Na manhã seguinte, Suzane descobriu precisar fazer uma viagem a trabalho. Ela arrumou a mala dela, e foi.
Breno manteve a rotina dele. Não sabia se veria a Suzane mais tarde na academia. Se não visse, ele iria até o trabalho dela.
Ele terminou o expediente, foi em casa, depois para a academia. Nada dela. Como sempre, ele entrou, treinou e saiu. Voltou em casa, tomou banho, se arrumou e já ia sair quando a mãe dele o chamou.
— Breno meu filho, aonde vai?
— Vou sair mãe.
— Essas suas saídas a essa hora significa que está conhecendo alguém?
— Mãe não seja curiosa.
— Meu filho, seu irmão chega daqui a pouco, você poderia pegar ele. A Su não vai poder, ela foi viajar, e também estava cheia de trabalho.
— A Suzane foi viajar?
— Foi, o Bruno não está gostando da quantidade de trabalho que estão dando a ela nesse final de ano. Daqui alguns dias eles não vão fechar nem aos domingos.
— É puxado esse trabalho dela.
— É meu filho, mas como ela ganha uma boa comissão no fim de ano. Seu irmão queria encontrar algo para ela na empresa, mas nada pagaria o que ela ganha.
— Mas, assim que terminar o ano, tudo volta ao normal?
— Esperamos que sim, ele está achando que vão mandar ela para outra cidade. Ela vai ficar essa semana em outra loja.
— A semana todinha?
— Sim! volta no domingo. Porque essa cara de triste meu filho?
— Nada mãe. Eu vou pegar o Bruno.
- Filho dirige com cuidado.
Breno saiu e foi até o aeroporto. Ficou pensando no que a mãe havia falado. Bruno chegou e ligou para ele. Os dois se encontraram no saguão.
- Oi, fez boa viagem?
- Fiz, obrigado por vim me pegar.
- Não precisa agradecer. Está com fome?
- Não, na verdade estou enjoado.
- Eu queria conversar com você sobre algo.
- Pode falar.
- É sobre a Suzane.
- Ela me falou que você foi até o trabalho dela, deu o maior beijão nela, e jantaram juntos no seu carro.
- Já não aguentava mais ver ela e não ficar perto. Mas é sobre outra coisa.
- Pergunta, se eu souber responder.
- Qual a necessidade dela de se manter nesse emprego?
- Breno, a Suzane gosta de ter as coisas dela. Mesmo que ela não ostente, ela tem o apartamento para pagar, o carro, contas pessoais dela, e ela ainda está juntando dinheiro para montar algo para ela. Mesmo que seja puxado, ela ganha muito bem. Ela tira muito mais que nós dois juntos.
- Mas trabalha o dobro. Não tem outra solução?
- Ela não vai abrir mão desse emprego enquanto estiver pagando o apartamento.
- Teria como ajudar ela?
- Não fala essa palavra na frente dela. Eu já quis emprestar dinheiro a ela, para pagar o carro e não aceitou. Depois que passar janeiro, as coisas voltam ao normal.
- E sobre ela ir embora, você acha que isso vai acontecer?
- Não sei, mas talvez aconteça. Ela foi para organizar as coisas para abertura de outra loja. Talvez transfiram ela.
- Eu não queria que ela fosse.
- Nem eu, imagina como vai ser minha vida sem ela aqui.
- Imagina a minha.
- Você está amarradão nela.
- Eu gosto dela, queria que ela me desse uma oportunidade.
- Sabe porque ela não deu essa chance a você?
- Porque não gosta de mim.
- Ela tem medo. Medo que tudo se repita, que ela não saiba lidar com a desconfiança, medo de estragar algo que poderia dar certo. Mostre a ela que pode confiar em você. Não cobre uma resposta dela, não agora. Lá em fevereiro você volta a tocar no assunto.
- Tanto tempo para uma resposta?
- Ela está com a cabeça cheia, tem muito trabalho. Não coloque mais um problema na vida dela.
- Tudo bem! Quando ela volta?
- Me disse que no domingo.
Breno mudou de assunto, e perguntou sobre a viagem do irmão. Bruno conversou sobre o que fez, e o que aprontou. Comentaram sobre as festas de fim de ano, e sobre a lista de presentes.
Assim que chegaram em casa, Bruno abraçou a mãe e foi para o quarto descansar. Breno jantou com os pais, e depois subiu. Ele foi até o quarto do Bruno.
- Bruno você está acordado?
- Sim Breno, o que foi?
- Será que consegue convencer a Su a me dar o número dela?
- Breno espera até fevereiro, e pede o número dela.
- Eu queria conversar com ela.
- Eu sei Breno, mas escuta o que estou dizendo. Eu conheço ela, e tudo vai se ajeitar.
- Poderia me dar essa foto que está na sua cabeceira.
- Essa não, mas eu posso dar outra foto a você. Mas promete que vai cuidar.
- Lógico que vou.
Bruno abriu a gaveta, pegou o álbum que estava ali. Abriu, e pegou uma das fotos que ele tem da Suzane e deu ao irmão. Abriu a segunda gaveta, e pegou um porta retrato, e entregou a ele.
- Pronto, agora cuida.
- Obrigado, você é um grande irmão. Eu vou deixar você descansar.
- Boa noite senhor apaixonado.
- Boa noite cupido.
Breno saiu do quarto do Bruno. Foi para o dele, e colocou a foto no porta retrato. Trocou de roupa e deitou. Ele olhou para a foto dela, e colocou em baixo do travesseiro.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Gensiane Santos
ela têm que dar uma chance para o Breno.
2024-08-08
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