— O Drácula? Como assim? Aquele Justiceiro que passa na tv? — Lena questiona seu irmão.
— Não… É um colega meu que finge ser o Drácula. Um imitador. É ridículo.
— E por que ele te espancou?!
— Por quê eu sou Nerd e virgem.
— Isso é um absurdo! E qual é o nome dele, hein?
— Não vou dizer!
Vinícius entra dentro de casa, indo direto pro seu quarto.
Lorena almoça com seus pais, enquanto seu irmão passa o dia trancado em seu quarto. Lorena usa uma compressa com gelo no rosto inchado de Vinícius e faz companhia para o irmão durante algum tempo.
[...]
E após isso, ela volta para o casarão, onde Guto já estava esperando por ela sentado na poltrona da sala.
Assim que Lena abre a porta, leva um susto ao avistar Augusto, com a cara amarrada e sentado na poltrona de frente para ela.
— Pra onde você foi?
Guto a encara, bravo.
— Na casa dos meus pais, não posso?
— Não é isso, é que eu pensei que você fosse preparar algo pra gente jantarmos.
— Pensou errado. Porque não pede pra cozinheira?
Guto bufa.
— Ela só vem uma vez na semana. E hoje não é o dia dela.
Lorena abre a boca, mas não fala.
— Tá bom, você venceu!
Lena desvia a trajetória da escada para a cozinha.
Ela prepara um macarrão e serve na mesa, onde Guto estava esperando. Lena também se senta na mesa, mas não janta. E na primeira garfada, Guto para e põe o garfo de volta na mesa.
— Isso tá horrível. — Ele olha para Lena, decepcionado.
— Foi o máximo que deu pra fazer, ainda mais de alguém como eu, que nunca pegou numa panela na vida.
Augusto sorri e pega o prato nas mãos, indo ao fogão e despejando todo a comida de volta na panela.
— Vou te mostrar como faz. Vem aqui.
Lorena corre até perto do fogão, ficando lado a lado de Guto.
Ele arregaça as mangas da camisa e pega algumas verduras, começando a cortar como um verdadeiro chef. Lorena olha e fica encantada com o que vê, não só pelas habilidades dele, mas também pelos braço musculosos de Guto exibirem suas veias saltadas que o faziam sexy naquele momento.
E logo, ele joga as verduras e temperos na panela, liga o fogo e depois de mexer por um tempo, joga um molho de tomate por cima do macarrão e desliga o fogo, ali mesmo no balcão da cozinha eles dividem a comida e se servem, comendo em pé e lado a lado.
Lena, inicia a refeição e assim que sente o sabor, não para mais de comer.
— Tô vendo que alguém tava com fome. —Ele constata sorrindo.
— Isso aqui tá muito bom mesmo. — Lena responde com a boca cheia.
— Quer mais?
Guto sorri.
— Uhum. — Ela resmunga.
— Aqui. — Ele retira um pouco da panela em que estava comendo e coloca no prato de Lena.
— Obrigada, professor Girafales.
Augusto gargalha.
— Coma o quanto quiser, senhorita fominha.
Lorena desatou a sorrir e quase se engasga com a comida. Mas Augusto intervém e dá uns tapinhas nas costas de Lena, que logo consegue desengasgar.
— Está melhor? — Ele se preocupa.
— Sim, obrigada por ter me salvado. Hehe. — Ela ri.
— Tome cuidado nas próximas vezes, nem sempre eu vou estar aqui pra te salvar. — Ele se aproxima de Lena e olha nos fundos dos olhos dela. E ela continua com o contato visual.
— Uhum, vou tomar. E por falar nisso, você conseguiu pegar aquele bandido?
— Não, ele escapou. Mas não se preocupe, eu vou encontrar.
Lena começa a sorrir.
— O que foi? Do que tá rindo?
— Você quase me matou de susto naquele dia… Se você não tivesse tirado a máscara, eu ia continuar achando que você era um criminoso.
— Na verdade, eu sou um criminoso dentro da lei. Faço Justiça com minhas próprias mãos. — Ele levanta as mãos, mostrando a Lena e depois abaixa.
— Tipo o Drácula… O Justiceiro?
Os olhos de Guto faltam saltar pra fora, surpreso. Ele não entendia se ela já sabia sobre o seu segredo ou se estava jogando sem saber sobre a verdadeira identidade dele ou se ela não sabia de nada e o palpite dela foi uma simples coincidência.
— É… Tipo isso.
— E por falar nisso, meu irmão apanhou de um idiota da turma dele que é uma imitação do Drácula, acredita? — Ela lembra.
— Uma imitação do Drácula? Que piada! E por que ele apanhou?
— Simplesmente por ser nerd e virgem! Não faz sentido! Em que século a gente tá?
— E qual é a escola do seu irmão?
— Colégio sagrado coração. Mas por quê? O que vai fazer? — Lena arqueia as sobrancelhas.
— Nada, é só pra saber. — Ele dá de ombros enquanto põe os pratos sujos na pia.
— E mais uma vez, desculpa por ter deixado escapar aquele bandido.
— Tudo bem, acho que pode me recompensar de outra forma já que somos casados.
— Nem pense "naquilo"! — Lena se dirige para a pia, começando a lavar os pratos.
— "Naquilo"? Mas eu não falei nada, foi você que disse. Não sabia que você tinha mente poluída, Lena.
Lorena sorri de forma debochada e revira os olhos, continuando a lavar a louça.
Augusto sorri, virando de costas e indo em direção ao seu quarto. E já planejava a sua visita ao colégio do irmão de Lena no outro dia.
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Atualizado até capítulo 50
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