Após o salto impressionante do lobo de duas cabeças, sinto uma onda de adrenalina percorrer meu corpo. No último segundo, me jogo para o lado, evitando por pouco o ataque da criatura. Ao aterrissar no chão , o lobo não perde tempo e volta rapidamente para mim.
Suas duas cabeças se movem em harmonia, fixando seus olhos ardentes em minha direção. A cada momento, percebo a tensão crescer no ar, como se o próprio ambiente estivesse ciente da ferocidade do confronto.
Decidido a enfrentar a criatura, seguro firme o pé de cabra em minhas mãos, encarando a besta com determinação. O lobo avança novamente, desta vez com uma estratégia. As duas cabeças se movem em direções opostas, tornando difícil prever de onde virá o próximo ataque.
Me esquivo rapidamente das investidas, mas uma das cabeças se vira na direção do meu lado direito. O impacto é inevitável, e sinto as mandíbulas afiadas rasgarem ao redor do meu braço. Uma dor forte se espalha, mas mantenho minha postura, resistindo à ferocidade do ataque.
Com um movimento rápido e controlado, libero o pé de cabra com minha mão livre e executo um golpe preciso na cabeça que me atacou. O som metálico ressoa pelo ar, e a criatura recua momentaneamente.
A dor aguda persiste no meu braço, irradiando-se como uma corrente elétrica através dos meus nervos. Com um gemido de dor, um dos meus joelhos cede momentaneamente ao impacto da lesão. A ferocidade do ataque do lobo de duas cabeças deixou uma marca visíveis, mas a determinação ainda arde em meus olhos.
Respiro profundamente, tentando superar a dor, enquanto mantenho o foco no desenrolar da batalha. O lobo, ciente da minha momentânea vulnerabilidade, avança com ainda mais ímpeto. As cabeças se movem, prontas para desferir golpes fatais.
Com a rapidez, busco um refúgio atrás de um banco no parque, utilizando-o como escudo improvisado contra as investidas da criatura. O tempo parece estagnar enquanto espero uma oportunidade para contra-atacar.
O lobo de duas cabeças rosnando, tenta me alcançar por trás do banco, mas me mantenho atento, movendo-me de um lado para o outro, frustrando seus esforços. Então, em um momento de pausa, utilizo o pé de cabra para golpear uma das cabeças, afastando temporariamente o predador.
Entretanto, a criatura, longe de desistir, revela uma resistência sobrenatural. Meu braço lateja de dor, mas ergo-me, decidido a continuar o combate. Com a lua a iluminar a cena, a batalha prossegue na noite, entre sombras e rosnados, com a incerteza do seu desfecho.
A marca em forma de meia lua na cabeça do lobo começa a pulsar com uma luminosidade crescente, emitindo um brilho intenso que parece amplificar a presença a força e tamanho da criatura. À medida que a luz resplandece, Cerberus parece crescer ligeiramente, como se estivesse absorvendo a energia lunar.
Diante desse fenômeno inexplicável, meu olhar foca, tentando compreender a natureza dessa transformação. A criatura, agora maior e mais imponente, mantém os olhos fixos em mim, como se a energia recém-adquirida alimentasse sua fúria.
Com cautela, recuo alguns passos, atento à mudança no comportamento da fera. A luminosidade da marca de meia lua intensifica a atmosfera da batalha, criando uma aura mística ao seu redor. Cerberus, impulsionado pela força recém-adquirida, avança novamente.
Sua velocidade havia aumentado consideravelmente, e as cabeças se movem com uma agilidade ainda mais assombrosa. Me sinto pressionado pela intensidade da confrontação, mas a determinação se mantém firme dentro de mim.
A criatura está prestes a avançar, porém, do alto Beatriz surge no momento crucial, sua espada eletricamente carregada brilhando com intensidade. Com um golpe preciso e poderoso, ela atinge Cerberus em sua cabeça, cortando o ar com uma energia eletrizante que percorre o corpo da criatura.
A conexão entre a lâmina e a marca de meia lua na cabeça de Cerberus resulta em um estouro de faíscas e energia elétrica. A criatura, momentaneamente paralisada, recua sob o impacto do ataque. As cabeças, antes ferozes, agora oscilam desorientadas diante da descarga elétrica.
— Beatriz! - grito
— teve muitos problemas?
— a ajuda chegou! — Ticky grita
O campo de batalha está estabelecido sob o manto noturno, iluminado pela luz prateada da lua. Beatriz e o lobo de duas cabeças, Cerberus, encaram-se, cada um medindo o poder do outro.
Com um movimento ágil, Cerberus recupera-se do impacto do ataque elétrico, suas cabeças oscilando com uma fome selvagem. A marca de meia lua em sua cabeça continua a brilhar intensamente, indicando uma energia desconhecida que permeia a criatura.
Beatriz assume uma postura defensiva, sua espada pronta para cortar o ar. Ela concentra-se, sentindo a eletricidade fluindo pela lâmina.
O silêncio tenso é quebrado pelo rosnado profundo de Cerberus, uma reverberação sinistra ecoando pelo local. A criatura, em um movimento surpreendentemente rápido, avança em direção a ela, suas cabeças buscando um ângulo de ataque.
Beatriz responde com perícia, esquivando-se dos movimentos vorazes do lobo e desferindo golpes precisos com sua espada eletrificada. O brilho da lâmina corta o ar enquanto ela dança em torno de Cerberus, suas habilidades atléticas e destreza tornando-a uma adversária formidável.
A eletricidade emanada pela espada cria uma barreira defensiva, impedindo as investidas diretas da criatura.
A investida poderosa do lobo de duas cabeças, Cerberus, rompe a defesa de Beatriz, que em um momento de descuido é atingida. Uma expressão de dor passa pelo rosto dela, mas sua determinação não vacila. A ferida, embora marcante, não abala a coragem que a impulsiona a enfrentar as adversidades.
— Beatriz!
— eu tô bem... — ela responde tentando segurar a dor
Cerberus, por outro lado, aproveita a brecha criada pelo ferimento e intensifica seus ataques. As cabeças oscilam com fúria, buscando enfraquecer ainda mais sua oponente. A eletricidade que antes dançava pela espada de Beatriz parece diminuir momentaneamente, enquanto ela luta para se reorganizar após o golpe do lobo.
A lua, testemunha silenciosa do conflito, projeta sua luz prateada sobre o campo de batalha, destacando as figuras em movimento. O silêncio noturno é rompido apenas pelos rugidos e faíscas que permeiam o embate entre a caçadora destemida e a criatura sobrenatural.
Beatriz, com tenacidade inabalável, busca uma abertura para contra-atacar. Sua espada, embora momentaneamente enfraquecida, permanece como uma extensão de sua vontade. A ferida em sua figura, agora manchada com vestígios de uma batalha árdua, não a detém de avançar.
— Beatriz!
— ...
— Tá vendo aquela marca na cabeça dele? acho que de alguma forma isso possa estar fortalecendo ele
— a...lua? - ela se pergunta
Quando eu o vi pela primeira vez, ele estava em um tamanho muito menor, ele só começou a crescer depois que aquela marca ficou exposta ao brilho da lua
Beatriz percebendo a fraqueza do lobo, decide mudar sua estratégia. Ela se afasta buscando uma sombra. A criatura a segue como um predador faminto
Aproveitando o enfraquecimento momentâneo de Cerberus, Beatriz avança com determinação. Sua espada, eletricamente carregada, brilha com intensidade, cortando o ar em direção à fera.
O ataque, impulsionado pela energia acumulada, atinge uma das cabeças do lobo com uma força fulminante. Uma onda de energia elétrica percorre o corpo de Cerberus, provocando convulsões momentâneas na criatura.
A cabeça atingida balança, mostrando sinais claros de dor. Beatriz, resiliente e ágil, não perde tempo. Ela aproveita a brecha e realiza uma série rápida de movimentos, golpeando áreas sensíveis do lobo enquanto ele luta para se recuperar.
A eletricidade pulsante parece enfraquecer ainda mais a fera, suas cabeças oscilando desorientadas. Beatriz, guiada pela experiência e habilidade, mantém a pressão sobre o lobo, continuando a desferir golpes precisos.
A luz lunar, agora testemunhando uma inversão de papéis na batalha, ilumina o espetáculo sobrenatural que se desenrola no meio da noite.
Com as feridas causadas pelos ataques certeiros de Beatriz e o enfraquecimento provocado pela eletricidade, Cerberus recua. As cabeças do lobo oscilam desordenadamente, manifestando confusão e dor diante da inesperada resistência humana.
Beatriz, mantendo a postura e a determinação, não permite que a criatura escape facilmente. Ela avança com confiança, sua espada ainda brilhando com a energia elétrica, pronta para desferir golpes adicionais.
O uivo da fera ecoa pela noite, desencadeando uma onda de energia que momentaneamente desorienta Beatriz. A intensidade do som reverbera no ar, obscurecendo seu foco por um instante crucial.
Cerberus, percebendo a oportunidade, aproveita-se da situação e foge velozmente, desaparecendo nas sombras da noite.
— Beatriz! - rapidamente corro até ela
— tudo bem?
— por que...por que você só ficou olhando? - ela indaga
Assim como ela, eu já estava bastante ferido pela batalha anterior...mas ela parecia estar pior, seu braço esquerdo estava sangrando bastante, ela parecia estar mais pálida ou era apenas uma ilusão da lua.
— ele...fugiu
— ainda podemos alcançar ele - respondo
— acho que não há como... não nesse estado em que Beatriz se encontra — Ticky intervém
— você não consegue usar nenhuma magia de cura? — Pergunto
— não... Não é minha especialidade
— tá tudo bem...eu dou um jeito -
Ela não estava em condições de continuar...estava escuro demais para enxergar a gravidade de como realmente estava
— Arthur, usa sua mão brilhante para enxergarmos melhor a gravidade dos ferimentos — Ticky me pede
— não, tá tudo bem... — porém ela recusa
Após me concentrar um pouco, minha mão começa a brilhar levemente, e ao me aproximar dos ferimentos, pudemos notar a real profundidade. As garras daquele lobo haviam rasgado parte do braço dela... nem consigo imaginar a dor que aquilo deveria estar causando.
— é Bea, parece que você vai ter que ficar de repouso por um tempo - comenta Ticky
— eu já me sinto melhor
Beatriz empurra meu braço, indicando que já era mais do que suficiente por hora
— vamos atrás dele — ela propõe
— mas e o seu braço?
— já parou de sangrar
— O qu- ?
— COMO!? — Ticky grita assustado
Ticky olha para a minha mão e em seguida olha para o braço de Beatriz...ele repete esse movimento aproximadamente 4 vezes antes de falar algo
— aah acho que entendi...
— o que? — perguntamos simultaneamente
— essa luz na mão dele serve para regenerar ferimentos...se eu não me engano, você disse que seu corpo estava brilhando quando reviveu, né? Estava óbvio!
— temos alguém pra nós curar agora! Isso é ótimo - ele comemora
— tipo um curandeiro...?
Para mim, era uma grande surpresa saber disso... Eu, Finalmente sendo útil pra algo?
— parabéns, você tem uma habilidade rara, faça bom uso dela!
— Não temos tempo a perder conversando — Beatriz interrompe
— mas e os seus ferimentos? — Ticky pergunta
— não tá mais sangrando e a dor parou
Só tinha um probleminha, nós não sabíamos aonde aquela coisa estava, então mesmo se nós nos levantarmos, não daria pra saber. A última visão que tivemos dele, foi ele entrando dentro da floresta
— vamos seguir o rastro - ela propõe
— que rastro?- pergunto
— Bea consegue ver o rastro da sombra deixada pelas anomalias por alguns minutos
Isso com certeza é novidade para mim... É diferente de somente sentir, ela consegue realmente ver, então foi dessa forma que ela conseguiu encontrar o lobo...assim como ela encontrou os outros inimigos que enfrentamos
— vamos
— vamo! — Ticky e eu respondemos
E então nós seguimos correndo floresta adentro correndo atrás do rastro deixado pelo lobo, o local proporcionava um ótimo campo de batalha para nós, as árvores eram densas demais para deixar o brilho da lua atravessar. Correndo por alguns minutos, nós chegamos a uma grande toca profunda e escura, o rastro das sombras deixadas revelavam que o lobo havia adentrado aquele local.
— nós vamos realmente entrar? — pergunto
— talvez haja um outro mundo quando atravessarmos — brinca Ticky
— tipo Alice no país das maravilhas? — Complemento
— vai na frente — Beatriz me pede
— eu? Por quê?
— você é o único que pode iluminar nosso caminho haha — Ticky brinca
— M-mas...ah tudo bem...
Após me concentrar e fazer minha mão brilhar, eu adentro na toca ainda hesitante... Se ele realmente tiver passado por aqui, ele pode apenas estar nos esperando pra atacar...sabe-se lá onde isso vai dar.
Já estávamos Caminhando agachados por aproximadamente 10 minutos, naquele túnel que parecia ser infinito... aos poucos manchas de sangue podiam ser avistada no chão, uma bela lembrança dos cortes que Beatriz deixou para ele em sua última batalha
— tá vendo alguma coisa? - Ticky me pergunta
— não...tá tudo escuro
O brilho da minha mão era fraco demais para iluminar de forma potente, mas ao que parece, como estávamos em um espaço apertado, ela parecia fluir bem e os efeitos de cura estavam ativos ao menos para mim.
— espera!
— o que foi? - Ticky me pergunta
— tem algo errado...
O solo não parece mais firme quanto estava antes...parece que vai desabar se eu continuar
— vamos voltar...
— o que?
— VAMOS VOLTAR!
O chão abaixo de nós começa a tremer intensamente...
— se segurem!
— Em qu-
— aaah!
Após o solo ceder, entramos em queda livre, um grande mar se revela, com uma ilha no centro estávamos prestes a colidir com o solo que estava abaixo de nós, seria apenas questão de segundos
— O QUE FAZEMOS? - Eu grito
— E-eu não sei! - Ticky grita desesperado
Seria o nosso fim...tudo por que fomos curiosos demais, indo atrás daquela criatura...
10... Lágrimas caem, mas a dor permanece.
9... Na escuridão da noite, a tristeza se intensifica
8...O tempo não apaga as feridas, apenas as torna mais profundas
— Vamos morr-
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Atualizado até capítulo 25
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