Ponto de vista — Cassius
Quando o carro parou, em frente a minha casa, sai primeiro, e puxei a garota, que se segurou no banco do carro.
— Eu não vou! — Ela estava de olhos fechados.
— Se não sair agora, te mato aqui mesmo!
— Eu vou morrer de qualquer jeito!
— Então tudo bem, já que você quer morrer dentro do carro... — Peguei a minha arma e apontei para ela.
— Er... Quer saber? Eu mudei de ideia... — Ela abriu um sorriso falso e saiu do carro.
— Me siga! — Ela o fez sem hesitar, afinal, não havia possibilidade de fugir.
Ela estava com medo, mas, ao mesmo tempo, parecia pensar em qualquer modo de me apunhalar e fugir.
(Não duvido que seja capaz disso.)
Então, eu a levei até minha sala de armas, onde também estava o homem daquele dia, e a sua esposa, já amarrados.
— Esse homem... Seu miserável! Olha a situação que você me colocou! — Ela quase partiu para cima dele, mas eu impedi.
— Amarrem-na!
— Ei! Isso é injusto! — Ela se debateu.
Eu me sentei, e fiquei observando a situação. A mulher do homem que me devia estava chorando, seu marido, de cabeça baixa, e aquela garota... Bom, ela apenas estava sendo ela mesma.
— Você realmente achou que conseguiria me enganar e fugir? — Eu olhei para aquele homem.
— Eu não tentei enganar você! Eu ia conseguir o dinheiro, e pagaria quando conseguisse...
— Então você pretendia deixar aquela garota comigo até ter o dinheiro? — Eu apontei para Dahlia.
— S—Sim...
— Quê? Você realmente ia me deixar nas mãos desse cara? — Ela olhou para ele em choque.
Mas o homem apenas a ignorou.
— E você... estava ciente do que seu marido pretendia fazer? — A mulher parecia não querer dizer nada.
— Eu não sabia de nada... — Ela nem mesmo olhou para mim.
— Olhe nos meus olhos enquanto fala comigo! — Eu a obriguei a me olhar, e ela tremeu. — Você não sabia disso, mas aceitou fugir com ele sem mais nem menos e deixar tudo?
Era uma mentira tão óbvia.
— Se vocês tivessem sido sinceros, eu poderia ter lhes dado mais um prazo, mas nenhum colaborou, o destino final é apenas a morte! — Tirei minha arma do bolso, e apontei para a esposa primeiro.
(Claro que isso não é verdade, é apenas para causar arrependimento.)
— N—Não me mate!
— Por favor, poupe a minha esposa!
— Que romântico... Mas esse amor realmente é real? — Eu mirei a arma para ele. — Farei uma proposta, deixo que um de vocês saiam vivos dessa!
— Ei! E eu aqui? Não tenho nada haver com essa história!
— Quieta! Estou falando com esses dois.
Ela se calou, mas ficou bicuda.
— Então, quem irá viver? — Eu ri, olhando para os dois, e apontando a arma para um e para o outro.
— É por sua culpa! Seu miserável!
— Minha culpa? Se você não tivesse me pressionado a conseguir aquele contrato, eu nem estaria nessa situação!
— Está me culpando? Você faliu nossa empresa, e ainda gastou mais do que podia com uma amante! E aliás, você gastou o dinheiro que a gente praticamente não tinha com essa mixuruca aí!
— Como é? Minha querida, aqui é serviço de qualidade! — Dahlia se irritou.
— Qualidade? Se fosse mesmo, a gente já estaria longe daqui!
— Achei bom que vocês foram pegos! — Dahlia deu língua.
— Engraçado, vocês querem jogar a culpa nessa mosquinha?
Ela me olhou parecendo que queria me fuzilar.
— O tempo está passando, então, quem vai ser?
— Ela!
— Você ficou maluco? Pague você mesmo pelas suas dívidas!
— E viva ao amor! Um jogando o outro na cova dos leões!
Sinceramente, eu estava me divertindo antes, mas minha paciência começou a se esgotar.
— Eu estou cansado disso.
Mudei completamente minha personalidade, e meu tom ficou mais frio, até mesmo aquela garota pareceu ficar arrepiada.
— Podemos negociar! E... eu juro que pagarei tudo!
— Pagar? Você me deve há quase dois anos! Não acha que já fui paciente o suficiente? Sua dívida é de quase duzentos mil reais.
— Você é agiota? — Dahlia perguntou de repente.
(Essa garota não sabe mesmo quando manter a boca fechada.)
— Nas horas vagas, sim.
— Uau, cara, você é muito burro! Era simples, pegava um pouco do dinheiro que você tomou emprestado, e mandava um assassino de aluguel matar ele! — Todos nós olhamos para ela fixamente. — Ah, não que eu faria algo assim... melhor eu calar a boca.
— Mosquinha você sabia que não é fácil me matar? Antes de alguém conseguir se aproximar de mim com essas intenções, ela já estaria no mínimo despedaçada.
— É, eu imaginei, se não todo mundo já teria se dado bem fazendo isso...
Pretendia matar aquele casal, mas não tinha certeza sobre ela. Mesmo assim, não sabia se devia deixá-la ver eles morrendo.
— Tirem a mosquinha daqui!
— O que você vai fazer comigo?
— Não te devo explicações.
— Sinceramente, você é muito chato! — Ela saiu bicuda.
(Esquisita demais.)
— Você vai nos matar?
— Ainda tem dúvidas?
— Desgraçado! Você acha que pode tudo, não é?
— Quando se trata do meu dinheiro, e coisas que me pertencem, eu realmente posso tudo!
Eu apontei a arma primeiro para a esposa.
— Veja ela morrer, e lembre-se que foi você que causou isso! — Eu atirei nela antes que pudesse ter reação.
Ele urinou nas roupas, e ficou apavorado ao ver o sangue.
— P—Paula...?
— Ela morreu, está com saudades? Fique tranquilo, irão se encontrar logo, no inferno! — Eu atirei nele logo em seguida.
Eu achava que mortes assim eram misericordiosas, afinal, eram certeiras, sem muita dor.
Eu saí de lá, e fui procurar a mosquinha.
— Eu ouvi... Você atirou neles?
— Sim. — Eu apontei a arma para ela.
— E você vai me matar também? — Ela nem estava me olhando nos olhos.
— Sim, agora é a sua vez...
Eu havia me decidido, na verdade, nem deveria ter considerado deixá-la viva.
— Você sabe que eu não tive culpa de nada, certo? Eu nem sequer queria estar no meio disso...
— Você viu mais do que deveria, e isso é motivo suficiente.
— ... — Ela ficou em silêncio depois disso.
Parecia ter desistido de relutar, então, quando eu estava prestes a atirar, o meu telefone tocou.
— Consegui algumas informações sobre a garota, mas nada muito afundo. Quer que eu diga agora ou mande o relatório?
— Diga agora.
— Ela provavelmente tem algum envolvimento com os Lombardia! Segundo as minhas fontes, o diretor do orfanato iria vender as informações a um jornalista, mas morreu antes de contar. Tudo que ele pode descobrir, foi que o sobrenome da garota não foi escolhido aleatoriamente, realmente tem a ver com laços sanguíneos!
— Fez um ótimo trabalho!
(Essa informação acabou de salvar essa garota!)
Eu pretendia dominar os Lombardia, e essa garota pode ser útil no futuro. Desliguei o telefone, e eu pensando na sorte que ela tinha.
— Você é mesmo uma mosquinha sortu... — Algo inesperado aconteceu.
Realmente não entendi qual era a intenção dela, mas ela se levantou com tudo, mesmo amarrada, e acabou caindo, mas, não foi uma queda simples, ela caiu de cara nas minhas partes íntimas.
— O que você está fazendo?
Ela se jogou com tudo para trás e quase bateu a cabeça.
— Não era isso que eu queria fazer!
— Então o que você ia fazer?
— Beijo...
— Ficou doida?
— Calma! Eu queria fazer igual nos filmes, em que a garota beija o cara, e ele se apaixona por ela, e não a mata!
— Sério que você achou que eu ia me apaixonar por você por causa de um beijo?
— Sim...
— Mosquinha, eu decidi poupar, mas se você tivesse me beijado, eu teria te matado na hora!
(Apesar de que numa ocasião normal, eu a mataria por isso que ela fez agora, que é ainda pior.)
— Eu vou viver?
— Temporariamente, sim.
—Obrigada moço!
— Soltem ela!
Eu ia deixar que ela ficasse na minha casa, assim eu estaria de olho, mas a mosquinha saiu correndo na primeira oportunidade.
— Ela lembra o caminho de volta?
Dois minutos depois, ela voltou.
— Você está com o meu celular e os meus materiais escolares?
— Voltou por isso?
— Também quero uma carona...
— Você sabe que eu posso matar você, certo?
— Então eu vou embora a pé?
— Não vou devolver o seu celular, mas seus materiais escolares estão no hotel, pegue lá.
— Mas meu celular...
— Já disse, não vou devolver!
— E a carona?
— Alguém tira essa tagarela daqui, por favor!
Eles tiraram-na da minha frente.
— Não entendo essa garota, uma hora está com medo, e na outra está completamente normal...
Realmente era um mistério para mim, mas eu ainda achava que a mataria uma hora ou outra.
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Atualizado até capítulo 122
Comments
Daiane Kelly
Kkkkkkkk nunca rir tanto lendo um livro igual a esse
2024-12-15
1
🖤𝐝𝐚𝐳𝐚𝐢-𝐬𝐞𝐧𝐩𝐚𝐢 🖤
essa daí é fanfiqueira kkkkk😂😂😂
2024-11-26
2
Edna César
🤣🤣🤣🤣🤣essa garota é abusada
2024-11-13
1