Paro o pivete que vai me puxando, e volto para resolver a questão de como vai ser o pagamento, não vou ser babar e treinadora de ninguém de graça, mais o valor não será em dólar, pois não precisa de dinheiro.
Ele estava parado me olhando, olhando para baixo na verdade, com o sorriso de pervertido, e posso apostar que olhava para minha bunda. Ele levanta o olhar quando ver eu e o pivete nos aproximando dele de novo.
— só uma pergunta oh chefe, eu posso até ser a babá do pivete, mais o que eu vou ganhar com isso?
ele da risada colocando a mão no rosto.
— receberá o salário de babá, como manda a Lei, seu salário será depositado em uma conta, e quando sair daqui, poderá usar como quiser.
— espera. um mafioso falando de lei? Sério isso? rsrs coisa de outro mundo, mais Eu não preciso de dinheiro, o que tenho, dá pra pagar esse sorriso que você tem na cara.
— meu sorriso vale milhões senhorita Moretti, duvido que tenha encontrado algum assim em alguma boca por ai
— parece que é mais barato que o seu ego, pois já vi sorrisos mehores.
— não reclame, e vai trabalhar, ele tem escola daqui duas horas, então melhor levar ele logo para almoçar e se arrumar, e levar ele, porque é você que vai leva-lo.
Ele vai me deixar levar o menino assim? sozinha? se eu fosse uma pessoa ruim?
— não faça essa cara, você vai com dois soldados meus, não me arriscaria em deixar você sozinha com meu filho fora dessa casa, ainda não confio em você.
— idiota. — falo só mexendo os lábios, mais tenho certeza que ele me tendeu bem, já que olhou para eles, e ainda serrou os olhos para mim.
dou um sorrisinho, só pra provocar.
— vem Lua, vamos que temos muitas coisas para fazer, antes de eu ir para a escola.
Oh vida boa essa, virei baba, uma mafiosa agora cuidando de um pivete.
Mas até que ele não é tão ruim, não é aqueles meninos mimados que enche o saco, ele até é legalzinho, e ainda me livrou de ter que limpar essa casa toda.
Ele me leva até o quarto dele, e me mostra uma coleção de coisas que ele mais gosta, mais percebo que alguma coisas ele fica um pouco triste.
— porque você é bipolar? Uma hora ri, outra hora chora, não entendi, você tem um manual pessoal para que eu possa ler e te entender?
— é porque essas coisas minha mãe guardou para mim, e essas meu pai e a Amara foram me dando.
— não chama a Amara de mãe porque?
— porque não, ela não é a minha mãe, e não ocupa bem o posto de "mãe."
Ele fala abaixando a cabeça, e eu passo a mão nos cabelos dele bagunçando tudo.
— o que ela faz com você?
— não posso contar, nem pra você nem pra ninguém.
— vamos combinar uma coisa, fala uma palavra mágica.
— abra cadabra?
— sabia que ia dizer isso... mais vamos lá, todas as vezes que você me contar uma coisa, você usa essa palavra no começo da conversa, e aí eu vou guarde esse segredo a sete chaves e trancar para sempre.
— promete?
— claro que sim, e quando eu tiver uma fofoca que só eu e você poderemos saber, eu farei o mesmo combinado?
ele balança a cabeça, e fizemos um juradinho com os dedos.
— agora desembucha, me conta tudo.
— agora ela não faz mais nada, mais ela antes, quando meu pai não estava, me deixava trancado aqui no meu quarto o dia todo, e as vezes me deixava sem comer, e dizia que era eu que não queria comer, só para se fazer de "boa mãe " e cuidar do doente, e muitas vezes, puxava meu cabelo quando me acordava para ir para a escola, as vezes tão forte, que eu ficava com dor de cabeça, e ela dizia para meu pai que eu estava doente.
ele respira, e continua a falar.
— as vezes, pegava agulha, e furava meus dedos, falava que era castigo, por eu ser mal criado, me colocava pra dormir na frente do meu pai, mais de madrugada me levantava da cama com tudo, e me jogava em baixo do chuveiro, na água fria, e me deitava na cama de novo, me deixando todo molhado, as vezes me dava carne crua para ele comer, dizia que era vitamina, mais era horrível, e quando eu não comia, ela me deixava com fome de novo.
Que mulher louca.
— entre outras coisas mais leve que ela fazia, que era me beliscar, puxar minha orelhas, e falava que eu não valia nada, que meu pai não me amava.
— até quando ela fez isso com você Nick?
— ela parou tem uma semana, mais tenho medo de ela voltar a fazer, por isso quero você como minha babá, assim você me ajuda né?
— porque não contou para seu pai?
— porque ela me ameaça, ela fala que ele não vai acreditar em mim, e ela dorme com ele, ou ela mata ele, ou ela faz ele me colocar em um colégio interno, e eu não quero ficar longe do meu pai Lua.
— Tipo um internato? — ele confirma com a cabeça, e agora eu fiquei com raiva dela, e já que o patrão me quer tanto aqui, ela vai saborear do meu veneno.
— vamos descontar muitas coisas que ela fez com você, vai tomar um banho e vamos para a escola, depois faremos uma lista de traquinagem contra ela tá bom?
— e se ela vim para cima de mim?
— eu mato ela — ele arregala os olhos para mim. — ué, eu aprendi de tudo Nick, de tudo que você possa imaginar, faço tudo o que seu pai faz sabia?
— conta outra. — o pivete desacreditou de mim? .ah não.
— sou sim pivete, o que você quer que eu faça para te provar?
— de que máfia você é?
— sou herdeira da máfia italiana.
— eu sou o herdeiro da máfia do meu pai, você também né — balanço a cabeça dizendo que sim.
— me prova que você é tão boa quanto meu pai, ele faz coisas sinistras, e você também vai ter que fazer para me provar que é.
— vou te ensinar as lutas, e tudo que você precisará aprender para se defender, quando você estiver um pouco maior, faremos outros tipos de aula, vou te ensinar com forme eu aprendi.
— me faça uma pequena demostração.
— o que quer que eu faça?
— agora não, mais quando eu chegar da escola, você passará por algumas provas, aí te dou o título de mafiosa do ano.
Esse muleque é sabido de mais para a idade dele, e já não acho tão criança assim, melhor para mim, não serei baba 100%, serei mais amiga e treinadora, quem sabe o pai dele vendo, não me ajuda logo.
Boto ele para tomar banho, e pergunto se ele quer ajuda para lavar aquela bunda branca dele, ele diz que não e vai para o banheiro rindo.
Estou olhando o closet dele, retiro o uniforme escolar e coloco em cima da cama.
o cheirinho das roupas dele, me fez voltar no tempo, quando eu era criança, e minha mãe vinha me arrumar para ir para a escola.
como será que eles estão, meus olhos até se enchem de lágrimas, espero que estejam bem, vou precisar dos meus pais comigo, para quando sair daqui, termos nossa família de volta, nossa vida de volta.
farei a Rayane entrar na vida da máfia, pois juntas, vamos comandar aquela máfia toda.
pego a roupinha, e levo até a cama deles e deixo exatamente como a minha mãe deixa a minha, toda esticadinha.
De repente, a porta se abre com tudo, e lá vem a "patroa".
Bora começar uma guerra, pois o Nick agora, é meu pupilo de ouro, protegerei com tudo.
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Joelma Portela
eu sabia que Amara nao era que flor que se cheirasse
2025-02-06
0
Isa Abreu
Ela já ia maltratar o garoto??
2024-12-07
0
Joelma Portela
estou anciosa por esse momento.
kkkkkkkkkk espero que o Nick se vingue na Amara
2025-02-06
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