O primeiro cliente...

No dia seguinte...

Lena faz mechas lilás em seu cabelo e veste um vestido preto colado ao corpo, uma jaqueta preta, e a mesma bota preta de sempre. Segue até a cozinha e senta na mesa junto ao seu irmão.

— Cadê o pai e mãe? — Lena questiona se endireitando na cadeira.

— Papai saiu pra atender o celular lá fora e mamãe tá limpando a cozinha. — Vini responde sem olhar para Lena.

— Hum... — Ela sonoriza com o nariz.

— Como tá se sentindo hoje maninha? — Vinícius debocha depois de ver o look black da irmã. — Tá de luto por perder seu telescópio?

— O quê? Mas eu não perdi. — Ela começa a se servir sem se importar com a fala de seu irmão.

— Eu vi papai passando aqui com o telescópio nas mãos e jogando lá fora.

— Até ontem o telescópio estava no meu quarto.

— Pois se fosse eu ia conferir se ainda está lá.

No mesmo instante, Lena corre até seu quarto e procura em todos os cantos do quarto, mas não encontra seu equipamento. Desce as escadas até o lado de fora de casa, e vê o telescópio totalmente quebrado no chão da calçada. Ela corre até o equipamento e segura ele nos braços como um bebê. Ela funga muito e quase desaba em choro. Assim que ela vira para o outro lado se depara com seu pai, que havia acabado de guardar o celular no bolso de seu paletó.

— Pai... Meu telescópio... O que aconteceu? Por que ele tá todo quebrado aqui?! — Lena questiona ao seu pai.

— Eu quebrei. — Ele responde sério.

— Hã?! Mas por quê? — Ela se assusta com a resposta inesperada.

— Você terá um telescópio novo assim que se casar.

— Isso é injusto! — Ela diz fazendo cara de choro.

— Injusto pra mim é você brincar com seu futuro! — Seu Alexandre repreende a filha.

Lena bufa.

— Então se eu me casar, eu não vou mais fazer faculdade de administração!

— Tudo bem, você que sabe... Se você prefere ser sustentada a vida toda por seu marido, não tenho o que discutir. Ah, e eu cortei sua mesada, se quiser dinheiro, arrume um emprego. — Ele vira de costas, voltando para dentro de casa.

Lena segura o seu equipamento nas mãos e caminha pela calçada, indo direto para uma loja de telescópios ali perto. Ela entra na loja e se direciona para o balcão do lugar e encontra Carlos Eduardo, ou mais conhecido por Cadu, o filho do proprietário. Lena e Cadu estudaram o ensino médio juntos.

— Oi Lena! Que bom te ver aqui, depois de tanto tempo... — Cadu, um loiro de olhos castanhos e alto de 1,85 de altura cumprimenta Lena.

— Quanto tempo, Cadu! Você mudou... — Lena percebe que o colega estava mais alto e mais sorridente. — Então você resolveu assumir de vez a loja do seu pai?

— Pois é... — Ele passa a mão no pescoço. — Meu pai está meio debilitado e agora tenho que cuidar disso aqui. — Ele responde olhando para cada canto da loja.

— Será que meu telescópio pode ser concertado? — Lena põe o telescópio em cima do balcão.

— Vou dar uma olhada, mas é bem difícil que eu consiga...

— Olha, tudo bem, e por enquanto eu tô sem dinheiro, então por agora não daria mesmo.

— Você está desempregada, Lena?

— Infelizmente.

— Se quiser, posso te arrumar um emprego como minha ajudante aqui.

Os olhos de Lena brilham com a notícia.

— Nem acredito! Você acertou em cheio, era o que eu mais queria. Eu adoraria de verdade.

Cadu sorri com a super reação exagerada da amiga.

— Então você faz um teste primeiro e se passar, será um prazer te ter como minha funcionária. — Cadu sorri de canto e aperta a mão de Lena.

— Aceito a proposta, o que eu preciso fazer?

— Só esperar vir o próximo cliente e você atende. Se você fizer tudo corretamente, eu te aceito aqui.

— Entendido. — Ela presta continência levando um mão a testa...

Lena senta em uma cadeira de plástico do lugar e enquanto espera por um cliente, se distrai no celular. Enquanto Cadu usa o computador no balcão.

Não demora muito e um homem alto e forte chega no lugar. O homem é Guto. Lena se levanta da cadeira para atendê-lo, com um sorriso no rosto.

— Olá, como posso ajudar, "Professor Girafales", desculpe... O senhor? — Lena pergunta brincando, pela altura do cliente ser cerca de 1,89 metros.

Augusto: Eu preciso de um microscópio pra minha irmã e uma luneta pra mim, senhora. — Guto fala tentando esconder risos da roupa ousada daquela vendedora e por ela ter chamado um jovem como ele de "Prof. Girafales".

— O senhor tem alguma preferência? — Lena continua o atendimento.

— Pode me chamar de você, e não. Eu não tenho nenhuma referência.

— Tudo bem, então eu indico para microscópio um modelo Omax, — Lena mostra o equipamento na prateleira. — Já que esse é o melhor do mercado, e para sua luneta, depende do seu objetivo. Você quer uma luneta lunar ou para uma carabina? — Os olhos verdes de Lena encontram os olhos mel de Guto e ele sente uma pontada no coração. Ele lembra dos momentos que tinha com Sofia e o quão extravagante ela era, igual a moça que agora o atendia.

— Para um rifle. — Ele responde mordendo os lábios.

— Certo. Então eu indico uma Rossi, também é a melhor do mercado. Mas vai depender do quanto você queira investir.

— Eu vou comprar as duas. — Guto sorri de um canto ao outro da boca.

— Yes! — Lena comemora indo em direção ao balcão, indo falar com Cadu.

Guto sorri da reação inesperada de Lena.

— Missão cumprida. — Lena sussurra para que somente Cadu ouvisse.

— Isso aí, Lena. — Responde sussurrando como ela.

Guto se dirige ao balcão e faz o pagamento para Cadu. E na saída, Lena entrega os pacotes de compras de Guto.

E na saída eles se despedem.

— Isso é muito clichê, mas vou dizer, então volte sempre. — Lena dá um "tchau" com as mãos para o cliente.

— Claro, espero voltar também, senhora...Como se chama?

Guto anda lado a lado a Lena e para em frente a ela.

Lena sente calafrios por todo o corpo ao se defrontar com o peitoral daquele homem a poucos centímetros de distância a sua frente. Podia sentir o perfume amadeirado que ele exalava. Era viciante. Lena acorda de seus pensamentos sujos e finalmente se pronuncia.

— Eu sou a Lorena Fontenelle, mas pode me chamar de Lena.

— Lena, vou me lembrar da senhorita. Eu sou Augusto Magno, mas pode me chamar de Guto. — Ele se apresenta e esboça um enorme sorriso. Demora um pouco na troca de olhares com Lena e vai embora.

Lena volta para a loja e Cadu a recebe com alegria.

— Está contratada, Lena. — Cadu vai ao encontro da amiga.

— Obrigada. — Ela responde a sentir uma sensação estranha no peito depois que aquele homem foi embora.

❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

Personagens:

Carlos Eduardo

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