Cassius Ricci, atualmente, um dos homens mais poderosos fora e dentro do país. Claro, é mafioso, algo que já é de família.
— O carro está pronto para ir à festa. — Um lacaio foi até ele.
Ele o dispensou, sem dizer uma palavra, apenas fazendo sinal com a mão.
Ainda faltavam cinco minutos para ele ir, então, ele decidiu olhar o celular daquela garota maluca que havia sido deixado para trás.
— Namorada de aluguel, huh? — Ele havia mandado desbloquear o celular dela, sem perder nada no mesmo dia que ocorreu tudo.
Ele já sabia muitas coisas sobre ela, seu nome, sua origem, e onde estudava.
— Eu vou encontrar você, e acabar com essa pequena mosquinha irritante! Você já sabe mais do que devia...
Ele colocou o celular na mesinha, e saiu para ir à festa dos Lombardia.
No carro:
— Por acaso não há nenhuma conexão entre Dahlia e a família Lombardia? — Ele perguntou curioso.
— Não consegui encontrar nenhuma conexão entre eles, essa menina é órfã, e quem escolheu seu nome e sobrenome foi o diretor do orfanato.
— Tem certeza que essa história é verídica? Verificou com o diretor?
— Ele morreu um ano depois que a menina chegou no orfanato. Precisamente dizendo, no dia do aniversário dela.
— Morte natural?
— Até onde os laudos mostram, sim.
Mas Cassius não estava achando essa história certa.
(De qualquer forma, ela vai morrer quando eu descobrir seu endereço!)
Ele chegou na festa um tempo depois, e claro, também foi um dos centros das atenções.
— Senhor Ricci, a sua presença não é algo que normalmente as pessoas têm a honra de prestigiar em festas! — Henrique Lombardi, o anfitrião da festa, o cumprimentou.
— Não poderia deixar de vir, já que é um evento de uma família tão importante! — Eles trocaram apertos de mãos.
Claro, a família Lombardia também fazia parte da máfia. Eles são pessoas que cresceram conforme a máfia foi dominando o país.
Resumindo, não eram importantes no começo, mas nos dias atuais, são uns dos mais importantes. Não somente vendendo e exportando drogas, mas também fabricando novas drogas ilícitas por baixo dos panos. É por isso que eles possuem uma grande rede de farmácia.
— Espero que goste da festa, Senhor Ricci.
Cassius apenas sorriu, era um encontro de víboras, o salão estava cheio, haviam empresários comuns, e mafiosos que apenas quem estava no ramo conhecia.
Ele pegou uma taça de vinho, e ficou observando com os olhos atentos a cada detalhe. Nada passava despercebido, e claro, a presença de Dahlia, mesmo que bem vestida, jamais passaria despercebida para ele.
— Te encontrei, mosquinha! — Ele riu, tomando um pouco de vinho.
Enquanto Cassius estava observando de longe, Dahlia estava bebendo várias taças seguidas.
— Dahlia, se controle! — Igor tentou para-la.
— Eu... só vou ter uma oportunidade assim na vida, me deixa! Se aquele cara me achar, eu vou morrer...
Igor revirou os olhos.
— Olá! Por acaso você seria o filho da Helena? — Cassius havia achado uma desculpa para se aproximar.
Ele pediu a um dos seus homens, que estava misturado na multidão, descobrir algo sobre o homem ao lado de Dahlia. Ele levou alguns minutos, e descobriu o necessário.
— Oh, você seria Cassius Ricci? Conhece a minha mãe? — Por ser da alta sociedade, Igor conhecia as pessoas que estavam no topo da hierarquia.
— Não exatamente, mas gostaria de conhecê-la, ela está na festa?
— Infelizmente ela não pode comparecer devido à agenda apertada, mas eu estou aqui representando a minha família. Se quiser conhecer minha mãe, entre em contato comigo!
— Assim farei. Aliás, aquela mocinha é sua acompanhante? — Dahlia estava um pouco longe, pegando petiscos com o garçom.
— Infelizmente sim... — Ele suspirou.
— Parece que ela vai ficar bêbada com o vinho...
— A resistência dela é baixa, mas ela não me escuta!
— Espere, eu irei falar com ela!
— Não se preocupe com isso!
— Eu não posso deixar uma dama em tal estado, sabe como a família Lombardia é, certo?
— Sim...
Cassius usou o seu habitual sorriso, e caminhou até Dahlia, tocando o seu ombro.
Ela pulou de susto.
— Misericórdia, nem assombração chega assim… — Ela quase derrubou a taça. — Mão gelada, misericórdia... — Ela se virou enquanto falava, e viu Cassius sorrindo para ela.
Ela o encarou de olhos arregalados, lembrando que ele é quem queria matá-la.
— Agora sim eu vou para dez palmos abaixo da terra! — Ela se virou para correr, mas ele a puxou para o seu peito.
— Você é muito barulhenta, mosquinha! — Ele sussurrou no ouvido dela.
— Pera aí, tu me chamou de que? — Dahlia ficou irritada.
— "Tu", o seu palavreado é diferenciado do que estou acostumado.
— O que você quer de mim?
— Me livrar de coisas inconvenientes. — Ele sussurrou outra vez.
— Quem disse que eu sou isso?
— Você sabe mais do que devia...
— Ih, olha para isso, agora eu tenho culpa?
— Estranho, você estava prestes a fugir de mim, e agora está me enfrentando... Não tem medo de morrer?
(Meu filho, eu estou me cagando de medo, só respondo porque não estou olhando para seu rosto.)
— Você vai mesmo me matar? — Dahlia estava com medo da resposta.
— Você vai descobrir logo... — A voz dele foi bem mais baixa, e séria.
(Jesus... Eu vou morrer!)
Dahlia pensou.
— SOCORRO! ALGUÉM ME AJU... — Dahlia recorreu a decisão mais burra possível, mesmo sabendo que nada iria mudar.
Ele cobriu a boca dela, e sussurrou outra vez.
— Ninguém aqui vai salvar você, mosquinha!
— Dahlia? Haa... Você está tão bêbada que está agindo estranho...
— Igor... Me ajuda!
— ? — Ele não estava entendendo nada.
— Vou levar a sua amiga para descansar!
— Está tudo bem, eu a levo!
— Eu insisto!
— O que você acha, Dahlia? — Igor perguntou.
— Eu não quero! Quer dizer... — Cassius passou a mão na cintura dela levemente, demonstrando que ela devia responder corretamente.
— Hehe, eu vou com ele! — Ela riu sem graça.
— Ah, então tudo bem...
Dahlia saiu com Cassius a puxando pelo braço, mas sem brutalidade.
(É hora de começar a rezar? Será que cantar ajuda?)
Dahlia estava muito assustada, e tentou parar no meio do caminho, mas em um certo momento, ele a pegou no colo.
— Ó que diacho... — Ela cobriu a boca depois de dizer.
(Agora que não vai dar para fugir mesmo...)
Ele a levou para fora da festa, entrando secretamente no seu carro.
— Verifique se não houveram paparazzis, se livre se qualquer um que me viu trazendo ela do corredor até aqui! — Ele deu a ordem a um homem.
Ele colocou Dahlia no carro, e entrou em seguida.
— Vá direto para a minha casa!
O carro começou a sair, e Dahlia surtou.
— Meu Deus, homem, você não tem coração? Eu nem tenho uma família para chorar no meu velório!
— Fique tranquila, posso colocar fogo no seu corpo ou te jogar no lago. — Ele disse ainda com uma expressão séria, deixando Dahlia ainda mais desesperada.
— Ei, ei! Eu sou inocente! Eu juro que não vi nada e não sei quem você é!
— Então por que está com medo de mim?
— Quem não ficaria? Você já chegou me ameaçando de morte!
Ele ficou em silêncio, e ela estava em pânico, sem saber o que fazer. Dahlia ficou quieta o resto da viagem, imaginando que seria seu fim.
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Atualizado até capítulo 122
Comments
Maryan Carla Matos Pinto
será que ela é da
máfia e não sabe?
2024-12-15
2
Edna César
esse amigo dela também não é nada lá muito amigo
2024-11-13
1
Edna César
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-11-13
1