Eu pego o lenço da cama, e amarro no meu corpo, como se fosse um vestido tomara que caia, olho no espelho e dou uma volta, vendo a obra de arte que eu inventei.
— olha, até que ficou bonito, colocar um véu aqui, já vou poder me casar.
eu vou até a sacada do meu quarto, e posso ver alguns seguranças rondando por ali, são muitos acho que por aqui não dá para fugir, me debruço para ver até onde vai essa segurança todas e se pelo muro, eu poderia pular.
Mas, seria missão suicida sair por aqui, mas amanhã eu darei um jeito que olhar melhor pela casa, deve ter uma falha aqui, e é dela que eu vou me aproveitar para sair desse lugar, já que ele não vai me ajuda, então nem tem motivos para eu ficar aqui.
Mas, se eu conseguir, posso fazer ele mudar de ideia. só preciso de um plano perfeito para isso, já vi que ele está caidinho por mim, mais um pouquinho ficaria maluco subindo pelas paredes.
Na minha casa eu conheço cada pedacinho, então ali, não tem como eu não fugir de ninguém.
Me deito na cama, e de bruços eu caio no sono logo, minha posição preferida para dormir.
Acordo com batidas na porta, como eu odeio acordar cedo, parece que nem dormir.
Me levanto me sentando, e esfregando os meus olhos, e mando entrar.
— menina, vamos acordar, temos trabalhos a fazer, vai se arrumar coloca o uniforme, senão o patrão vai brigar porque você está acordando tarde.
abra a boca bocejando, sem vontade nenhuma, me levanto e vou fazer a minha higiene.
Pego o uniforme, e isso é patético de mais, humilhação sem tamanho. Mais esse Mafiozinho me paga, ah se vai, vai me pagar muito caro por isso tudo que ele está fazendo comigo, só vou tentar essa semana, se eu ver que não deu certo e ele não vai mesmo me ajudar, eu dou no pé.
Depois de arrumada, saio atrás da Lu, e ela já me dá uma lista de afazeres, olho para aquilo, vou passar o dia todo fazendo essas coisas, uma casa desde tamanho para eu sozinha limpar, tô ferrada.
— toma seu café logo menina, e vamos começar a trabalhar, você viu aí hoje temos muita coisa para fazer, então para não ficarmos o dia todo fazendo, vamos nos adiantar logo.
Cheia de ânimo, eu tomo meu café, enrolando mais que linha em carretel, para não ter que fazer aquela listra monstra.
mas, sem ter para onde fugir, sigo para a primeira tarefa do dia. Limpar a sala.
a sala daqui é do mesmo tamanho da sala da minha casa, e agora eu só sei que é grande demais porque é eu que estou limpando, sempre achei pequena, mas agora vejo o quanto esse povo rico é exagerado.
Eu saindo daqui, vou comprar uma casa que tem a cozinha e quarto só, hoje eu sei o trabalho que dá limpar uma casa, e tudo por culpa do Rei.
Esse homem vai pagar caro, minha vontade é soltar todo o pó do aspirado na cama dele, e deixar ele pegar uma doença respiratória, e aprender a respeitar uma mafiosa como se deve.
Agora estou eu aqui, tudo culpa do meu pai, que preferiu fugir, a ter que matar o traidor, eu pagando o pato, faxinando uma casa, que nem é minha.
Quando eu estou aspirando escuto vozes, Olho para a direção de onde vem, vejo todos indo para a sala de jantar, o casal 20, e um menino de aproximadamente uns 7 a 8 anos.
Eles não me vê, até parece que eu estou invisível aqui, os empregados da casa da minha mãe, eu nunca tratei mal, eu sempre cumprimentei todos, sempre foi social.
porém, o menino me olha curioso, traveso, tem cara de quem gosta de aprontar. E posso garantir, que o pai não faz nada.
Olho para aquela danada daquela lista, ainda falta muito coisa, e vou para a segunda parte da lista, que é arrumar os quartos, e lá vou eu, só espero não encontrar camisinha jogada por ali, se eu achar eu vou tirar foto, e vou jogar nas redes sociais só para ele aprender a tomar vergonha na cara dele e colocar essa merda no lixo.
O bom, é que a Lu escreveu detalhadamente o que eu tenho que fazer, arrumar as camas, tirar o que está espalhado, passar pano nos móveis e aspirar cada cômodo.
Parece pouco para quem olha, mais com tantos cômodos que essa casa tem, aposto que só terminarei de noite, e isso deixando alguma coisa para amanhã, por quer hoje, eu tenho certeza que não termino.
tenho que dar um jeito de mudar de profissão, não me dou como dona de casa, nem era para mim estar fazendo isso, que palhaçada desse cara viu.
mas eu preciso aguentar, eu preciso ser forte, pois eu preciso dele, não sei bem a quem recorrer nesse momento, e já que eu estou aqui farei de tudo para conseguir, só saio daqui com ele e a máfia dele junto para atacar aqueles malditos.
Mais é muita humilhação para uma mafiosa da minha categoria, preferia está socando a cara de 100 homens, a ter que limpar essa casa.
Começo aspirando o quarto dos fundos. é um quarto de hóspedes, a cama já está arrumada, então é só pó pra tirar e aspirar.
Sem paciência para passar o pano, eu saio passando o aspirador mesmo, em cada móvel ali. Tô em aí, não vou receber salário, então vou fazer do meu jeito.
Vou para o quarto ao lado, e é o quarto do casal... Eu acho, mais quando eu abro o closet, só tem roupas dela, o que indica que ele não dormem juntos, hum bom saber disso. Até gostei dessa.
Depois de arrumar o quarto da madame, vou para o quarto da frente, um quarto sobrinho, e posso apostar que esse é o dele.
Quando eu abro o closet, tirei minha dúvida, todas as roupas dele estão aqui.
Limpo também cada pedaço, com o aspirador, nem ligo se vai ficar alguma coisa.
E vou para o próximo, que é o quarto da criança, mais quando eu entro, uma voz chata chama minha atenção.
— o que você está fazendo no meu quarto? — o pivete fala cruzando os braços, me desafiando, esse é pior que o pai.
— estou arrumando, você não está vendo? você só sabe bagunçar, na sua idade eu já lavava até o teto da minha casa, e não fazia tanta bagunça como você.
— conta outra, você tá limpado meu quarto de qualquer jeito.
— mais eu nem comecei pivete, você fala de mais, que tal você ficar caladinho, e deixa eu arrumar logo, porque a lista é grande, e você está me fazendo perder tempo.
— ah, você é a nova empregada, meu pai estava brigando com a Amara por sua culpa sabia? e pelo jeito vice tem cara de ser encrenqueira.
— sabia que eu estou aqui sendo obrigada pelo seu pai? Que tal me dar uma forcinha? Me ajudar a fugir, e eu não serei mais o motivo de seus pais brigarem.
— você acha que sou besta é? Se você está aqui obrigada, é porque deve ter feito alguma coisa com meu pai, e eu não vou me meter nisso não.
— muleque, eu não devo nada para o seu pai, ela me roubou dos meus pais, e me trouxe para cá para ser escrava dele, escrava dessa casa e escrava sua, porque tenho que limpar essa bagunça que você faz todos os dias. olha isso..
vou até onde está os sapatos dele, que estão esparramados pelo quarto.
— quantos pés você tem?
Ele cruza os braço e bate o pé no chão, e fica me olhando, tipo me avaliando.
— tenho uma proposta melhor, que tal você ser a minha babá?
Olho para ele, e um menino desse tamanho precisa de babá? aonde?
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Natalicia Coto
Arrasou bonita nessa estória parabéns escritora
2025-01-27
2
Josi Gomes
DEVIA TER IDO PEDIR AJUDA DOS BELMONT
2025-01-24
2
Adriana Mentoring de Mulheres
🤣🤣🤣🤣
2025-01-03
0