Breno só queria tempo para conquistar ela. Pensou que dessa forma ficariam mais próximos.
Suzane já tinha em mente que aquilo não daria certo. Breno não se contentaria somente em ficar sem compromisso.
Ele ficou deitado ao lado dela. Ficou trocando carinhos com ela. Depois de algum tempo eles levantaram. Breno se arrumou e desceu, assim ninguém desconfiaria.
Suzane vestiu uma roupa e desceu também.
Assim que adentrou na sala, Marina ficou surpresa ao vê-la.
- Boa noite a todos.
- Boa noite minha querida. Quando chegou?
- Já tem algumas horas, espero que não esteja atrapalhando.
- Você jamais atrapalha.
- O Bruno me trouxe para cá, disse que tem uma obra perto do meu apartamento, e que eu não conseguiria descansar.
- Sabe que não precisa nos dar explicações, você já é de casa. Se quiser ficar aqui até terminarem os barulhos, fique a vontade.
- Imagina, hoje mesmo vou para casa. Amanhã cedo preciso trabalhar.
- Mas vai jantar connosco.
- Imagina...
- Ela vai sim! Até parece que vou deixar você ir se. jantar. Ainda mais depois que eu comi a sua comida toda.
- Não acredito Bruno que você comeu na casa da Suzane enquanto ela estava viajando.
- Aí mãe, eu ia até lá para saber se estava tudo em ordem, abria as janelas e já almoçava lá.
- Não tem importância, se ele não comece, certamente iria estragar.
- Conseguiu descansar um pouco?
- Claro que sim dona Marina.
- Senta aqui perto do Breno, e nos conte como foi a inauguração dessa nova loja.
- Mãe ela deve estar cansada ainda.
- Eu tenho uma ideia melhor, o que a senhora acha de fazermos aquela lista de presentes de Natal. Depois não sei quando terei tempo.
- É uma excelente ideia. Vou pegar papel e caneta.
Marina foi pegar o que precisava. Breno ficou o mais próximo possível dela. Somente para poder tocar na pele dela.
Marina voltou e elas foram para a mesa. Sentaram uma ao lado da outra. Ali elas ficaram conversando, e trocando ideia de presentes.
Seu Pedro, pai do Breno e do Bruno. Notou que o filho as vezes perdia o olhar na Suzane.
- Muito bonita né?
- É sim! Muito linda
Bruno não conteve o riso. Não tinha como não perceber o interesse dele.
Após o jantar, Breno se ofereceu para levar ela em casa. Suzane recusou, e agradeceu. Bruno levaria ela.
Ela se despediu deles e foi pegar a mala no quarto do Bruno. Breno subiu logo em seguida. Antes dela sair do quarto, ele encostou ela na porta e beijou ela delicadamente.
- Não pensou que iria para casa, sem me dar um beijo de boa noite.
- Pensei sim. Agora quero que você pense melhor sobre essa história de apenas ficar. Não quero que você se machuque.
- Vai ser só, até você pensar sobre nós.
- Eu preciso ir. Boa noite.
- Boa noite minha linda. Dorme bem.
Breno beijou ela mais uma vez, e a deixou sair.
Bruno estava a espera dela na frente da casa. Suzane entrou no carro, e eles foram para a casa dela.
No caminho, ela contou ao Bruno que viu o ex marido, no mesmo hotel em que ela estava hospedada. Eles conversaram sobre o assunto. Depois ela pediu a ele para conversar com o Breno. Bruno se recusou, e disse que estava na hora dela tomar um rumo diferente na vida. Ele queria ver ela feliz, com alguém que realmente fosse cuidar dela. Nada do que ela tentasse argumentar com o Bruno daria certo.
Eles chegaram na casa dela. Bruno subiu e dormiu lá.
Suzane acordou cedo e foi caminhar. Quando voltou Bruno já havia preparado o café. Enquanto ela se arrumava, eles conversavam sobre a viagem. Ela tomou o café e saiu em seguida para o trabalho. Bruno ficou e limpou a cozinha. Depois deu uma olhada nos armários e fez uma lista do que estava faltando. Ele foi até o mercado, comprou o que precisava e levou para a casa dela. Bruno mandou uma mensagem para ela avisando que não precisava passar no mercado.
Ele foi para casa somente a tarde.
Breno acordou cedo, saiu para correr. Voltou, se arrumou, tomou café com os pais, e foi trabalhar. Ele estava mais feliz, e era notório.
Suzane chegou na loja, e Isabela já estava ali.
- Bom dia!
- Bom dia!
Ela abriu a loja, foi até a sala dela e ligou o computador. Conversou com a Isabela, e começou a conferir se estava tudo em ordem. Ela deu uma olhada no que havia no estoque. Se deparou com três caixas.
- Isabela o que aquelas caixas fazem lá?
- São pedidos que chegaram, e só mandaram colocar lá. Assim que você chegasse iria conferir, e arrumar.
- Eu não acredito nisso.
Suzane foi conferir a mercadoria. As outras vendedoras já estavam chegando. A dona da loja também.
- Bom dia! Onde está a Suzane?
- Bom dia! Está conferindo a mercadoria daquelas caixas.
Ela foi até lá.
- Suzane, Bom dia! Como foi de viagem?
- Bom dia! Bem.
- Eu preciso que pare o que está fazendo, e comece a montar uma vitrine natalina. Eu quero algo que chame a atenção dos nossos clientes.
- Eu vou terminar essa caixa, depois eu vou.
- Mas, o quanto antes fizer melhor.
- Até entendo, mas não vou deixar um serviço pela metade, para depois ter que recomeçar novamente. Podia ter pedido a uma das meninas para conferir os pedidos que chegaram. Tem encomendas de clientes.
- Eu prefiro que você faça, assim já organiza tudo. Assim que terminar aí, faça o que pedi a você.
- Sim senhora.
- E depois da uma olhada no seu e-mail, eu fiz o pedido de alguns manequins e ainda não chegaram. Não esquece que vamos abrir a loja domingo. Aliás, parabéns, a inauguração da loja foi um sucesso. Tivemos uma crítica positiva, e isso é muito bom. Nessa época do ano, é maravilhoso. Se precisar de mim, é só ligar.
A mulher saiu, e nem olhou para trás. Suzane sabia que precisava daquele emprego. Mas a vontade de largar tudo naquela hora, era grande.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Imaculada Abreu
Está dondoca não pode fazer nada?
2023-07-05
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