“Evelyn Amaris”
Conforme fui me afastando da aldeia, meu coração foi ficando em pedaços, nunca imaginei que poderia chegar a este ponto, dirigindo sem rumo e com meu filho nos braços... Uivo comecei a ouvi vários uivos e um deles é do meu pai, minhas lágrimas insistem em cair. Olhei para meu filho e daí juntei minhas primeiras forças como mãe, eu não poderia fazer tal maldade com o meu bebê por capricho do meu pai, Miguel não pediu para estar aqui, e eu tenho toda a responsabilidade por ele...
Me afastei o bastante e parei o carro na estrada próximo de uma enorme arvore porque o meu menino está com fome, desliguei o carro e travei as portas e ali comecei a alimentá-lo, brinquei com ele algumas veses, mesmo que algumas lágrimas insistem em cair, e um nó na minha garganta começou a se formar... Eu tenho um pouco de dinheiro, mas não sei se é o bastante e até quando vai durar, meu celular está carregado, fraudas tenho alguns pacotes e roupinhas pro Miguel também, algumas coisas para mim será o suficiente até eu pensar no que vou fazer...
Duas semanas se passaram e eu estou aqui próxima ao território do Varun, porém parada em uma reserva ao lado de uma linha férrea sem ter para onde ir... Entrei em contato com a minha irmã algumas veses e mesmo não estando, conformei seus corações dizendo que estava, porém faz três dias que o meu celular está sem bateria... Mesmo sentindo muita fome, água eu bebo de uma mina próxima, estou feliz que eu ainda tenha leite para alimentar o meu filho.
Acordei cedo com uma tempestade forte, trovoadas e o barulho do trem, ouvi o chorinho do meu filho, que estava deitado sobre algumas cobertas no banco de trás do meu carro e eu sentada no chão abraçada com ele, minhas pernas doem muito pela posição, entretanto consegui me levantar e me sentar no banco pegando ele no meu colo... Seu chorinho é tão desesperador que me assunto, porém o deitei próximo do meu peito e com lágrimas em meus olhos, consegui ver ele se acalmando.
Antes que eu lhe desse de mama, pequei um potinho e abri a porta do carro e consegui pegar um pouco de água e dela eu pude beber... Na sequência alimentei o meu filho o fiz arrotar e na hora de trocar a sua frauda observei que seria o último pacote... Olhei na minha bolsa e só me restou apenas dois dólares, não tenho mais dinheiro e apenas meio tanque de gasolina no carro, com meu filho nos braços comecei a entrar em desespero, se eu voltar meu pai não vai me aceitar...
No meio desta tempestade ouvi alguém bater na janela do meu carro, deitei meu filho no banco do carro e coloquei algumas roupinhas dele mesmo, para que ele não caia no chão, mesmo que ele ainda não esteja virando e melhor prevenir! Fui para o banco da frente e abaixei o vidro, consegui ver um guarda municipal e o mesmo pediu que eu saia do carro.
— Moça eu sinto muito, mas você não pode mais ficar aqui! — Proferiu o mesmo que estava usando uma roupa de plástico sobre as suas e segurando um guarda-chuva na qual direcionou a mim para que eu não me molhe
— Senhor eu não tenho para onde ir... Tenho um filho recém nascido! — Referi com um aperto no peito, não dá para encontrar outro lugar que tenha uma mina próxima com pouca gasolina.
— Senhorita eu sinto muito, mas você não pode ficar aqui, vocês vão acabar morrendo — Seu olhar e sério e o mesmo coçou sua cabeça ao continuar — Moça se você não tem para onde ir, lhe aconselho que entregue seu filho para a adoção e tome de um vida normal.
— Você ficou maluco? — Senti o meu interior de loba falar mais alto, porém estou muito fraca para uma transformação por sorte dele, mas meus olhos reluziram a minha linhagem, o que fez o mesmo dar um passo para trás — Eu não cheguei até aqui, mesmo que seje no fundo do poço, para abandonar o meu filho agora
— Calma eu apenas lhe ofereci uma opção, porém você não pode mais ficar aqui! Eu sinto muito —Seu olhar de pena, me deixou sem chão e sem rumo novamente... Apenas assenti
— Tome fique com isso! — O mesmo me presenteou com o seu guarda-chuva, dando um leve sorriso e se afastando perante esta tempestade...
Estava segurando o guarda-chuva sobre mim, porém o abaixei é comecei a sentir os pingos da chuva me molhar e os trovões estrondante ecoar... Abri a porta do carro e me sentei no banco da frente, notei que o meu bebê está quietinho, então não consegui mais me segurar, desabei em lágrimas.
Levei minhas duas mãos sobre o meu rosto e a minha vontade era de gritar, mas se eu fizer isso vou assustar o meu filho, chorei angustiada, que mãe eu sou? Meu filho mal nasceu e olha a situação precária na qual ele está, sem teto, sem pai, quase passando fome, se o meu leite acabar e ele não tiver o que comer? Eu não quero entregar o meu filho a ninguém, eu não quero isso.
Seu chorinho me deu um choque de realidade, limpando minhas lágrimas, fui para o banco de trás, me sentei ao seu lado e peguei meu menino nos meus braços... Acariciei seu rostinho e neste momento seus olhinhos cintilaram a linhagem do seu pai, Varun!
Isso ele precisa saber que tem um filho, Varun não precisa fazer nada por mim, apenas pelo Miguel, até que eu conseguir tomar um rumo para a minha vida... Com um pouco de esperança, e com Miguel em meus braços, sentei no banco do motorista.
Estou próxima do seu território, então não vou precisar usar muito do combustível do carro, dei partida no automóvel e ele não quer pegar, mas que merdä, dou partida duas, três veses e nada... Segurei o volante com uma de minhas mãos e apertei, fechando meus olhos, não é possível...
Miguel fez um barulhinho fofo o que me fez olhá-lo, e ver sua boquinha Banguela, sorri porém também senti um pouco de tontura, passei a mão sobre o meu rosto e mais uma vês dei partida no carro e desta vês ele ligou, respirei aliviada e voltei minha atenção ao meu filho.
— Eu espero que o seu pai me ouça filho?
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Atualizado até capítulo 87
Comments
ARMINDA
CARAMBOLAS EVELYN VAI LÁ FALAR COM O PAI DA CRIANÇA.
2024-10-12
2
Mellika Duarte
que desespero já aconteceu isso comigo mas eu já tinha 60 dias que tinha tido minha filha
2024-08-03
5
Maria José Diniz
tomara que ele não tome dela
2024-07-18
2