemos mata-lo

— N-não calma aí Beatriz! Intervém o gato

— ele ta bem

— né? Você tá bem...né?

— claro que Tô

— viu só?

— hmm

Ela guarda sua espada de volta na bainha com um gesto preciso, revelando uma habilidade controlada. O metal desliza suavemente, retornando ao seu repouso, enquanto a garota mantém um olhar atento, sugerindo que a ação pode ter sido apenas uma pequena parte das suas habilidades.

— Espera aí... você é...

— é aquele garoto Beatriz!

— quem?

— aquele que colocou o braço na boca do cachorro pra defender aquela garota

— ah...ah é...entendi.

A resposta da garota parece meio distante, como se seus pensamentos estivessem vagando por terras desconhecidas. Seu olhar perdido sugere que há muito mais por trás da sua presença enigmática do que ela está disposta a compartilhar no momento.

— você disse, garota?

-sim, eu disse? Ah é, eu disse sim! O gato sorri

— onde ela está?

— evaporou... responde a garota

— V-você evaporou ELA?

— Tipo isso... responde o gato

— não sabemos ao certo, mas não acho que ela tenha morrido na explosão, né Beatriz?

— E-então aquele meteoro gigante, eram vocês?

— isso aí!

— vocês são loucos!? — grito assustado

— vocês quase me mataram...duas vezes

— quase não...a gente te matou 2 vezes mas você reviveu, de alguma forma hehe

Toda a situação parecia inacreditável, eu me negava a acreditar em qualquer coisa dita. A perplexidade diante do inexplicável envolvia meus pensamentos, criando uma barreira de incredulidade enquanto eu tentava assimilar os eventos surreais ao meu redor.

— Como isso pode ser possível? — murmuro, questionando a lógica por trás dos acontecimentos extraordinários.

— o que vamos fazer com ele ticky?

— hmm vamos ficar de olho nele

— como assim?

— você não quer estar sozinho quando for atacado novamente, né?

— Com certeza não

— Então...Seremos seus novos protetores

O gato grita animadamente enquanto via um futuro brilhante onde nós 3 derrotamos essas criaturas

— Ticky...de jeito nenhum, não temos tempo

— Ainda há muitas anomalias a solta

O gato se aproxima da garota e cochicha

— Esse garoto é um ímã de anomalias, é só manter ele perto que a gente consegue derrotar elas

— manter ele longe seria colocar em risco a segurança dele e de outras pessoas

— entendeu?

— Não sei... não gosto dessa ideia

— dá uma chance Beatriz!

Minha vida depende desse pequeno gato... será mesmo que eu vou conseguir sobreviver? Os dois continuaram a cochichar por uns 5 minutos até que chegam em uma decisão

— tudo bem, eu irei te proteger

— isso aí, não precisa mais se preocupar garoto!

Obrigado gato branco estranho que tem asas e voa

— sério?

— sim... — Responde a garota

— Me encontre amanhã na escola

Que? Você estuda na mesma escola que a minha?

— na mesma classe pra melhor dizer

Estranho eu nunca ter notado essa garota antes por lá...ela realmente estuda lá?

— Tudo bem

— vamos indo Ticky

— mas e eu?

— se vira, já vou ter trabalho demais te protegendo

— Essa foi a frase mais longa que ela disse até agora...

— Ela é uma garota de poucas palavras sabe?

Ei garoto, você já viu um urso? Indaga o gato

— Não por que? — pergunto com curiosidade

— Tem um bem atrás de você

— tchauzinho

Mas não tem ursos por aqui...ah eles foram embora. O gato junto de Beatriz sumiram na escuridão deixando um rio de perguntas e agora eu estava perdido no meio da mata escura, o que fazer em situações como essa?

Se estiver perdido na floresta à noite, tente manter a calma. Busque um local seguro para se abrigar, como sob a copa de árvores densas, e evite movimentar-se sem orientação.

Acho melhor passar a noite aqui., mesmo que eu não me sinta seguro com essas criaturas a solta por aí. Decido me movimentar, buscando um local seguro para me abrigar durante essa noite. A lógica de esperar a luz do dia para facilitar a locomoção parece a melhor escolha.

Decido me deitar próximo a uma árvore e descansar. Sob a vastidão do céu noturno, permito que o cansaço físico e emocional se dissolva momentaneamente enquanto aguardo a chegada de um novo dia, carregado de incertezas e possibilidades.

*8 anos atrás*

Hoje é mais um dia nublado, mas não é tão ruim dessa vez pois agora eu tenho Alguém pra dividir esses momentos

— que injusto! Não valeu Arthur — Lara grita

— essa já deve ser sua 3° derrota seguida haha

Hoje de manhã a Lara me ligou perguntando se poderia vir aqui jogar um pouco e eu como sempre deixei...por que é divertido estar com ela

— Mais uma vitória!

— Ah que injusto! — Ela me dá um leve soco

— você só tá escolhendo os melhores personagens, Arthur!

— mi mi mi

Já éramos bastante íntimos e a cada dia a mais eu amava ela, mesmo que ela só me visse como um irmão ou algo assim, era divertido...meu mundo se tornava melhor com ela

— ah olha a hora

— vou ter que ir Arthur — ela me olha com um olhar triste

— foi divertido

— Sim — eu apenas concordo com ela

— outro dia jogamos mais

— quase todo dia você vem aqui, então não seria surpresa

— e tem algum problema?

— nenhum, venha quando quiser — eu sorrio levemente para ela

— hmm acho bom! Ela sorri

Eu lentamente vou até a porta e abro para ela passar, assim que ela passar ela levará uma parte de mim junto com ela

— Até depois Arthur!

— Até! — Eu aceno enquanto ela lentamente se afasta

Alguns minutos se passam e eu novamente volto a minha tristeza e solidão até que eu percebo algo...

— Essas são...as chaves dela?

Lara havia esquecido as chaves então eu rapidamente me vesti e fui até a casa dela entregar a chave. Eu abri a porta e corri pelas ruas para entregar as chaves

A felicidade de poder ver ela novamente me tomava por inteiro no ir e no voltar.

Ao passar por uma das ruas eu noto uma movimentação estranha, vários garotos e garotas reunidos em um beco

— É você, não é? A ladrazinha que roubou a loja do meu pai!

— E-eu não roubei nada

Uma garota então se aproxima...

— É verdade, eu vi ela roubando

— N-não isso é mentira

— Cala a boca! A garota acerta um tapa em cheio

Ao ver essa cena meu coração acelerou, tomado pela adrenalina eu corri em direção ao tumulto e sem pensar duas vezes empurrei todos que estavam na minha frente

— Quem é você?....

— só corre!

— Tá! — Ela concorda e juntos nós corremos por vários bairros até despistar eles

— Voltem aqui!

Após alguns minutos correndo, nós finalmente fizemos uma pausa e descansamos um pouco.

— o que você pra eles ficarem tão bravos?

— eu não fiz nada

— hmm

— Sério!

— Acho que eles me confundiram com alguém

Até imagino com quem eles confundiram...

— Qual seu nome? — Ela me pergunta

— É Arthur e o seu?

— Sophia,prazer e obrigado por me salvar! Ela sorri docentemente

Eu apenas devolvo o sorriso e rapidamente recobro a memória de que eu deveria estar fazendo algo importante.

— As chaves da Lara!

— Que?

— Tenho que ir

— eu vou junto, espera!

Na época ela me seguiu sem pensar duas vezes...talvez por que ela se sentia segura perto de mim, eu continuei correndo até a casa da Lara, corri tanto que meu fôlego estava se esgotando

— Chegamos!

— é aqui?

Rapidamente eu toquei a campainha, esperei alguns segundos...mas não saiu ninguém, talvez ela não tivesse chegado ainda, mas aonde ela poderia estar?

Aos poucos pude escutar um grito vindo de dentro da casa

— VOCÊ FOI DE NOVO NA CASA DAQUELE MULEQUE, SUA DESGRAÇADA?

-O QUE EU TE FALEI SOBRE A ÚLTIMA VEZ?

— Mas...mas ele é só meu amigo

— Não existem amigos, não pra alguém como você!

— você nunca mais vai voltar na casa dele, VOCÊ ENTENDEU?

Um outro grito se destaca

— ENTÃO PAREM DE FICAR BRIGANDO O TEMPO TODO! QUE SACO!

A porta finalmente se abre e ela dá de cara comigo...

— Arthur?

Foi por alguns segundos antes dela me ignorar e passar por mim, mas eu pude ver seu rosto em lágrimas

— Lara!

— me deixa!

—...

Sophia e eu ficamos em silêncio decidindo o que faríamos...seria melhor deixar ela sozinha ou eu deveria ir consolar ela?

— Acho que eu não vou ser mais útil por hora, né Arthur?

— Então eu já vou indo, boa sorte com ela! Ela se despede e vai embora

Eu estava indeciso sobre o que fazer de agora em diante...eu deveria ir atrás dele, certo? Seria o mais sensato, né?

Foi então que eu decidi seguir meu coração e corri atrás da Lara, passei por várias e várias ruas procurando por ela, mas não a encontrava, eu estava começando a perder as esperanças, até que me lembrei de um local onde eu não tinha olhado ainda

E então corri até o parque, seria lá que eu encontraria Lara, minhas esperanças pareciam estar retornando para mim... E eu estava certo, ela estava lá sentada em um balanço

— Lara!

— ...

— te falei pra não vir atrás de mim — ela me olha com um olhar triste

— você ouviu tudo né?

— Não...

— não mente pra mim...eu te conheço quando mente

— só o começo e o fim da conversa

— hmm

— não queria que me você me visse assim...

— não tem problema — eu respondo tentando consolar ela

— o que aconteceu?

— quer mesmo saber a verdade?

— Quero...

Tá bom...a um ano atrás as coisas não eram assim, como são hoje, meus pais se davam bem, eles se amavam como dois pombinhos apaixonados, foi em uma viajem que meu pai fez a trabalho, ele passou algumas semanas fora e deixou eu e minha mãe em casa. Tudo estava ótimo, até que em uma noite ela recebeu uma ligação, a pessoa não se identificou mas expôs que meu pai estava traindo minha mãe...algum tempo depois ele voltou e minha mãe manteve segredo sobre a descoberta, mas foi em um jantar que ela explodiu e contou tudo o que sabia. Os dois começaram a brigar por qualquer coisa...meu pai propôs um divórcio, mas ela negou. Talvez os dois ainda se amem, talvez nem tenha tido uma traição...mas nunca vamos saber.

Era por isso que eu sempre ia pra sua casa...pra fugir das brigas dos meus pais, tem vezes que eles até me batem por motivo nenhum...

Eu...eu não aguento mais isso, eu só queria que tudo parasse e que fossemos uma família feliz como qualquer outra, é tão difícil assim?

Lara desabafa sobre tudo o que ela passou, e meu coração aperta ao ouvir suas palavras.

— E-eu vou estar aqui sempre que precisar

— ...

Ao ouvir essas palavras ela chora incontrolavelmente e me abraça, eu retribuo o abraço, também caindo em lágrimas

— Obrigado Arthur... obrigado!

Até mesmo aquela garota extrovertida possui pontos frágeis...assim como eu, ainda somos humanos pelo visto

Após o choro, nós nos recompomos tentamos conversar normalmente, como se nada tivesse rolado

— já tá tarde né? Comenta Lara

— um pouco, você está melhor?

— sim...graças a você — ela sorri e cora um pouco

— A mim?

— simm!

Mudando um pouco de assunto...por que você foi até lá em casa?

— por que?

— isso

— ah! Pra te entregar as chaves que você tinha esquecido

—mas...

— Aqui estão elas! Eu entrego nas mãos dela

— arthur...essas não são minhas chaves

— Não são? — Pergunto confuso com a situação

— não, você ia me entregar as suas chaves, que tonto haha

Eu rapidamente coro de vergonha...mas logo em seguida dou risada da situação

— Mas que bom que você se preocupou comigo, me sinto um pouco feliz por isso

É por esses e outros motivos que eu preciso encontrar essa garota... não importa onde ela esteja, eu vou encontra-la

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