Miguel correu atrás de Carlos e Maurício, logo eu estava sozinho, exceto pela presença do professor, cruzei os meus braços e andei até ele devagar, me certificando de que não havia ninguém por perto.
— E então, Sr. Olivares, o que achou da separação dos grupos?
Perguntou com um sorriso cúmplice.
— Muito boa, professor.
Entrei na brincadeira por um instante.
— Agora sério, obrigado pelo que o senhor fez, acho que não teria outro jeito de ficar perto dela.
— Eu sei que não, espero que o universo esteja disposto a ajudar.
— Ele não vai atrapalhar.
Neguei com a cabeça, seguro.
— Certo, eu vou jantar, você não vai?
— Vou esperar os caras.
— Ok, Dani, boa noite.
— Boa noite, professor.
Assim que ele se afastou, me acerquei da borda da piscina, com as mãos na cintura, aproveitando o vento úmido que parecia soprar por ali.
Olhei as ondas leves que água fazia, e, no fundo da piscina notei um objeto branco, a reconheci a flor que Elisa trazia no cabelo mais cedo, provavelmente ela se quer realizou a sua perda.
Olhei para os lados, não havia ninguém ali, suspirei, acho que me atrasaria para o jantar.
— Dani?
Miguel perguntou assim que entrei pela porta de casa.
— Vão indo, vou trocar a minha roupa.
Os garotos foram na frente, como eu havia dito.
Troquei a minha roupa molhada por uma bermuda seca, xadrez em escalas de cinza, vesti a mesma camiseta que usava anteriormente, também os chinelos, agora apenas úmidos, e fiz o meu caminho de volta até o restaurante.
Assim que passei pela porta avistei a mesa dos meus amigos, suspirei alto ao ver Elisa sentada ao lado de James, que tinha o seu braço colocado ao redor do encosto da cadeira dela.
Trinquei o meu maxilar, quando estava próximo o suficiente ouvi James dizer "Se ele fizer isso, acabo com ele". Então apoiei uma das minhas mãos sobre a mesa e o encarei com um sorriso.
— Acaba com quem, James?
Ri debochado e coloquei a mão livre no bolso de minha bermuda.
— O que você quer, Daniel?
Ele quis saber, já se levantando.
— Com você nada, não seja pretensioso.
Sorri divertido e me abaixei lentamente ao lado da cadeira de Lisa, novamente os seus seios subiam e desciam rapidamente, ela parecia assustada com a minha aproximação.
— Achei isso.
Estendi a sua presilha na palma da minha mão, ela sorriu sem jeito e pegou com a ponta dos dedos.
— Obrigada.
— Por nada.
Respondi com um sorriso sincero.
— Nos vemos às 21 horas?
Ela me olhou como quem não entende.
— Para começar a nossa tarefa.
— Tudo bem, Danie.
Concordou num tom de voz muito baixo.
— Então a gente se encontra aqui em frente ao restaurante.
— Daniel, se você ficar de graça...
— Relaxa, Paloma.
A interrompi, me levantando.
— Você conseguiu o que queria, aliás, meus parabéns, ninguém sabe ser tão falsa como você.
— Uau, acredito que a carapuça servio para mim e para você Dani.
Bati palmas e soltei uma gargalhada alta irônica.
— Paloma, você sabe mesmo como deixar as pessoas sem palavras, vou até chorar.
Continuei a rir enquanto andava lentamente até minha mesa, Paloma não teria paz se dependesse de mim.
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Atualizado até capítulo 55
Comments
andrea diniz
O James, além de ser um cretino, ainda é abusivo! Elisa, foge!!
2024-02-18
2
Sabrina Pinheiro
Entendo a mágoa e a dor que a Elisa está sofrendo... mas ficar próxima desse cafajeste e dessa cobra peçonhenta... é demais!!!!
2023-05-30
4