“Evelyn Amaris”
Antes que eu pudesse dizer algo, Varun segurou no meu braço e a sua força, fez com que eu sentisse dor no local... Eu não vou implorar! Ele não merece, eu não preciso, meu filho não requer que eu prove ao próprio pai, que ele é mesmo seu filho.
— Solta eles Varun! — Marcos se pronunciou com um tom de voz ameaçador, o que fez todos nós voltar nossas atenções a ele.
— Ou o que? —Varun me soltou brusco, o que me fez dar dois passos para trás, enquanto o mesmo encarou o seu irmão — Eu não tô entendendo do porquê você está querendo proteger essa garota?
— Porque a gente protege a família! — Marcos deu alguns passos na direção do irmão e continuou— Com eles não será diferente!
— Veremos, eu já disse que não tenho filhos com ninguém!
Ambos se transformaram em lobos, Marco como eu havia dito, é marrom com uma listra preta sobre suas costas e Varun é um lobo negro, ambos arrastam suas patas da frente e grunhem um para o outro... Varun está bêbado o suficiente para brigar com o irmão e Marcos quer nos proteger, eu não posso deixar eles se matär.
A tal da mulher que começou a confusão! Saiu correndo assustada, eu tenho certeza que foi ela quem encheu a cabeça deste bêbado, porque se os dois tivessem conversado não teria chegado a este ponto, Arregalei meus olhos quando vi os irmão caminhar lentamente na direção um do outro
— Parem! — Corri e entrei na frente do Marcos, ficando de costas para Varun — Por favor Marcos, eu vou embora!
Ao ouvir as minhas palavras o mesmo me olhou e os seus olhos reluzirem ainda mais, Varun está atrás de mim, arrastando suas unhas no chão... E com isso Marcos o observou e desviou de mim e continuou a encarar o irmão, com o Miguel em meus braços me aproximei dele e parei ao seu lado! Sua altura e duas veses maior doque aqueles cachorros da floresta ”lobos”.
— Marcos por favor! Me deixe ir— O mesmo me olhou novamente, e em seguida retornou a sua forma humana
— E para onde você iria? — Indagou o mesmo me olhando, seu irmão ainda está transformado e grunhindo para nós
— Eu vou para casa! — Referi ainda sem saber como vai ser retornar
— Tem certeza? — O mesmo me perguntou um pouco desconfiado
— Tenho, aqui não é o meu lugar — Neste momento meu filho começou a chorar levando nossa atenção a ele...
Marcos me olhou mais uma vês e viu que não vou ficar mesmo, então caminhou até a cozinha e após alguns segundos retornou segurando uma mamadeira e as chaves do meu carro.
— Se cuida e cuida do meu sobrinho! Qualquer coisa não hesite em me ligar... —Marcos me entregou as coisas e em seguida anotou seu telefone em um pedaço de papel e me entregou.
Varun retornou a sua forma humana e passou por nós sem nem olhar, o que partiu o meu coração vê-lo seguir para outro cômodo... Desviei meu olhar, então observei Marcos a minha frente lhe dei um leve sorriso de gratidão!
— Obrigada por tudo Marcos, nunca irei me esquecer do que você fez por nós...
Me virei e percebi que ele ficou parado me olhando... Caminhei até a saída da casa então pude abrir a porta e me retirar da casa daquele grosso! Parei ainda na porta e observei que a lua estava linda enfeitando o céu, com várias estrelas... Algumas pessoas desta aldeia estavam a caminhar e pararam ao me olhar... Este lugar é lindo, cheio de verdes! “árvores, flores em locais específicos e as casas parecidas com as da cidade”.
Com todos me olhando, observei o meu carro parado ao lado, caminhei até o mesmo é acabei tossindo algumas veses, e o meu filho não parava de chorar, ele está com fome! Entrei dentro do meu carro e subi os vidros para que ninguém possa me ver, antes de sair alimentei meu filho que bebeu todo o leite que havia na mamadeira.
Dei partida no carro e dei a ré... “ Estou me acostumado a dirigir com meu filho nos braços”, Virei o carro e segui até uma das saídas, neste momento ouvi o mesmo “Uivo forte” que havia escutado quando descobri a minha gravides! Observei pelo retrovisor e vi aquele enorme lobo preto no centro da aldeia, seus olhos reluziram algumas veses e eu pude observar que os do meu filho também.
É o Varun, como aquele idiøta pode duvidar que Miguel é seu filho... Acelerei e sai sem olhar para trás de sua aldeia, dirigi por mais algum tempo até deixar suas terras para trás! Se Varun quer assim, então assim será! Não sei o que vai acontecer agora, mas estou confiante e mais disposta, a dor na minha garganta não cessou, porém eu consigo suportar, estou tossindo algumas veses mais isso é irrelevante.
Estou entrando nas terras do meu pai! E pelo horário está na hora dos lobos trocar de turno na guarda, não estou chegando na entrada da frente, estou no caminho atrás da vila! Parei o meu carro embaixo de uma árvore pouco distante da aldeia... Me retirei do carro com meu filho dormindo em meus braços e caminhei uns dois quilômetros até a vila, cada passo que eu dava a saudade deles aumentava! Sem falar que os meus olhos reluziram algumas veses.
Conseguimos enchergar durante a noite, então não está sendo difícil para mim, quando estava me aproximando um lobo pulou na minha frente! O que me fez parar no mesmo instante.... Ele não parece feroz, está apenas me analisando quando retornou a sua forma humana, “ me lembrei dele, um rapaz moreno alto de olhos castanhos e com cabelo baixo quase rapado e forte, é o beta que o meu pai queria nos casar”...
— Evelyn o que faz aqui? — Perguntou o mesmo distante, ainda sem camisa.
— Eu preciso ver a minha família! — Referi o olhando, acredito que nem o seu nome eu saiba, porque não chegamos na parte das apresentações, eu só o vi algumas veses distante
— Teu pai não te quer lá, foram ordens de não deixar você se aproximar — Proferiu o mesmo me olhando sério! — Você levou sorte que foi eu quem te encontrou!
— Desculpa por tudo! Não foi a minha intenção, eu sabia dos planos do meu pai conosco! —Eu tinha que me desculpar com ele, talvez ele tenha entendido isso como uma traição.
— Não se preocupe, eu sei que estes métodos estão um pouco ultrapassados — o mesmo sorriu gentilmente — Casamento por escolha dos pais, geralmente a gente quer ter sentimentos pela pessoa primeiro — Concordei e ele continuou — Eu não vou te expulsar, nem contar ao seu pai que te vi, mas você precisa ir.
— Não me faça implorar, eu preciso ver pelo menos minha irmã e a minha mãe— Me pronunciei o olhando e o mesmo se calou
— Eu não quero lhe causar problemas, eu só quero vê-las, nem que seje por pouco tempo.
O mesmo observou aos lados e coçou a sua cabeça, em seguida respirou fundo e o seu olhar me fez ver pena, o sentimento que ultimamente quase todos estão sentindo por mim... Meu filho se moveu e fez um pequeno barulho o que chamou a sua atenção, ele olhou diretamente ao Miguel em meus braços e engoliu em seco.
— Tudo bem! Se o seu pai te encontrar ele te expulsa, porque o mesmo ainda está furioso e se ele descobrir que foi eu quem te liberou, ele me bane ou matä, então já sabe você não pode ser vista!
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Fátima Ramos
A mãe devia dar-lhe dinheiro para ela poder sustentar-se um tempo com o bebé, até ela arranjar emprego na cidade
2025-01-26
1
ela ir embora, e reconhecer, que ela encontre um companheiro que a ame e ame o filho dela
2024-10-21
1
ARMINDA
EITAAAAA O PAI É MUITO RADICAL.🤨🤨🤨🤨🤨
2024-10-12
2