O casamento.

Mas antes de Guto sair do restaurante, vê seu Alexandre entrar no lugar.

— Você deve ser o Augusto, não é? — Seu Alexandre pergunta ao esbarrar em Guto de propósito.

— Sim, sou eu mesmo. E o senhor...?

— Eu sou o pai da Lorena, E vim buscar ela.

— Prazer.

Os dois apertam as mãos.

Na mesma hora, Seu Alexandre olha para a mesa e vê Nanda sentada lá, descobrindo o disfarce.

Sem Nanda notar a presença dele, seu Alexandre corre em disparada até ela.

— O quê você tá fazendo aqui, Maria Fernanda? — Seu Alexandre exclama esbaforido de raiva.

— Desculpe senhor. A Lorena pediu que eu viesse no lugar dela, porque ela estava no trabalho. — Nanda se pronuncia, dizendo a verdade.

Seu Alexandre suspira.

— Tudo bem, eu te levo para casa. — Seu Alexandre oferece carona para Nanda.

O pai de Lena volta até Guto e conversa com ele antes de sair.

— Desculpe pelo incômodo, Augusto. Mas ela é a Fernanda, a amiga da minha filha, que veio substituir a Lena. — Seu Alexandre diz apontando para Nanda. — Se você quiser podemos combinar outro encontro para você conhecer ela. Mas dessa vez pode ser em minha casa mesmo.

Guto volta a sorrir novamente. Teria mais uma chance agora. Ele percebe que estava certo o tempo todo. E que na verdade a filha do seu Alexandre é a mesma que ele conheceu na loja. Seu coração estava feliz, não podia negar. Agora ele resolve que iria casar, só para ver a surpresa de Lena ao descobrir que o noivo era ele o tempo todo.

— Acho que não é necessário. Nós podemos marcar o casamento. Eu irei aceitar. — Guto, sem pestanejar, responde convicto.

— É mesmo?! Que alegria! — Seu Alexandre se empolga.

\[...\]

Guto se despede de Seu Alexandre e Nanda e vai até sua moto estacionada e frente ao restaurante, pilotando, e sem evitar os sorrisos que brotavam nos seus lábios. Finalmente ele ia ficar a cara a cara com Lorena e ele mal podia esperar para encontrar ela novamente.

Enquanto isso, Lena sai do trabalho, convicta de que seu plano havia dado certo. No entanto ao chegar em casa, se depara com seu pai na entrada de braços cruzados e com cara de poucos amigos.

— Você tá de castigo, mocinha! Não vai mais sair de casa, até se casar! E não adianta tentar me enganar, colocando outra pessoa no seu lugar, me entendeu?! — Seu Alexandre exclama visivelmente irritado.

— Mas pai, eu...

— Nada de ir para aquela lojinha mequetrefe e nem sair para ir em joguinhos, me entendeu?

— Sim, pai. — Lena já havia se convencido que não havia mais volta a não ser seguir as ordens do seu pai e ir a esse casamento, que para ela é como um castigo.

Ela se tranca no quarto e nos dias seguintes não sai para nenhum lugar. Jogava no celular e lia alguns livros de lutas como passatempo.

Algumas semanas depois...

Finalmente, chega o dia do casamento e Nanda visita Lena, no seu quarto.

As duas sentam na cama e conversam antes da cerimônia.

— Ai amiga, estou mais ansiosa que você! Seu noivo é um gato! — Nanda diz se animando.

— Isso não quer dizer nada, você sabe, né Nanda? Eu não estou interessada, independente de quem seja. — Lena responde sem o mínimo de interesse em saber quem era o seu noivo.

— Então se você não quiser ele, eu quero. — Nanda sugere.

— Combinado! Posso apresentar vocês dois para se conhecerem. Não vejo problema nenhum. — Lena oferece ajuda para a amiga.

— Você é a minha melhor best friend de todos os tempos! — Nanda dá um abraço em Lena.

\[...\]

No casamento, todos, incluindo o pai de Lorena e Vinícius, na Igreja, cumprimentavam Guto, bem arrumado, vestido em um paletó preto e uma gravata borboleta, já no altar esperando a noiva.

Passado algum tempo... Lena, já no seu vestido de noiva estilo sereia, perolado, é levada por seu pai até Igreja e assim que as enormes portas se abrem, ela segura nos braços do pai e segue até o altar. De tão nervosa, só conseguia olhar para o chão enquanto caminhava pelo longo tapete vermelho até seu Alexandre dar a mão de Lena para Guto ali na frente. E somente nessa hora Lorena percebe Guto. Sua boca entreaberta, abria, mas não pronunciava nada.

Oras! Como pode?! O mesmo homem mascarado estava ali?! Isso era muito injusto na sua concepção. Mas ao mesmo tempo queria saber se foi ele quem planejou todos aqueles encontros ou se foi uma simples brincadeira do destino.

O padre inicia o discurso, e todos se sentam nas cadeiras. Enquanto Lena e Guto ficam lado a lado e Guto não tirava os olhos de Lena, sorrindo a todo tempo das caras e bocas que ela fazia durante a cerimônia. Chega ao fim do discurso e o padre pergunta se um aceita ao outro. E ambos dizem sim.

Nas trocas de alianças, os dois declaram serem fiéis e amar sempre um ao outro.... Mesmo que no fundo eles se questionassem sobre o que realmente sentiam um pelo outro.

O padre declara os dois oficialmente casados e pede que o noivo beije a noiva.

Nesse momento, Guto abriu um largo sorriso e segurando Lena pela cintura, olha no fundo dos seus olhos e a beija com desejo.

Ela sente borboletas no estômago, mas disfarça. Os dois assinam o termo de casamento e Guto segura a mão de Lena, seguindo pelo tapete até um carro parado ali para os recém-casados.

Os dois entram no carro, Lena ao lado do motorista e Guto dirige até seu casarão.

Os dois não pronunciem uma palavra durante a viagem. Até Lena quebrar o silêncio.

— Você sabia o tempo todo? — Ela questiona.

— Não, eu sabia tanto quanto você quando te encontrei.— Ele responde de prontidão.

— Então você quer dizer que tudo foi uma simples coincidência?

— Acredite no que quiser. Porque não apareceu no dia do nosso encontro? — Ele muda de assunto.

— Porque eu precisava trabalhar.

— Então eu não te devo satisfações. Se tivesse ido naquele dia você saberia de tudo.

Lena suspira.

— Tá bom, peço desculpas por não ter ido.

Guto espia Lena pelo canto do olho.

— Fiquei curioso. Como você não sabia quem era seu noivo esse tempo todo?

— Porque eu nunca me interessei.

A resposta de Lena faz Guto ter uma pontada no coração.

— E mesmo agora, não está interessada?

— Não se iluda. Não vai conseguir nada de mim.

Guto suspira. Lena é uma garota difícil. Ele teria um grande trabalho para a frente para pelo menos tocar nela. Afinal, na cabeça dele, tudo o que sentia era apenas uma atração sexual por Lena e assim que a tivesse nos braços iria esquecer ela de vez e se concentrar em suas missões como justiceiro.

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