O combinado.

— Dessa vez você vai nos obedecer ou nada de judô, jogos e telescópios! — Ele ordena bravo.

— Mas, pai! — Lena tenta em vão argumentar.

— Nada de "mas". Você vai e pronto! Já chega das suas teimosias, Lorena! — O pai continua a repreender a jovem. — Eu e sua mãe ficamos de ir em um jantar que um amigo nosso ofereceu.

—E o que tem?

— Acontece mocinha, que esse nosso amigo tem um filho solteiro. E ele está se recuperando de um acidente... ele é maduro, mas precisa de ajuda para seguir, já que o coitado perdeu a namorada no acidente. E ele é perfeito, porque você querendo ou não vai ter que cuidar dele e aprender a ter muito mais responsabilidade.

— Mas eu não sou psicóloga, pai! — Lena reclama e bufa, cruzando os braços.

— Ainda bem, porque ele não precisa de uma psicóloga, mas sim de uma mulher, que ocupe um novo espaço na vida dele.

— Isso é um absurdo! E como vocês sabem como ele se sente? E se ele não quiser ter uma mulher?

— Aí não é ele quem decide, mas os pais dele... Agora eu e sua mãe temos que ir, antes que a gente se atrase pro jantar. — Seu Alexandre se retira do quarto junto a dona Noemi, deixando Lena sozinha e brava.

"Onde já se viu isso? Fazer a filha se casar só pra fazer ela ter responsabilidade?! Isso é um absurdo" Lena pensava alto.

E aproveitando a saída dos seus pais, Lena pega seu celular e manda uma mensagem convidando Fernanda, uma morena sensual de olhos mel de 1,72 de altura, e sua melhor amiga, para sua casa. As duas se conheceram no curso de administração. Porém, Fernanda já era uma veterana quando Lena entrou.

E enquanto Maria Fernanda, ou Nanda como todos a chamam, não chegava, Lena posiciona seu telescópio na janela do seu quarto e pondo um só olho na lente do equipamento, observa as estrelas e os astros presentes no céu aquela noite. Era seu entretenimento favorito, depois de jogar.

Logo, Lena recebe Nanda em casa e as duas vão até o quarto de Lorena, sentam na cama e batem papo até de madrugada.

— Amanhã é meu baile de formatura, não esquece Lena! — Nanda adverte, apontando o dedo pra amiga.

— Não vou esquecer, não vou perder você passando vergonha em meio a todo aquele público. — Lena sorri.

— Não vou passar vergonha, eu me preparei!... E o Vinícius? Está aí? — Nanda pergunta depois de horas jogando conversa fora.

— Deve estar jogando no computador, como sempre... — Lena responde revirando os olhos.

— Se ele não tivesse aqui a gente bem que podia fazer uma festa do pijama e convidar as meninas do curso aqui... — Nanda sugere.

— Não, Nanda... Não daria pra gente fazer de jeito nenhum... Eu tô encrencada... Meu pai descobriu que eu não ia pra aula e agora tá uma fera comigo... Quer até me obrigar a casar com um estranho!

— Lorena! Não me diga que você ia omitir algo tão importante de mim! — Nanda exclama batendo de leve nas pernas da amiga e cobrindo a boca com uma mão.

— É que.. Eu ainda não sei se ele tava falando sério sobre isso.

— Mas mesmo assim, e se seu futuro noivo for bonito ou um gatinho, hum? — Nanda tenta convencer a amiga.

— Eu não tenho interesse. Não importa, ele pode ser até o homem América, mas não estou interessada. Não vou me casar pra ter que cuidar de um homem debilitado. — Lena afirma convicta.

— Debilitado? Como assim?

— Ele sofreu um acidente e ainda tá se recuperando... Ele perdeu o movimento das pernas por um tempo e a namorada morreu no acidente...

— Ok, você venceu. Mas, e se ele tiver boas intenções e um bom coração?

— De boas intenções o inferno tá cheio, Nanda. Eu já me decidi. Não vou me casar com ninguém!

— Tudo bem, mas e se seu pai tiver falando sério? O que vai fazer pra não se casar?

— Fugir. Você me ajuda?

— Claro, pode contar comigo. — Nanda pisca um olho.

[...]

Na casa de Guto, o jantar é servido e sentados a mesa, os pais de Lena conversavam com dona Silvia e seu Wilson, os pais de Guto.

— Soube que o seu filho está crescido e já vai sair do Ensino Médio... Esses eram bons tempos, quando o Guto ainda estava no colégio... E sua filha, como anda? — Seu Wilson, um senhorzinho baixinho, mas com uma boa postura, questiona para Alexandre.

Alexandre suspira.

— Ela só me dá trabalho. Mas é uma boa menina, eu quero que ela tenha um futuro, mas ela precisa aprender a ter responsabilidade primeiro. — Seu Alexandre se queixa.

Seu Wilson gargalha.

— Meu filho também precisa aprender a superar a Sofia. Ele está caminhando para uma depressão infinita depois do acidente, ele precisa de alguém novo pra se reerguer de novo. — O pai de Guto externa.

— E se nós juntarmos nossos filhos, e seu filho casasse com minha filha?

— Acho que seria uma ótima ideia. Pelo que soube sua filha é bastante excêntrica e esperta, acho que ela vai resolver a ferida aberta do Guto. Gostaria de conhecer ela pessoalmente algum dia. — Seu Wilson se posiciona.

— Mas é claro, no nosso próximo encontro trago a Lena.

— Vamos marcar um encontro para o Guto e a Lena se conhecerem?

— Vamos sim. Quanto antes melhor. Quando ele estará livre?

— Podemos marcar nessa sexta se a Lena estiver disponível.

— Combinado.

Alexandre e Wilson terminam a conversa com um aperto de mãos.

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Fernanda:

Vinícius Fontenelle:

Seu Alexandre e Dona Noemi:

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Helloo galera! Resolvi que como parte de uma interação dracularmente maravilhosa e para homenagear aqueles fãs ávidos, decidi que vou parabenizar a quem mais interagir no comentários no final de cada capítulo. Então, até o próximo capítulo, xox ❤

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