Acordo.

Guto e Lena chegam a um enorme casarão, que foi dado pelo pai dele como presente de casamento. Era um lugar afastado da cidade e se localizava ao alto de uma serra. Não haviam vizinhos, somente alguns animais, como gados, vacas e bodes circulando por ali, se alimentando da grama. Lena desce do carro rapidamente sem nem olhar para Guto e corre para a entrada, com a cópia da chave que seu pai havia dado, abre a porta e sobe as enormes escadas do lugar, escolhendo um quarto para ficar. E escolhe aquele que tem uma linda vista para o céu e casinhas lá em baixo da serra. Ela começa a retirar seu vestido e permanece só de sutiã e calcinha. Ela observa pela janela de madeira o movimento lá de fora, sentindo a brisa no seu corpo.

Mas, dura pouco. Guto logo entra no quarto de supetão tirando Lena do seu transe ali. Ela se vira de costas e solta um gritinho de susto quando percebe ele ali. E tenta cobrir seu corpo com o vestido que tinha jogado em cima da cama. Mas era tarde, ele já havia olhado admirado todas as curvas da moça. Ela caminha na direção dele a passos fundos e bufando de raiva.

— E o que você quer agora? —Ela olha no fundo dos olhos de Guto.

— Esse aqui é o meu quarto, senhorita.

— Mas eu escolhi esse primeiro, não dá pra você escolher outro pra você? Essa casa é cheia de quartos.

Guto sorri de canto de boca.

— Talvez eu fizesse isso, mas eu não quero. Essa casa é minha também e eu posso ficar em qualquer quarto da casa.

Lorena, irritada, mostra todos os dentes para Guto.

— Mas esse quarto já tá ocupado, Augusto!

Guto se aproxima de Lena, tornando a distância entre os dois cada vez menor.

— Esse quarto também é meu, Lorena. Você é minha esposa agora, lembra?

— Argh! Tá bom, tão bom, você venceu! Eu saio! — Lorena passa apressadamente por Guto, se direcionando a outro quarto da casa.

Enquanto Guto se deita esparramado na cama chorando de rir de Lena. Não sabia o porquê,mas sempre gostava de implicar com ela. Não perdia por nada ver aquela carinha que ela sempre fazia quando estava irritada. Se fosse outra mulher, provavelmente não teria agido da mesma forma. Já que na verdade, ele não escolheu o quarto e não era dele coisa nenhuma. Ele sabia que aquela discussão foi só uma desculpa para implicar com ela. Se fosse outra dama ele teria tratado com respeito e deixado para lá, mas como se tratava de Lorena Fontenelle, ele não podia deixar escapar a chance. Notando o silêncio na casa, Guto sai para procurar o quarto onde Lena estava agora. E vê a porta do último quarto do corredor entreaberta. Era lá que ela estava. Ele deduziu. Guto espia pela porta, e vê Lena guardar suas coisas no guarda-roupa. Ele resolve deixar ela descansar para amanhã começar as investidas e conquistar Lena. Ele estava decidido.

Ele vai ao seu quarto e examina outros casos que estavam pendentes e que não foram resolvidos na justiça. Já que ele estava de lua de mel, não iria voltar tão cedo ao trabalho. Então resolveu usar esse tempo para ir atrás dos culpados de crimes não resolvidos e acordar seu lado justiceiro mais cedo, ao invés de a noite.

\[...\]

Enquanto isso, aproveitando que Guto não estava em casa e havia acabado de sair, Lena dá uma escapada do casarão e vai para a loja de telescópios.

Ela decidiu que, ao invés de ser uma funcionária, queria ter sua própria loja de telescópios e montar um negócio no ramo. Nesse intuito, ela foi ganhar informações de quem ela sabia que poderia ajudar ela: Cadu.

Lorena entra na loja e é bem recebida por Cadu.

— Lorena! Soube que você acabou de se casar... — Ele diz pensativo.

— E você acertou, mas eu não ligo pra esse casamento de faxada.

Cadu sorri, se animando com a notícia.

— Mas então por que você casou?

— Meu pai que me obrigou. Se não fosse por isso... — Ela encara o chão, resmungando.

— Entendi... Meus pêsames! — Ele tenta criar um clima divertido.

— Valeu! Mas eu vim aqui para fazer um acordo com você.

— Pode mandar, sou todo ouvidos. — Ele aguça sua audição.

— Eu quero começar um negócio, e abrir uma loja de telescópios onde eu moro agora, lá no campo. Mas não sei o que fazer primeiro. Por isso preciso de sua ajuda. E em troca você pedir o que quiser de mim.

Cadu fica pensativo por um tempo e responde.

— É uma boa proposta, mas o que você tá disposta a me oferecer?

— Ainda não pensei nisso, mas pode ser qualquer coisa que eu possa fazer, como dar aulas de jogos ou de luta, não sei. — Ela dá de ombros.

— Aula de luta? Eu topo! — Ele responde sem pensar muito.

— Beleza! Podemos nos encontrar na minha casa quando você estiver disponível...

— Se seu marido não se importar, podemos nos encontrar no sábado pela manhã.

— Ele não se importa. Aquela casa também é minha e eu chamo quem eu quiser.

— Tudo bem, eu apareço por lá. Só me dizer o endereço. — Ele se apoia no balcão com um sorriso leve nos lábios.

Lena dá o endereço da sua nova casa para Cadu e sai da loja, indo fazer uma visita para os seus pais.

Assim que ela já estava na rua da casa de seus pais, vê Vinícius voltando da escola sozinho a pé e com o rosto vermelho e o olho inchado, como se tivesse recebido uma bela porrada.

— Vini! Vinícius! — Ela grita ele, que tenta fugir dela, mas ela consegue alcança-lo, segurando na mochila dele. — O que aconteceu com você?!

— Na... Nada. Eu caí.

Lena sorri debochando.

— Ok, você viu a mão cerrada de alguém e caiu em cima, foi? — Lena pergunta sorrindo.

— É por isso que não gosto de falar com você!

— Vamos com calma, você pode me explicar quem fez isso com você?

— O Drácula. — Vinícius responde seriamente.

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