O homem mascarado

Depois de terminado o expediente na loja, Lena volta para casa muito animada.

Porém, seu Alexandre não a recebe com uma boa cara... Bravo e carrancudo pela filha ter saído de casa sem avisar.

— Por onde você andou, hein Lorena?! — O pai aponta o dedo para a filha, enquanto ela se dirigia para o quarto.

— Boas notícias, pai... Arrumei um emprego como o senhor queria.

— Emprego em uma lojinha mequetrefe? — Seu Alexandre adivinha.

Lena permanece em silêncio.

— É esse o futuro que você quer? Tá bom, você se vire sozinha. Ah, e antes que eu me esqueça, na sexta, você vai a um encontro para conhecer seu noivo.

— Mas já?! — Lena esbugalha os olhos, fitando o pai com espanto.

— E nada de justificativas pra não ir, ouviu mocinha?

— Sim, pai. — Lena entra no quarto.

[...]

Anoitece e Lena se prepara para o baile de formatura de Fernanda. Usando um vestido azul rodado tomara que caia, um pouco abaixo do joelho, uma jaqueta preta e como sempre, a bota preta.

Vinícius também se veste para a festa, e acompanha Lena. Seu Alexandre deixa os dois no baile e vai embora.

No lugar, muitos comes e bebes eram servidos por garçons. Iluminações coloridas deixavam o ambiente animado, bem como a multidão de pessoas que iam se aglomerando no local. E junto com a batida da música que o DJ tocava, a maioria dançava com os seus pares de dança.

Vini leva Lena para dançar, e logo depois, tira Nanda para continuar bailando.

Enquanto Lena se senta em uma mesa, e pega um drinque servido pelo garçom, bebendo sozinha na mesa.

Depois de alguns minutos, Lena vê um homem mascarado chegar no baile e ele a encara descaradamente.

E a jovem se sente constrangida. O homem caminha seguindo em direção da mesa de Lena, se sentando na cadeira ao lado dela.

O homem mascarado é Guto. Ele estava no baile para atacar novamente. E a presa da vez é Miguel Gonçalves, um rapaz que não cumpriu pena depois de ter atropelado duas crianças. Miguel estava na festa, mas Guto ainda não tinha notado ele. Pois, outra pessoa chamou sua atenção primeiro. A moça excêntrica que Guto viu na loja estava sentada ali. E ele de alguma forma, se sentiu impelido a ir falar com ela.

— O que uma donzela tão requintada está fazendo aqui sozinha? — Ele se endireita na cadeira.

Lena sorri do atrevimento daquele homem desconhecido.

— E o que um homem misterioso esconde por trás da máscara? — Lena surpreende Guto com sua inquisição.

Guto sorri exibindo os dentes brancos e seus grandes caninos.

— É por isso que todos me chamam de Drácula, senhorita. — Guto corresponde ao jogo de Lena, e bebe um gole do drinque dela.

— Para um homem misterioso até que você é bem atrevido. — A jovem continua o jogo dele.

Guto sorri e se inclina para mais perto de Lorena.

— Só sou atrevido com garotas exóticas. — Ele olha no fundo dos olhos verdes de Lena.

Ela sente um arrepio na espinha ao ouvir a voz sedutora daquele homem misterioso.

— É assim que você conquista as garotas? Isso não funciona comigo. — Ela joga a direta.

— E porque eu iria querer te conquistar? Eu nem revelei meu nome...

— Não sei qual o seu nome, mas o seu sobrenome deve ser ousadia.

Guto gargalha.

— Mais ousado que eu só a linda moça na minha frente. — Ele dá outro gole da bebida de Lena.

Lena cora com as palavras de Guto, mas tenta não demonstrar. Ela sabia que aquela só podia ser a linguagem da sedução. Mesmo que Lorena nunca tenha se apaixonado antes, muito menos namorado, mas entendia que aquilo seria um simples truque masculino para levar uma tonta mulher para a cama. E ela não seria trouxa de cair naquela jogada.

— Quando poderei ver a senhorita novamente?

— No dia de São Nunca.

Nesse momento, Augusto vê Miguel ir em direção da saída do baile. E se sente um pouco deprimido por deixar aquela garota que havia chamado sua atenção.

Afinal, Guto sabia que aquilo não ia durar muito tempo e tinha certeza que o que sentia por essa exótica moça não passava de uma química momentânea, ou em outras palavras, uma tensão sexual e um desejo ardente passageiro.

Mas agora tinha uma missão a cumprir e alguém para punir. O encontro foi bom enquanto durou. Ele repetia para si mesmo.

— Foi um prazer te conhecer, Lena. — Guto se despede, segurando a mão de Lena e beijando as costas da mão dela.

Ele empurra a cadeira para trás e sai dali em disparada até a saída.

Enquanto Lena tentava entender como ele sabia o nome dela. Ela não se lembrava de ter dito seu nome para aquele homem estranho. Então, como ele sabia? Ela se questionava.

E com essa indagação na cabeça, Lena resolve seguir o estranho, para perguntar de onde ele a conhecia. Ela se levanta da cadeira e vai para o lado de fora do baile.

Chegando lá, Lena vê o homem mascarado perseguir outro homem pela rua. E ela começa a criar suposições.

Será que ele é um stalker? Um sequestrador? Ou um policial? E se ele for perigoso? Lena se questionava a todo instante. E decide continuar seguindo-os.

Até que Guto aborda o rapaz perseguido... apontando uma faca para ele.

Lena não conseguia acreditar no que estava vendo. O mascarado na verdade é um criminoso? É por isso que ele sabia o nome dela?

No mesmo instante, Lena corre até Guto e chuta o braço dele, fazendo com que a faca caísse de sua mão, parando aos pés de Lena. A jovem rapidamente recolhe a faca do chão e aponta para o homem mascarado.

Aproveitando a distração de Guto, Miguel foge, correndo o mais rápido que podia.

Guto, percebendo que é Lena, caminha a passos lentos em direção dela.

Lorena: Fique onde está! — Ela continua apontando a faca para ele.

E ele, habilmente, desviando a mão do objeto cortante, segura o braço de Lena, e retira a faca de sua mão, jogando o objeto no chão.

— Não se aproxime mais! — Lena exclama, visivelmente apavorada. Uma lágrima insistia em descer pelo rosto da garota. E essa foi a primeira vez que ela se viu em um estado de medo profundo.

Dessa vez não tem escapatória. Será mesmo que vou morrer nas mãos desse criminoso? Ela reflete e seu coração acelera só de pensar na possibilidade.

— Você é mais astuta do que eu pensei. — Ele diz se acercando de Lena e deixando ela contra a parede.

— E você é mais perigoso do que eu pensei! — Lena aponta o dedo para ele nervosamente.

— Eu não sou um criminoso... Fique calma, eu não vou te machucar, Lena. — Ele tenta apaziguar a situação.

— E como você sabe o meu nome, então? — Lena pergunta um pouco mais calma ao fitar a íris mel de Guto.

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