capítulo 12

Bruno entrou no quarto do Breno e não encontrou ele. Foi até a sala, e não viu ele. Perguntou a uma das meninas. Disseram que ele havia ido para o lago. Bruno foi até lá, e não encontrou ele. Olhou em volta e nada. Voltou para casa e foi até o quarto. Suzane já não estava mais ali. Ele voltou até a sala.

— Alguém viu a Su?

— Ela disse que ia caminhar um pouco.

— Se alguém ver o meu irmão avisa que quero falar com ele.

— Não estava no lago?

— Não. Será que ele já foi embora?

— Não, o carro dele está aqui.

— Onde foi então?

Bruno sentou e pensou um pouco. (Será que eles foram para o mesmo lugar?)

Breno depois que saiu do quarto do irmão, foi até o quarto. Pensou um pouco, vestiu a roupa para correr e saiu.

Suzane depois que o Bruno saiu, foi caminhar um pouco. Queria ter certeza de que não iria se arrepender de fazer isso.

Quando estava na metade do caminho, percebeu que o Breno estava sentado no chão, escorado numa árvore. Ela se aproximou e sentou no outro lado do tronco da árvore.

— Cansou?

— Não, só sentei para pensar um pouco. E você?

— Sai para pensar.

— Já chegou a uma resposta, por isso sentou?

— Não sei se já tenho uma resposta.

— As vezes é difícil decidir coisas. É como se estivesse que escolher entre o chocolate ao leite e o 70%.

— É tipo isso. Mas independente do chocolate que escolher você vai ficar feliz. Já dependendo da escolha que fizer, ela pode mudar a sua vida de uma forma boa, ou ruim.

— Mas pode ser tão doce quanto o chocolate ao leite.

— Como se fosse fácil.

— Não é, eu já passei por isso. Já me machuquei, e achei que não ia confiar em ninguém novamente. Mas, com o tempo entendi que se não tentasse novamente, jamais iria descobrir. Eu sei Suzane o quanto as pessoas podem ser ruins, mas sempre vão existir as boas.

— Eu vou voltar, vai ficar aí?

— Só um pouquinho, garanto que alcanço você antes de chegar em casa.

— Não duvido.

Suzane levantou, limpou a roupa, e fez o caminho de volta.

Breno apenas observou, e esperou alguns minutos para sair depois. Suzane estava mais tranquila em relação aos seus pensamentos.

Breno alcançou ela antes de chegar em casa. Ele beijou o rosto dela.

— Te espero em casa.

Piscou o olho, e seguiu correndo.

Suzane ficou sem graça, e continuou caminhando.

Breno entrou em casa, e Bruno já saiu atrás dele.

— Isso é hora para correr?

— E existe hora?

— Sim, ainda mais quando estou decidindo o seu futuro.

— Tá bom, pelo jeito não deu em nada.

— Você que pensa, a Suzane aceito ficar com você.

— De boa?

— De boa, nós conversamos e ela aceitou.

— Eu falei com ela agora e ela não fez nada, não disse nada.

— Ela já disse sim, não espera que ela chegue em você do nada. Agora escuta, que horas você vai embora?

— Não posso ir muito tarde, eu trabalho amanhã.

— Eu fico no seu lugar amanhã, e você vai poder aproveitar mais um pouco com ela. Nós iríamos somente amanhã, então vai poder aproveitar um pouquinho mais.

— Já disse que te amo.

— Espera essas malucas saírem e vocês vão poder ficar tranquilos.

— Bruno estou te devendo essa. Obrigado.

— Ela só pediu para não contar a ninguém. Segredo entre nós três.

— Tudo bem.

— Vai com calma, ela ainda está com o pé atrás.

— Bruno eu vou cuidar bem dela, não se preocupa.

— Breno disso tenho certeza, caso contrário jamais daria essa força a você.

— Eu vou tomar banho, diz pra ela que assim que todo mundo for embora a gente se encontra.

- Ela já está vindo?

- Sim, já deve estar chegando.

— Qualquer coisa aviso você. Fica com o celular.

— Ok.

Bruno saiu e foi para o quarto esperar por ela.

Breno apenas comemorou. Viu uma roupa e foi tomar banho.

Bruno entrou no quarto, e ela estava numa ligação. Ele esperou ela terminar.

— O que foi?

— Preciso trabalhar amanhã.

— Ela não tinha dado folga a você?

— Acho que o sábado já foi o bastante. Ela já está preparando tudo para o fim de ano, está chegando mercadoria e eu preciso estar lá para receber. Mercadoria que eu não fiz pedido.

— Eu sinto muito. Acabei de falar com o Breno, e tinha combinado com ele de vocês se encontrarem depois que todos forem embora.

— Mas eu não sei que horário elas vão ir, não posso chegar muito tarde, amanhã acordo cedo.

— Eu vou investigar com a Flor, e depois a gente acerta.

— Tudo bem, eu vou tomar banho.

— Ei calma, respira.

— Não sei, talvez não é para fazer isso.

— É sim, não começa.

Bruno saiu para falar com a Flor. Suzane pegou as coisas dela e foi para o banho.

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Comments

Imaculada Abreu

Imaculada Abreu

se fosse ela não ficaria

2023-07-05

2

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