imprevistos

* 2 horas se passam*

Duas horas se passaram desde que eu adormeci agora eram 6 da manhã e o dia já estava claro o bastante para eu me guiar. Eu me levantei e busquei algum ponto de referência, alguns metros depois eu vi uma estrutura antiga... não, não era antiga, era bem atual.

O hospital no qual eu estava ontem, agora evaporado, não sobrou nada além de uma profunda cratera, me pergunto o que aconteceu com as vítimas...

Após isso eu continuei andando, a cidade parecia estar normal, tirando o fato de que o hospital foi evaporado após um meteoro causado por uma garota e um gato maluco. Meu objetivo ainda estava claro em minha mente, eu precisava achar a Lara, agora eu sei que ela misteriosamente sumiu durante aquela noite e que possivelmente não morreu pela explosão, eu preciso buscar mais informações sobre onde ela está e se ela ainda está viva...

Após 1 hora andando, eu finalmente chego em casa e pra minha surpresa não havia ninguém em casa, tudo estava quieto demais... possivelmente eles só deram uma saída, eu tinha uma preocupação maior, ir pra escola e encontrar Beatriz e Ticky e foi o que eu fiz, me preparei e parti diretamente para a escola

*1 hora depois*

Ao chegar lá, tudo aparentava estar completamente normal. Os corredores movimentados refletiam uma atmosfera tranquila, e o cenário cotidiano transmitia uma sensação de rotina inalterada. No entanto, algo no ar sutilmente indicava que esse aparente equilíbrio poderia ser apenas a calmaria antes de uma tempestade iminente.

Caminhei em direção à minha sala, ansioso para encontrar Beatriz, Ao chegar à porta, hesitei por um momento antes de abri-la, imaginando o que poderia estar à minha espera do outro lado.

Ao abrir a porta, alívio tomou conta de mim. Não havia nada a temer; o ambiente estava intacto, e as pessoas ao redor pareciam estar bem. A preocupação dissipou-se, revelando que as preocupações anteriores eram infundadas. Respirando fundo, continuei a busca por Beatriz, grato por não ter encontrado um cenário sombrio além da porta.

Ao perceber que Beatriz ainda não havia chegado, optei por ocupar uma das cadeiras disponíveis. O ambiente tranquilo proporcionou um breve momento de reflexão, enquanto aguardava sua chegada. O silêncio ao redor permitiu que eu mergulhasse em pensamentos, imaginando os possíveis motivos de seu atraso, enquanto a expectativa se prolongava.

Um dos meus amigos se aproximou com um sorriso e cumprimentou

— E aí, Arthur! Tudo tranquilo? — O tom amigável quebrou a quietude do momento, trazendo uma atmosfera descontraída ao ambiente.

— Por que você faltou ontem? Estava doente? — ele perguntou

— Tive alguns problemas, mas já resolvi! — Respondo com um sorriso no rosto

Após alguns minutos de espera, finalmente, Beatriz entra pela porta. Seu rosto mantém uma expressão distante como anteriormente

— O-oi, Beatriz — cumprimento, mas ela não responde.

Um silêncio tenso paira no ar, deixando-me intrigado sobre o motivo de sua reação. Aguardo uma resposta, tentando decifrar o que pode estar acontecendo em sua mente.

—...

— me encontre no terraço depois da aula

— ok...eu acho.

Qual é a dessa garota? Por que toda essa frieza?

Após essa breve interação e a falta de resposta de Beatriz, retorno ao meu lugar, refletindo sobre a estranha dinâmica que parece pairar no ambiente. A aula segue seu curso habitual, apesar da interação intrigante anterior. O sinal toca, marcando o fim daquele período. A próxima aula seria a de história mas pra nossa surpresa...

— Pessoal, o professor de história faltou! Vamo ter aula vaga

A notícia de que teríamos aula vaga se espalha, e alguns alunos começam a comemorar. O alívio é palpável no ar, enquanto a perspectiva de um intervalo inesperado desperta entusiasmo.

Aproveitando o momento de descontração, decido ir até Beatriz, buscando puxar algum assunto para dissipar a frieza anterior. Abordo-a com uma tentativa amigável, esperando estabelecer uma conexão mais leve e compreender melhor o que pode estar acontecendo.

— E então... cadê o Ticky? — Pergunto intrigado

— dentro da mochila

Apesar da tentativa de iniciar uma conversa, outra resposta fria vem de Beatriz.

— Sobre o que quer conversar no terraço?

— você saberá quando for

— Certo...

Estranha

Percebendo a resistência de Beatriz ao diálogo, decido desistir das tentativas de conversa. Retorno à minha cadeira, resignado, e concentro-me na espera. Por que será que eu nunca vi ela antes?

Enquanto alguns minutos se passam em silêncio, o sinal toca, marcando o fim da aula vaga. O movimento na sala retoma seu ritmo, indicando o retorno às atividades regulares.

Com uma última aula antes do intervalo se aproximando, sinto a expectativa crescer. Determinado a descobrir o motivo por trás do pedido de Beatriz.

Enquanto alguns minutos se passam, um calafrio percorre meu corpo, e percebo que a temperatura parece ter caído.

O frio intensifica-se, tomando conta do ambiente a cada segundo. Sinto o espaço ao meu redor congelar, criando uma atmosfera gélida e inesperada.

A presença é algo sobrenatural, talvez mais uma das anomalias, será questão de tempo até que a escola seja congelada. Em busca de algum conforto diante da situação sobrenatural, viro-me de costas rapidamente, buscando na expectativa de que Beatriz, talvez, tenha algum papel ou ação diante da anomalia.

— BEATRIZ! Grito desesperado

— ...

Ao gritar em busca de conforto, percebo que a sala toda direciona sua atenção para mim. A sensação de ser o foco de todos aumenta a tensão no ambiente.

— Faça silêncio Arth-

— PROFESSORA!

Ela congelou instantaneamente, antes de terminar de dizer meu nome, mas em seguida uma voz grita em seu lugar, substituindo-a

— FAÇA SILÊNCIO, ARTHUR!

Uma voz imponente grita, rompendo o ambiente gélido. O comando ressoa na sala, silenciando instantaneamente qualquer murmúrio anterior.

O grito imponente faz com que todos presentes se assustem, criando um momento de surpresa e tensão.

O gelo começa a se espalhar mais rapidamente, congelando todos presentes naquele local , Um fenômeno avassalador se desencadeia: as vidraças começam a congelar, as carteiras e tudo ao redor são envolvidos por uma rápida camada de gelo.

— Corre Beatriz! Sinalizo para ela

Meu chamado foi inútil pois ela havia congelado

— N-não é possível, Ticky, tá aí?

— ME AJUDA!

Em meio ao caos congelante, Ticky, sonolento, sai da bolsa de Beatriz. Parece que ele não havia sido afetado, talvez por ser um espírito mágico ou algo assim

— o que é? — Ele Boceja

— iih rapaz, parece que vocês entraram em uma...Fria

— Não é hora de piadas, precisamos fazer algo! Beatriz foi congelada

— ah é, ela tá bem, confia

— É sério Ticky, precisamos agir

— se acalma, tá tudo bem

A urgência de encontrar um local seguro torna-se evidente diante da rápida propagação do gelo. Rapidamente eu saio da sala junto de Ticky, deixando Beatriz lá.

— sabe o que fazer?

— procurar a causa de tudo isso, talvez?

— e qual seria?

— sei lá, vamos continuar procurando

Em uma corrida frenética pelos corredores, percebemos que a escola toda está sendo envolvida pelo congelamento. O gelo avança implacavelmente, transformando o ambiente familiar em uma paisagem gélida e surreal.

A urgência de encontrar uma maneira de descongelar a todos, especialmente Beatriz, torna-se a missão primordial. Enquanto os corredores continuam a congelar, concentramos nossos esforços em buscar uma solução para reverter o impacto gelado que se abateu sobre a escola.

— tive uma ideia, me segue!

— qual ideia?

— vamo ligar todos os aquecedores

Rapidamente corremos até um local onde poderíamos achar uma forma de ativar os aquecedores, mas na nossa frente algo inesperado acontece, Pequenas criaturas que pareciam raposas de gelo começam a correr entre os corredores.

— São elas que estão causando todo esse problema? Pergunto a Ticky

— É uma boa suposição

— o que nós fazemos?

— vamos avançar, Ticky!

— O que? Mais isso é loucura! — Ele grita

Um sentimento de inquietação surge, indicando que as pequenas raposas de gelo podem não ser a causa direta do congelamento, mas sim um indício de algo mais tenebroso.

Persistindo na corrida em direção à sala de manutenção para ativar os geradores, notamos que as pequenas raposas de gelo fogem de nós. Isso reforça a suspeita de que essas criaturas não são as causadoras diretas do congelamento.

Ao chegarmos à sala de manutenção, percebemos que a porta está trancada, rapidamente tentamos alguma forma de abrir, mas nenhuma delas estavam funcionando

— E agora? O que fazemos? Pergunta Ticky

— vamo arrombar!

Decidindo tomar a iniciativa, me afasto um pouco da porta antes de tentar romper a porta.

— 3...2...1 vai!

Com determinação, corro rapidamente contra a porta na tentativa de arrombá-la, mas a força empregada parece ser em vão. Resilientemente, tento uma segunda vez. Afasto-me um pouco e corro em direção à porta com renovada determinação. O som do impacto ecoa pelos corredores, enquanto a esperança de romper a barreira se mantém viva.

— Desiste, a gente não vai conseguir... Você só vai se machucar

— 3...2...1!

Com renovada convicção, corro mais uma vez em direção à porta, acreditando que ela finalmente se abrirá. Desta vez, a força empregada e a determinação parecem surtir efeito, e a porta cede ao impacto.

— conseguimos! Grito com empolgação

Ao adentrar na sala de manutenção, direcionamos imediatamente nossa atenção para encontrar os botões que ligariam os aquecedores.

— São muitos botões! Grita Ticky

— vamos ativar todos!

Com uma ideia impulsiva, decido ativar todos os botões disponíveis na esperança de alcançar uma solução abrangente

— Acho que isso...

— Vai funcionar Ticky!

A tensão diminui à medida que sentimos a temperatura aumentar na sala de manutenção. O plano de ativar todos os botões parece ter funcionado, trazendo um alívio palpável. A esperança renasce enquanto percebemos que, em breve, todos na escola estarão de volta à normalidade, escapando do congelamento que os envolvia.

— Funcionou!

— ...

Ticky parecia não estar muito animado, parece que ele sabia que havia algo de errado, e que algumas coisa iria acontecer...

— vamos Como os outros estão

Corremos pelos corredores até a nossa sala, mas antes que pudéssemos chegar lá, aquela sensação fria tomou conta novamente

As luzes começaram a falhar e um som tenebroso parecia estar vindo de um corredor próximo

Com a sensação de que algo ainda não está completamente resolvido, redobramos o cuidado e caminhamos lentamente, atentos a qualquer som ou sinal de anormalidade. Ao virarmos o corredor, nossos olhares se fixam em algo tenebroso que se revela diante de nós

Um ser de mais de 2 metros de altura, algo que aparentava ser um Golem de gelo, o verdadeiro causador disso tudo

Com um rugido poderoso, um ar congelante foi liberado do corpo daquela criatura horrenda imensa

O Golem de gelo ergue-se majestosamente à nossa frente, sua presença imponente desafiando nossa coragem. Arthur e Ticky trocam olhares, entendendo a magnitude do desafio que têm pela frente. Com uma determinação renovada, Arthur assume uma postura defensiva, enquanto Ticky, mesmo parecendo um pouco hesitante, emite pequenos ruídos encorajadores.

O Golem de gelo, imbuído de uma energia gélida, avança com passos pesados. Arthur, rápido no raciocínio, tenta encontrar uma estratégia para enfrentar a criatura. Ele busca pontos fracos no Golem e, com a destreza de um estrategista, planeja seu primeiro movimento. Ticky, mesmo sendo pequeno, parece concentrado, como se estivesse pronto para contribuir da maneira que pudesse.

A cena se desenrola em um equilíbrio tenso, enquanto Arthur e Ticky se preparam para enfrentar o Golem de gelo. O corredor, antes apenas um cenário congelado, agora torna-se o campo de batalha para esta simulação épica.

Arthur, decidido, avança contra o Golem de gelo, desferindo um primeiro ataque. No entanto, para sua surpresa, o golpe parece não surtir efeito significativo. O Golem permanece imponente, quase intocado pela investida inicial. A situação se complica, exigindo uma reavaliação da estratégia para enfrentar essa criatura resistente.

Diante da aparente resistência do Golem de gelo ao primeiro ataque de Arthur, ele reavalia sua abordagem. Observando atentamente a criatura, percebe que precisa ser mais estratégico. Ticky, por sua vez, emite pequenos ruídos, como se estivesse sugerindo alguma ideia.

Arthur, então, decide explorar o ambiente ao redor em busca de qualquer elemento que possa ser utilizado a seu favor. Ticky, com sua perspicácia, aponta para uma estrutura instável no corredor congelado.

Com essa nova informação, Arthur planeja uma manobra para desestabilizar o Golem. Ele atrai a atenção da criatura para a estrutura frágil e, com habilidade, leva-a a avançar na direção do ponto vulnerável.

No momento certo, Arthur utiliza sua destreza para desencadear uma série de movimentos rápidos e habilidosos, levando o Golem a colidir com a estrutura instável. O impacto causa uma rachadura significativa no Golem de gelo, revelando uma brecha em sua resistência.

A batalha toma um rumo favorável para Arthur e Ticky, que aproveitam a oportunidade para explorar novas estratégias e enfraquecer ainda mais o Golem de gelo.

Porém inesperadamente a rachadura do Golem parece brilhar como se algo fosse acontecer, lentamente a antiga forma se desfaz e aos poucos assume a forma de um cavaleiro vestindo sua armadura glacial, segurando uma espada gélida

Era o fim pra todos nós, ao menos pra mim...se Beatriz ao menos estivesse comigo, talvez a situação fosse diferente

Lentamente o cavaleiro se aproxima carregando sua espada, ele se prepara para fazer seu ataque final

— humanos... insolentes

Ele avança e...

— CUIDADO!

Das nossas costas surge nossa salvadora, Beatriz. Que com sua espada impediu o golpe do cavaleiro, ela agora estava mais forte do que nunca

— Desculpe a demora

— Ticky!

— sim!?

— Ative o encantamento na minha espada

— Certo!

No mesmo instante Ticky ergue as mãos e pronúncia algumas palavras, que misteriosamente fizeram a espada brilhar como fogo

— VAI PRA CIMA BEATRIZ! Ticky grita

Numa reviravolta surpreendente, Beatriz entra na cena com sua espada flamejante, preparando-se para realizar um contra-ataque decisivo.

— Humana insolente! — Grita o cavaleiro

— cala a boca! Beatriz rebate

Beatriz desencadeia golpes ardentes contra a criatura, aproveitando o elemento do fogo para desafiar a natureza gélida do adversário.

Agora que Beatriz está aqui, vai ficar tudo bem, meu coração se acalmou por alguns segundos

Seus movimentos são ágeis e precisos, cortando através do frio com o calor de sua lâmina ardentes. O corredor torna-se um campo de batalha feroz, onde o choque entre o fogo e o gelo cria uma dança intensa de luz e sombras.O Golem, apesar de sua evolução, parece sentir a ardência das espadas flamejantes de Beatriz. A rachadura brilhante em sua forma, agora mais visível, sugere que o contra-ataque de Beatriz está fazendo efeito.

— Só isso não vai funcionar...preciso de mais calor

Percebendo a necessidade de evoluir ainda mais diante do desafio apresentado pelo Golem de gelo, Beatriz adentra em um combate mental

*9 anos atrás*

— Beatriz, vê se me escuta

— O coração possui um chama eterna que nunca se apagará, mantenha essa chama mais forte a cada dia e manifeste o seu verdadeiro poder

Beatriz respira fundo e concentra todas as suas forças, buscando toda a chama do seu coração que acumulou

Ela então se posiciona, ergue sua espada e dispara um poderoso corte flamejante negro

— CORTE FLAMEJANTE FENIX NEGRA!

E um poderoso corte é disparado cortando tudo que há pela frente, evaporando completamente o seu oponente e todo o espaço

— BEATRIZ!

— Esse poder... Comenta Ticky

A batalha estava decidida, Beatriz era a campeã do grande duelo, em seguida ela cai no chão devido a quantidade de energia utilizada.

Eu rapidamente corro para segura-la

— cê tá bem? Pergunto preocupado

— ...

seus olhos que antes estavam vermelhos como a chama, agora não está mais, aos poucos ela volta ao normal, ela usou bastante energia melhor deixa-la descansar

Após isso decidimos leva-la ao terraço para que ela pudesse recuperar um pouco das forças perdidas

— ...?

— acordou! Grita Ticky

— Hmm

— por que? Ela pergunta

— por que o que?

— por que eu tô deitada no seu colo?

— Ah isso haha? achei que seria mais confortável que te colocar no chão

— pervertido...

— Que!?

Ticky gargalha com a situação

— qual o meu estado Ticky?

— você usou muita energia, mas já está se recuperando

— hmm

—ei

— ...?

— sobre o que queria falar aqui no terraço?

— Ah...sobre isso...

Continua...

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