O beijo do Drácula

Quando Guto se aproxima mais de casa percebe a moça bem na frente da sua casa, tirando os sapatos do pé e se preparando para correr. Mesmo com a pouca luz dos postes, Augusto reconhece que a moça é Lena. E corre até ela, parando na sua frente, impedindo-a de correr. 

Lena percebe que o homem com máscara de Gavião estava se aproximando e dá passos pra trás, pensando que ele era outro ladrão.

— A bolsa é sua? — Guto pergunta, mostrando a bolsa para Lena.

Guto entrega a bolsa na mão dela.

— É sim, obrigada! Mas quem é você? Sua voz é muito parecida com alguém que conheço…

Nesse momento, Guto percebe que não havia retirado a máscara e que ainda estava com os trajes de  Drácula. 

Lena cobre a boca com as mãos.

— Espera aí, você tá vestido como o Drácula! Eu vi na tv hoje! Mas não se preocupa, eu não vou te denunciar… Na verdade eu acho muito corajoso o que você faz. — Ela reconhece rapidamente os trajes do Drácula.

O moreno sorri, mas disfarça.

E sem escapatória, Guto resolve continuar com o disfarce. Ele não queria colocar Lena em risco caso ela descobrisse que na verdade, Guto é o drácula. 

E assim, para que ela não descubra nada, Guto aumenta a tonalidade da voz, falando de forma mais grave e com um sotaque britânico, para que Lena não o reconhecesse.

— Prazer, milady. Pode me chamar de Drácula. 

Guto beija as costas da mão de Lena. 

— Ai, não acredito que eu tô falando com o drácula em carne e osso!

Lena abre um enorme sorriso. 

— Está sim, e pra te provar, pode pegar no meu peito. 

Guto segura a mão de Lena, e leva até seu peito, que subia e descia rapidamente conforme as batidas rápidas do seu coração. 

Lena retira a mão do peito dele e fica envergonhada. 

— Seu coração tá muito acelerado… Acho que você correu demais… Não quer entrar e tomar água? 

— Acho melhor deixar para uma outra ocasião, milady. Agora eu preciso ir.

— Outra ocasião? Então você vai vim outra vez? Quer dizer, eu vou poder te ver uma segunda vez? 

— Claro, quantas vezes você quiser… É só você querer. 

Os olhares de Guto encontram os de Lena e ele se pega admirando-a de forma indiscreta. 

— Então quando você vem de novo? Quero muito te conhecer melhor. 

— Talvez amanhã. 

— Então eu vou te esperar. 

Guto sorri da empolgação de Lena e se acerca dela em passos lentos. 

Lena, com o coração acelerado, permanece paralisada. Aquele homem diante de si parecia um ser de outro planeta, mas conseguia mexer com ela de uma forma assustadora. E isso a fazia fraquejar e mesmo que ela não soubesse quem ele era, era como se houvesse algum tipo de conexão invisível entre os dois, mas que ela não fazia a mínima ideia do porquê. Só queria se deixar ser levada pelo momento. 

Assim, Guto se inclina levemente, afasta os cabelos dos ombros dela e segurando a nuca de Lena com as duas mãos, ele cola seus lábios nos dela, em um beijo explorador de língua manso e quente. 

Lena sentia seus sentidos inebriados pelo aroma que ele exalava. Só uma coisa a incomodava... O perfume amadeirado do Drácula é igual ao perfume de Guto. Mas ela não se importava.

Quantas pessoas com o mesmo perfume não existem por aí? Lena se perguntava.

Devagar e tranquilamente, os dois se afastam, encerrando o beijo. Lena, com os olhos marejados, o olhava timidamente e sorria. Enquanto Guto, mascarado, a encarava intensamente, ainda segurando a nuca dela, e mordendo os lábios.

— O que foi isso? — Lena pergunta calma, o encarando.

— É assim que se cumprimenta no meu país. — Guto mente.

— Qual é seu país?

— Você não conhece.

— E como você sabe?

— Por que ele não está em nenhum mapa.

Guto continua a mentir.

— O quê? É um país novo?

— É… Olha, agora já está ficando tarde e eu acho melhor você voltar pra casa.

— Voce tem razão. Eu vou agora. Tchau.

Guto a solta e a observa se virar de costas e andar rumo a porta de casa, entrando logo em seguida.

O moreno espera alguns minutos até ela entrar e retira sua capa e sua máscara, guardando-as na sua maleta.

Assim, ele entra na ponta dos pés dentro da casa e nota que Lena já havia ido para o seu quarto. Ele percebe que Lorena havia deixado um salgado embrulhado em um lenço em cima da mesa da cozinha e um bilhete ao lado que dizia assim:

“Obrigada pelo picolé, estava delicioso! A Nanda fez alguns salgadinhos hoje para a comemoração do novo emprego, e aproveitei para tazer um salgado pra você, caso ainda não tenha jantado e esteja com fome. Ass.:Lena.”

Guto sorri, e toma o salgado para si, indo para o seu quarto.

Enquanto isso, Lena, na sua cama, não conseguia pregar o olho. Ela constantemente relembrava dos momentos em que passou com o Drácula, do beijo e de como ele era encantador, sem imaginar que Guto é o próprio Drácula.

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