anomalia

*11 horas da noite*

Ainda deitado, me pergunto onde Lara poderia estar nesse momento, mas uma memória rouba minha atenção, o meteoro.

Ainda confuso, eu decido pegar um ar na janela. A brisa fresca talvez possa dissipar um pouco da confusão que paira sobre mim, enquanto se preparo mentalmente para o que virá na busca por Lara.

Enquanto os carros passam, a cidade é iluminada pelos prédios, criando um cenário noturno extraordinário.

Eu nem liguei pros meus pais, será que eles sabem que eu estou aqui? Eles ao menos se preocupam comigo? Bom, melhor deixar isso pra amanhã. Seria melhor descansar.

Então, decidindo buscar um pouco de descanso, eu me deito e tento dormir. Mesmo diante da inquietação emocional, o cansaço físico pode proporcionar um breve alívio

— amanhã será um novo dia

Após alguns minutos eu adormeço, mas nem em meus sonhos eu possuo paz

Nesse momento eu me via em um local estranho avermelhado mas com uma mancha preta tomando conta do local, aos poucos ela ia progredindo até alcançar uma esfera brilhante que aparentava ser o núcleo.

— Olá?

— Tem alguém aí?

Ecoa a sua voz, mas nenhuma resposta vem, mostrando que eu estava sozinho sem ninguém para me ajudar

Aos poucos, você se aproxima daquilo que parece ser um núcleo brilhante. A curiosidade e a determinação superam a sensação de desconforto, revelando uma jornada em direção ao desconhecido.

O que será que isso é?

Ao tocar no núcleo, uma forte luz

Ao tocar no núcleo, uma forte luz é disparada, inundando o ambiente ao seu redor. A intensidade da luminosidade cria um instante de cegueira momentânea, deixando-o momentaneamente atordoado com a experiência.

— droga!

Ao fazer isso, as sombras parecem ter reagido à luz e começam a ficar inquietas, mas você não consegue ver, por que está momentaneamente cego.

E então, um grito estridente pôde ser escutado. O som ecoa, reverberando no espaço.

— O que é isso?

— O...que... você fez?

Aquelas sombras por um momento parecem ter se comunicado comigo, As sombras, antes inquietas, agora adotam um movimento peculiar em resposta à luz. Seus contornos parecem adquirir formas indefiníveis, sugerindo uma forma de comunicação além da compreensão convencional.

— Responda! O QUE VOCÊ FEZ?

— Q-quem é você? O que você quer? Pergunto assustado

— Desgraçado

- SAIA!

Um grande portal é aberto e consequentemente eu acordo, assustado com tudo o que aconteceu. O que era aquelas sombra??

Eram 3 horas da manhã, o silêncio prevalecia naquele local, e então eu decido me levantar e ir no banheiro que ficava a alguns corredores Dali

Eu gentilmente abro a porta e saio silenciosamente caminhando pelos corredores escuros, não havia ninguém acordado naquele horário. Será que Alice ainda está acordada? Ou será que o turno dela acabou?

O som dos meus passos ecoavam pelos corredores sombrios, até que enfim chego no banheiro. Como esperado, não havia ninguém lá, apenas cabines que separavam uma privada da outra. Eu entrei na quarta cabine fiz o que tinha pra fazer.

Logo após eu saí e lavei minhas mãos, e então as luzes começaram a falhar, elas piscavam aleatoriamente, como se algo sobrenatural estivesse acontecendo, ou talvez seria apenas uma falha na energia. Eu ignorei isso e saí em direção ao meu quarto, mas algo estava errado, o clima parecia mais frio, e uma névoa estranha tomava o local, tudo estava silencioso como antes, mas eu sentia uma presença sombria naquele local. Algo de ruim estava prestes a acontecer.

Eu caminhei mais alguns passos, com a atenção dobrada, atento a qualquer anomalia possível naquele local, foi então que em meio a toda aquela escuridão, eu notei um quarto aceso, eu me aproximei, quanto mais próximo eu chegava, mais as luzes piscavam. Quando eu enfim cheguei na porta, as luzes subitamente se apagam.

No quarto havia apenas um idoso deitado em uma cama, tudo parecia completamente normal, fora os acontecimentos estranhos das luzes piscando. Foi então que eu me virei de costas e um forte som como o de um trem bala ecoou pelas minhas costas estourando o vidro das janelas frágeis.

Quando me virei novamente, o idoso estava partido ao meio, uma cena totalmente brutal, algo que eu nunca tinha visto antes. Inconscientemente eu gritei como nunca tinha gritado antes.

— QUE MERDAAA!

— O QUE FOI ISSO???

— O QUE TA ACONTECENDO???

Não havia tempo para ficar assustado, eu precisaria correr Dali o mais rápido possível, mas os meus gritos chamaram a atenção da criatura e eu novamente escutei aquele som, como o de um trem bala passando em alta velocidade, névoa estava densa então não era possível ver a criatura.

Eu desesperadamente corri pelos corredores, e a criatura me seguia, passando por cada quarto e despedaçando cada ser vivo em uma alta velocidade

Ela não estava quebrando as paredes enquanto atravessava, ela aparentava criar algo como portais que interligavam um quarto ao outro, ao passar por um quarto iluminado eu pude ver se relance, algo tenebroso, como uma centopéia negra com olhos vermelhos flamejantes, despedaçando pessoas com suas afiadas presas enquanto avançava como um trem bala em movimento

Eu precisava fazer algumas coisa, mas eu não sabia o que fazer, todos iriam morrer se eu não fosse rápido o suficiente para impedir aquela coisa

Meus passos lentamente iam diminuindo a velocidade, o corredor que antes parecia curto, agora aparenta ser infinito pois eu nunca chegava no meu quarto, mas eu sabia que seria a pior coisa a se fazer pois ela me mataria instantaneamente então eu parei de tentar correr para lá.

Ao invés disso, foquei em algo que pudesse chamar a atenção da criatura e impedir que ela mate mais pessoas, foi então que eu avistei um botão vermelho algo que parecia um alerta de incêndio, usando a força que me restava eu usei um extintor que estava próximo e quebrei o vidro que protegia aquele botão

E então eu ativei...

Um forte som de alarme ecoou por todo o prédio e além, rapidamente todos aqueles que ainda sobreviveram acordaram confusos com o que tinha acontecido, estava um tumultuo naquele local.

Rapidamente Alice veio ver o que tinha acontecido e por que o alarme tinha se ativado

— Arthur!?

— o que aconteceu? Por que o alarme se ativou?

— Alice, tem um monstro a solta, devorando as pessoas, o prédio tem que ser evacuado

— o que? Como assim?

— você está bem? Ela me olha assustada

— Você tem que acreditar em mim! A gente precisa fugir daqui

— M-mas nós não podemos, há muitas pessoas fracas e hospitalizadas, elas não sobreviveriam

— Vamos Alice! Acredite em mim

— Eu acredito, mas... não é possível evacuar

— então fuja comigo

— M-mas e os pacientes? Eu não posso deixa-los

Desesperadamente eu puxo a mão dela e corro procurando algum lugar que seja seguro

— Tem algum lugar que seja seguro para nós?

— O que? Como assim? Me solta!

Assustada, ela dá um passo para trás e diz

— Eu não sei o que está acontecendo, mas eu não posso fugir e abandonar os pacientes

— Fuja para o terraço lá deve ser seguro para você...

Ela me dá uma chave que dava acesso ao andar superior do hospital, uma chave um pouco antiga mas que poderia ser útil

— E-eu não posso te deixar

— Vá, eu irei distrair a criatura que está assombrando o local!

Ela sorri, como se soubesse o destino cruel que a aguardava... As luzes novamente se apagaram e a névoa tomou conta

- ALICE! CORRA Para o elevador!

A centopéia trem bala estava novamente Ativa e mais brutal do que nunca, mesmo sem querer, ela corre em direção ao elevador

Mas antes que pudesse alcançar, a criatura atravessa um portal e parte Alice no meio, dividindo-a em duas partes

— ALICEEEE!

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