“Evelyn Amaris”
Chamou algumas veses até cair, eu não acredito que ele não vai nem atender, tentei mais uma vês e caiu direto na caixa postal! Com os meus olhos cheios de lágrimas coloquei meu celular ao lado e o deixei carregar... Mesmo sentindo a dor que a fome causa, e o princípio de sede, já não posso mais viver dentro deste carro, até porque não tem mais combustível na qual eu possa me locomover com ele.
O tempo está calmo, porém ainda está parecendo que vai chover, não posso arriscar á caminhar com o Miguel recém nascido nos meus braços e tomar chuva... Virei meu rosto ao lado, porque novamente espirrei, seguido de uma tosse, na qual senti a minha garganta doer, não posso ficar doente agora, não nestas condições...
A manhã foi se passando e o meu filho toda vês que ia mamar chorava ainda mais, já não tenho mais leite, nem o que dar a ele... Estou parada no meio do nada! Não muito longe de onde encontrei com o bando do Varun, porém não posso nem me arriscar a voltar, já que praticamente recebi um aviso daquele lobo hostil...
Durante o período da tarde meu filho chorava instantaneamente e a garoa molhava os vidros do carro, apenas troquei sua frauda e o coloquei para mamar, sentindo uma dor insuportável nos meus seios enquanto o mesmo sugava.
As lágrimas de dor caiam dos meus olhos, enquanto ele graças a Deus conseguiu mamar alguma coisa... Alcancei o celular que agora estava carregado e novamente liguei para o Varun e após dois toques ele atendeu
— Fala! — Sua voz é séria
— Por favor me ajuda! — Proferi com a minha voz falha, porém antes que eu pudesse continuar ele me interrompeu.
— Quem é, e onde você conseguiu o meu número? — Indagou o mesmo sem se importar...
— Sou eu Evelyn Amaris... — Novamente ele me interrompeu, só que desta vês Varun riu
— Quem é que está tirando uma onda com a minha cara...
— É verdade sou eu! — O interrompi e ele ficou em silêncio, então dei continuidade — Vai parecer estranho, mais aquela noite nos rendeu um filho, eu preciso da sua ajuda o meu pai me expulsou de casa...
— É brincadeira quem te pagou pra zuar comigo, eu não vejo aquela mulher a meses, como que ela iria ter um filho meu!... —Ele ficou em silêncio, porém antes que eu pudesse dizer algo ele continuou — Não me enche o sacø!
— Varun... Varun... — Ele desligou.
A única chance que eu tive de falar com ele e o mesmo não acreditou em mim, deixei meu celular cair, e comecei a entrar em pânico, eu não disse quem era o pai do meu filho para minha família para que não houvesse um confronto maior, porém quando eu preciso de sua ajuda, ele simplesmente imaginou que seria um trote... Quem brincaria com uma coisa tão séria?
Minhas lágrimas molham o meu rosto e algumas gotas caíram sobre a roupa do Miguel, em seguida seus olhinhos sentilaram a minha linhagem, na cor verde o que me fez chorar em alegria... Meu filho confia em mim, e por ele eu darei o meu melhor, quando a chuva passar vamos sair daqui...
O restante da tarde foi muito fria, ou talvez eu estivesse sentindo febre, porque nada conseguia me esquentar, sem contar as várias sequência de tosse que ardia a minha garganta, e a garoa não parava, meu filho chorando, eu já não tenho mais leite, apertei os meus seios e não saiu nada... Nada nem uma gotinha para alimentar o meu bebê, mesmo estando sentindo muita fome e frio, troquei meu filho e o cobri com uma manta, eu não posso deixá-lo com fome.
Preciso de ajuda vou até a cidade não é muito longe eu acho! No finalzinho da tarde a chuva parou e a lua estava admirável dividindo espaço com o por do sol... Com as minhas pernas bambas sai do carro e o deixei ali, caminhei com o meu bebê dormindo nos meus braços, após ele tanto chorar de fome, o que partiu meu coração em pedaços...
Caminhei um pouco tonta, porém juntei todas as minhas forças e continuei, antes que eu fosse muito longe, ouvi vários uivos seguidos... Já está no início da noite, tenho pouca visão e mesmo os meus sentidos de loba estão fracos... Continuo a caminhar com meu filho embrulho em meus braços, ao ver cinco lobos a minha frente grunhindo ferozmente...
Parei ao observa-los e os mesmos começaram a caminhar na minha direção, senti que eles vão me atacar, então dei alguns passos para trás
— Para! Por favor — Proferi olhando para trás e os olhando novamente a minha frente
— Porque eu pararia — O mesmo lobo hostil se levanta em forma humana — Se eu mandei você sair das nossas terras.
— Eu estou saindo, só me deixe passar com o meu filho, por favor — Segurei o Miguel com minhas duas mãos e o mesmo parou ao me olhar confuso
— Mais o aviso foi dado na primeira vez... — Dei mais alguns passos para traz, enquanto o mesmo caminhou até mim e segurou no meu braço — Agora já é a segunda... Lobinha fraca! O que devemos fazer com você?
Ele sorriu e os outros voltaram a forma humana e caminharam na minha direção, estou me sentindo fraca de mais, para me proteger do que, quer que esteja passando a sua mente, porém consegui me soltar dele e me afastei, Miguel começou a chorar e o mesmo veio para cima de mim, abracei o Miguel forte para protegê-lo... “Uivo forte e feroz” fez com que o mesmo parasse no mesmo instante.
Voltei minha atenção ao lado direito na qual eles olharam e se afastaram de mim, e um lobo marrom com uma listra preta sobre as suas costas se aproximou, seus olhos brilham na cor clara da linhagem do Varun, sei que não é ele...
— O que vocês pensam que iam fazer? —Indagou o mesmo, se levantando em forma humana. Como todos os outros tatuado apenas nos braços e peito, usando shorts escuro
— Essa louca estava procurando o seu irmão e agora a encontramos aqui novamente, próxima das nossas terras.
— Tudo bem com você? — Indagou o mesmo ao passar por eles e caminhar diretamente a mim.
Sua gentileza me fez assentir, em seguida tive uma enorme tortura... Tossi algumas veses e o mesmo me segurou ao me olhar com uma expressão de preocupação, o rosto do meu filho ficou a mostra quando a manta caiu ao chão, e no momento em que ele olhou, os olhos do meu filho reluzirem a linhagem do Varun e a surpresa em seu rosto ficou extremamente nítida, porque o mesmo me olhou em seguida!...
— Ajuda o meu filho ele está com fome! — Foram minhas últimas palavras, até sentir tudo se apagar...
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Atualizado até capítulo 87
Comments
mega droid
já é a segunda vez que leio esse livro e choro nessa parte!
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