Após o almoço, Breno foi lavar a louça. Márcia ofereceu ajuda a ele. Suzane para não ver o Bruno perder a cabeça novamente com ela. Levou ele para sentar perto do lago. Flor e Isa acompanharam os dois.
Breno ficou todo o tempo, tendo que aturar as investidas da Márcia.
Bruno comentou sobre uma viagem que estava a fim de fazer. Aproveitar as férias pelo menos por uma semana. Conversaram sobre lugares que ele poderia visitar. Assim que Breno terminou a louça, ele saiu da cozinha. Márcia ficou guardando os pratos. Ele foi ao banheiro, e depois procurar pelo Bruno. Quando encontrou ele caminhou até lá. Eles estavam sentados um ao lado do outro. Breno sentou atrás da Suzane, e se acomodou.
Suzane olhou para trás.
— Breno sai daí.
— Meninas eu vou entrar, me acompanham?
— Claro.
Eles levantaram, quando a Suzane foi se acomodar para sair, Breno envolveu ela num abraço.
— Você fica, vamos terminar a nossa conversa. Já almoçamos e agora não tem nada para fazer.
— Breno, não temos nada para conversar.
— Eu vou sentar do seu lado, só quero conversar com você. Só uma conversinha rápida.
Breno levantou e sentou ao lado dela. Suzane já ia imaginando o que ele queria falar.
— Esse lugar é incrível, não acha?
Ela ficou em completo silêncio antes de responder. Observou tudo ao redor, e depois respondeu.
— Sim, é incrível. Quando amanhece é fantástico.
— É sim, perfeito para correr.
— E para caminhar.
— Quando era criança, pensava que existia uma cidade perdida em baixo do lago. Imaginava o dia em que descobriria essa cidade.
— Porque você pensava isso?
— Não sei, acho que assistia desenhos demais. Minha imaginação era muito boa.
— Hoje não é mais?
— Depende, para algumas coisas sim. Para outras já estou enferrujado.
— Você corre todas as manhãs?
— Sim! Eu gosto, o dia começa melhor. Eu me sinto mais leve.
— Acredito, que seja o momento, em que podemos ver com mais clareza coisas que estejam nos incomodando. Eu aproveito para pensar.
— Serve para acalmar, olha o Bruno saiu irritado, e voltou como? um pouco mais irritado pois teve que caminhar.
— O Bruno é fantástico, sempre muito educado, eu amo ele, é muito querido. É o tipo de amizade que eu levo no coração e quero levar para toda vida. Ele é o irmão que eu não tive. Tem qualidades maravilhosas.
Breno apenas observou ela falar, o entusiasmo era grande demais.
— Não se entusiasme tanto, o irmão é meu. Nasceu comigo, e não divido. O Bruno tem um carinho enorme por você, não só ele. A minha mãe também, chegou a me levar no seu trabalho, você não foi no jantar, então eu tinha que conhecer a Su.
— A dona Marina, ela é um amor. O seu pai também, ele é mais reservado, mas sempre fui muito bem recebida por eles.
— Como vocês se conheceram?
— O Bruno é cliente da loja, mas só fui ter contato com ele depois que a outra vendedora que atendia sempre ele foi embora. Ele entrou, olhou para todas e foi na minha direção. Perguntou se eu podia atender ele. Começamos a conversar na segunda, na sexta ele me chamou para ir a um show de comédia. Na hora recusei, mas ele conseguiu me convencer. Fomos, eu, ele e a Flor. Depois daquele dia, foi só para frente.
— Que bom, fico feliz. O meu irmão é um cara de um coração lindíssimo. Eu admiro muito ele, e tenho um orgulho imenso por ter ele como irmão.
— Ele também tem muito orgulho de você.
— Podíamos combinar algo no fim de semana, o que você acha?
— Mais tarde, podemos combinar todos juntos. Sempre fazemos algo.
— E se eu quisesse sair só com você?
— Breno, se quiser sair comigo, isso significa todos juntos.
— Posso perguntar algo?
— Se souber responder.
— Você disse que terminou o seu último relacionamento a um tempo. Não sente vontade de tentar novamente?
— Não Breno, eu gosto da minha vida do jeito que ela está.
— Machucaram tanto você, a ponto de se fechar para o amor?
— Machucaram e muito, mas eu aprendi a me amar, e não esperar reciprocidade de ninguém.
— Mas você pode continuar se amando, e deixar alguém se aproximar de você. Nem todas as pessoas são escrotas sabia?
— Eu sei, mas não tenho interesse em passar por esse processo.
— Não precisa passar, mas pode ficar com alguém só por curtição.
— Quem sabe, talvez um dia eu fique com qualquer um.
— Com qualquer um não, de preferência comigo. E talvez é muito tempo. Porque não agora?
— Breno...
— Su é só um beijo, não tem nada de mais. Vai estar se comprometendo devido a um beijo?
— Não. Mas podemos ser amigos.
— E deixaríamos de ser devido a isso?
— Não seria a mesma coisa.
— Não vai mudar nada. O que pode acontecer é eu ficar viciado no seu beijo e querer sempre mais.
— Breno eu vou entrar. Adorei conversar com você, mas já conversamos bastante.
— Você vai fugir novamente? Do quê tem medo Suzane?
— De nada, só vou voltar para casa.
— Eu vou com você.
Breno percebeu, que insistir para que ela se abra com ele, não era o caminho. Ele levantou e estendeu a mão para ela.
Os dois voltaram para casa. No caminho Breno tentou abraçar ela, mas a tentativa foi frustrada.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Imaculada Abreu
Ela deve ter algum trauma muito sério
2023-07-04
5
Graciete Barbosa Silva
dizem que gato escaldado tem medo de água fria talvez seja esse o caso de Susane
2023-05-05
1