20

Li o que eu já havia escrito e notei que ela havia acrescentado uma frase. Dizia: "Honestidade era tudo o que eu sempre quis que você me mostrasse, e tudo o que eu sempre precisei". Trinquei os meus dentes discretamente, aquela vontade de sair dali começou a crescer dentro de mim, mas desta vez não o fiz, eu não ia ceder novamente, não tão rápido.

— Pensei em algo durante o dia, posso escrever?

Pediu Elisa, dei de ombros e devolvi o bloco de notas.

— Escreve aí.

Dito isso me recostei à espreguiçadeira, esticando as minhas pernas ao longo dela e descansando um dos braços atrás de minha cabeça.

Elisa me olhou por um instante, fingi não sentir o seu olhar pesando sobre mim enquanto eu estralava o meu pescoço com calma, com os olhos fechados.

Com a ponta dos seus dedos arrastou uma mecha de seu próprio cabelo para trás da orelha, permitindo que a pouca iluminação amarelada de um dos postes alcançasse a sua bochecha direita. Tão linda como há muito eu não a via.

Arqueei o meu corpo e apoiei o meu pé no chão, arrastando o meu corpo para trás do dela, então apoiei o meu outro pé no chão, de modo que Elisa ficasse sentada entre as minhas pernas. 

Elisa sobressaltou e parou o que fazia quando encostei o meu peito nas suas costas, roçando a minha bochecha na sua orelha, fechei os meus olhos sentindo o perfume familiar dos seus cabelos e pele.

— Dani, por favor.

Sua voz falha me chamou a atenção, mas seu corpo estava imóvel.

— Lisa, você não sente falta?

Murmurei com rouquidão próximo do seu ouvido, a sua mão apertou o meu joelho e o bloco de papel escorregou por entre os seus dedos, caindo ao chão.

— Não sente falta de nós?

— Chega! Você não merece nada de mim!

Esbravejou, levantando-se de uma vez, também o fiz, quase ao mesmo tempo, e segurei o seu antebraço, puxando de volta em direção ao meu corpo.

— Chega, para de fugir... você quer isso tanto quanto eu.

Murmurei segurando seu cabelo entre os meus dedos.

— Não...

Ela disse apressada, sorri e com a mão livre, levei o seu corpo pra frente, ela tropeçou nos meus pés e apoiou as suas mãos em meu peito

— Para, por favor Dani.

— Resista, se puder.

Murmurei no seu ouvido, roçando o meu rosto ao seu.

Escorreguei os meus lábios entreabertos por seu pescoço enquanto sentia os seus dedos pressionarem o meu peito sobre a minha camisa, como se quisesse me afastar, ou apenas foi a maneira que encontrou de não retribuir nada do que eu lhe proporcionava.

Quando me dei conta de que ela não sairia dali, parei de pressioná-la contra mim e comecei a passear com a minha mão livre nas suas costas, ainda segurando o seu cabelo com a outra.

Senti o tecido macio de sua saia sob minha palma e apertei sua nádega, puxando pra perto com um pouco mais de força, o que lhe arrancou um suspiro contra meu pescoço, onde sua respiração batia pesadamente.

Trilhei um caminho de beijos por sua garganta, parei com meu rosto frente ao seu, e naquele momento eu arfava tanto quanto ela, conseqüência da ansiedade que parecia querer me tirar todos os sentidos. 

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Comments

Lay

Lay

mulher volte aquiiiii!

2023-04-14

2

suenia nascimento

suenia nascimento

mais mais mais mais kkkkkkkk

2023-04-13

1

Ver todos

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