capítulo 7

Breno acordou cedo se vestiu e foi correr.

Suzane acordou cedo, se vestiu e foi caminhar.

Breno saiu para a esquerda, e ela para a direita.

Ele voltou primeiro que ela. Tomou banho, se vestiu e foi para a cozinha. Bruno estava lá preparando o café.

— Bom dia!

— Bom dia! Chegou bem?

— Sim.

— Pelo visto já saiu para correr?

— Já, e sempre bom correr pela manhã.

— Não encontrou com a Su?

— Não encontrei ninguém.

— Ela sai para caminhar todas as manhãs, quando tem tempo.

— Talvez tenha ido para o outro lado.

— Daqui a pouco ela já chega, você vai gostar muito em conhecer ela.

— Vocês estão me deixando curiosos já.

— Quer café?

- Vai tomar comigo, ou vai esperar a Su?

- Vou esperar a Su.

— Fala sério, vocês tem uma amizade colorida.

— Nunca tivemos nada, já disse a você ela é como uma irmã para mim.

— Sei, irmã.

— Sério, nunca olhei ela com outros olhos. Ela é linda, mas não tenho esse interesse nela.

— E tem interesse em alguma outra pessoa?

— Tem uma menina aí, mas ela gosta de outro. Apesar de achar ele um babaca, ela morre de amores por ele.

— Ela sabe que você gosta dela?

— Sabe, eu falei. Então ela falou sobre esse outro cara, e eu não toquei mais no assunto.

— Somos dois azarados.

— Até parece, tem a mulher que quiser, olha para você.

— Mas a que eu me interessei não me deu nenhuma chance.

— Você não me falou sobre nenhuma mulher naquela conversa que tivemos.

— Não tinha, essa eu conheci na academia. E como vou falar com você, passa na casa da Su.

— Desculpa, mas podemos conversar agora. Me fala sobre essa mulher.

— Ela é linda, sempre cruzo com ela na academia, mas ela nunca me olhou. Nem sabia que eu existia, na sexta eu escutei ela falando no celular que ia em um barzinho. Chamei alguns amigos meus que eu não via desde quando fui embora, e marquei com eles. Fui até lá, peguei uma mesa próximo a dela. Fiquei observando, só na expectativa de que ela olhasse. Mas nada, ela estava de boa, com duas amigas bebendo cerveja. Resolvi ir até lá, não me deu nenhuma moral no começo. Mas depois me deu um fora educadamente. Não estou interessada em conhecer ninguém. Foi isso que ela me disse.

Bruno no mesmo instante começou a rir. Breno não entendeu nada.

— Do quê você está rindo?

— Você vai descobrir logo logo.

— Lembrou de alguma piada só pode.

— Qual o nome dessa mulher?

— Suzane.

Bruno pegou o celular, entrou no Facebook e mostrou a ele a foto.

— É essa?

— É, você conhece ela?

— Se conheço, aliás, muito bem.

— Já saiu com ela?

— Um monte de vez, gata demais, nos damos muito bem. Sem falar naquelas curvas, e aquele cabelo preto até a cintura, cheirosa, maravilhosa essa garota.

— Vocês tiveram um caso? Porque se for isso, eu não vou tentar me aproximar dela.

— Meu irmão pode ficar a vontade, só valoriza, esse avião não é para qualquer piloto.

Antes que ele pudesse perguntar qualquer coisa, Isabela entrou na cozinha.

— Bom dia!

— Bom dia Isa, esse é o meu irmão.

— Bom dia! Você...

— É ele mesmo.

— Você é a ...

— Ela mesmo.

— O que faz aqui?

— Eu sou amiga do seu irmão, e ele me convidou.

Breno começou a ligar os pontos, e o motivo pelo qual o irmão começou a rir dele.

Antes que ele falasse qualquer coisa, Flor entrou.

— Bom dia gente linda.

— Bom dia Flor.

— Cheirinho de café que delicia. Já sei estão esperando a Su.

— Estamos, né Breno.

Aquilo foi motivo de riso entre o Bruno e a Isabela.

— Perdi alguma coisa?

— Nada não. Vamos terminar de colocar a mesa, a Su já deve estar chegando.

Breno saiu da cozinha e foi até o quarto. Não acreditava que era a mesma pessoa. Seria muita coincidência. Ele pegou o celular e deu uma olhada no perfil dela. Ele comemorou por dentro. Breno se acomodou, e saiu do quarto. Quando voltou para a cozinha ela já estava lá, e a Márcia também.

Suzane estava de costas para a porta.

— Bom dia para os que ainda não vi.

Márcia olhou no mesmo instante, e notou que era o mesmo homem do bar.

— Sério, mentira, por isso pensei que fosse familiar. Sabia que já tinha visto você em algum lugar.

Suzane virou para ver quem era.

— Esse é o meu irmão Breno.

Márcia levantou mais do que rápido para cumprimentar ele.

— Prazer Breno, eu sou a Márcia.

Suzane não levantou, mas lhe deu bom dia.

Breno esperava algo a mais. Ele sentou e serviu café.

Bruno notou a decepção do irmão.

Márcia não se conteve e comentou.

— Aquele dia no bar, tinha certeza de que conhecia você de algum lugar. Só não lembrava de onde. Vi várias fotos suas na sua casa.

— Na casa dos meus pais você quis dizer.

— Sim, isso.

— Espera, foi você que ...

Flor foi interrompida pela Suzane.

— Bruno vamos assar a carne no lado de fora?

— Vamos, o dia está perfeito, não acha Breno?

— Está sim! Só não me diz que você vai assar a carne.

— Não, eu só entro com a salada.

— Bom então eu asso.

— Aqui cada um faz uma coisa, e esse função já tem dona.

— E quem vai assar?

— A Su assa, a flor faz a sobremesa, a Márcia os aperitivos, a Isa o arroz e a farofa. Você vai ficar com a louça

— E o pão com alho, a cebola, e os legumes?

— Não tem isso. A menos que tenha buscado.

— Você não me disse para buscar nada. Apenas para vir.

— Bom então fica com a louça.

— Se quiser eu fico com a louça e você assa, por mim não tem problema.

— Imagina, eu lavo.

Breno foi pego de surpresa, e respondeu tão rápido que ficou pensando no que poderia ter dito.

Após o café Bruno e Suzane ficaram na cozinha lavando a louça, secando e guardando. Breno havia ido ao banheiro. Márcia já estava a espreita para ficar na volta.

Flor e Isa foram no carro pegar as coisas que elas haviam comprado. E ficaram conversando sobre o Breno, e o fora que ele levou da Su.

Márcia ficou puxando assunto com o Breno, que por educação respondia as perguntas dela. Bruno saiu com a Su e foram até o lago. Eles caminharam um pouco e falaram sobre a festa. Na volta eles pegaram o carvão, e levaram para começar o fogo. Limparam os espetos e levaram para dentro. Quando eles foram para a cozinha, Breno levantou e foi atrás. Bruno estava acomodando o cabelo dela, que escorria entre seus dedos.

— O seu cabelo é muito liso.

— E toda vez que você vai prender ele reclama.

Breno ficou observando por alguns segundos, antes de falar.

— Vocês estão precisando de ajuda?

— Podia tentar prender o cabelo da Su.

— Se ela deixar.

— Ela deixa.

Breno aproximou-se dela e pediu licença. Pegou a colinha do pulso dela, e começou a juntar o cabelo para prender. A cada movimento, ele podia sentir o cheiro do cabelo dela. Breno fez um rabo de cavalo.

— Acredito que ele não vá se soltar.

— Eu não vi que tinha uma colinha no pulso. Passando trabalho e você não disse nada.

— Eu sempre tenho uma colinha no pulso quando estou com o cabelo solto. Você não percebeu até hoje?

— Não.

— Vocês querem ajuda?

— Não, está tudo em ordem.

— Tudo bem então.

Breno ficou ali sentado, enquanto eles estavam colocando a carne no espeto.

Márcia entrou na cozinha, e sentou ao lado dele.

Bruno ajudou a Suzane a levar a carne. Ele não gostava da Márcia, e aquela tentativa de aproximação com o Breno deixava ele irritado.

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Comments

Já vi que essa Márcia é amiga da onça. 🤔

2023-06-12

5

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