Na academia da mansão, a emoção contagia à todos que observavam as irmãs emocionadas num abraço afetuoso.
Ao se separarem, se entreolhavam e sabiam que precisavam conversar, precisavam esclarecer as coisas e Helena tinha muita curiosidade para saber mais sobre a mãe delas, tinha essa necessidade em sentir-se mais próxima a mulher que lhe deu a vida.
Nicole precisava também se desculpar. Precisava estar em paz com tudo o que ela fez a irmã no presídio, e Helena sabia bem que ela tinha essa necessidade em se desculpar, mesmo que não fosse necessário, já que a mesma não tinha noção de que eram sangue do mesmo sangue.
Olhando para todos ao redor delas, Helena reverencia em sinal de respeito o seu mestre, de relance acena para o seu tio e sorri para o seu pai e Danilo.
Lion que retribui o aceno, sente algo ao fitar Nicole. A mesma o olha com uma intensidade que ambos não sabiam se aquilo que a primeira vista, seria bom para eles. Leonardo percebeu uma troca significativa de olhares. Não falou nada ao primeiro momento, esperando a sua filha arrasta-la dali.
Quando isso aconteceu, viu o quanto o seu irmão estava inquieto e desconfortável. Se aproximando do mesmo, ele coloca a mão sobre o seu ombro, o fazendo enrijecer o seu corpo pelo toque. Sentou -se apreensivo, pois, sabia que ela era proibida a ele. Afinal, era enteada do seu irmão.
- Eu vi a troca de olhares. Se está pensando em brincar com ela, desista. – Mesmo sendo calmo e sereno, as suas palavras eram duras num semblante sério.
Engolindo em seco, Lion encara o irmão e assente sem emitir qualquer som da sua boca. Afastando-se, ele segue sentido contrário as meninas indo para o arsenal de armas e local de treinamento de tiros. Lá, ele descarrega toda a sua frustração nos alvos em que atira com precisão.
Enquanto isso, Helena adentra na cozinha puxando a sua irmã para que possa beber água e ver se a sua princesinha já acordou. Queria que as duas se conhecessem logo antes que iniciada em uma conversa que precisavam ter.
- Está com fome Nicole? – Se servindo de uma água gelada, ela a indaga.
- Já sim. Cadê a minha sobrinha? – O seu olhar percorre pelos lados que ela tente alcançar onde Júlia está.
- Ainda deve estar dormindo. Mas em breve a mamata dela vai acabar. As aulas acontecerão.
Ambas sorriem do que Helena faliu e seguem até o quarto para que possam conversar a vontade.
O quarto era amplo. Em tons pastéis na parede, cama estilo princesa King size, uma imensa sacada que dava acesso a uma visão espetacular da piscina e estufa. Muitas coisas naquele quart o, faziam Nicole se lembrar do passado e do quarto que elas tinham e preferiam dividir quando crianças onde moraram até acontecer o atentado e morte da mãe delas.
- Nossa, aqui é lindo. – Essas foram as únicas palavras que conseguiu pronunciar.
Helena sorri dos olhos brilhando, boca aberta e vislumbre da sua irmã. Senta-se na beira da cama e fica observando-a andar pelo quart o até que se deu conta de que estava sendo observada. Preferiu sentar no tapete frente a sua irmã como se fosse uma criança para ser repreendido pela mãe.
Aquilo foi até engraçado, mas não iria pressiona-la. Pigarreando, Helena a questiona.
- Estamos aqui no meu quarto. Preferi te trazer aqui pois não sei onde será o seu. Então, o que tanto quer conversar? – O seu olhar é curioso.
Por alguns segundos, Nicole franziu os lábios pensando em como começar aquela conversa. Respirou fundo e resolveu começar pelo óbvio, um pedido de desculpas.
- Primeiro quero te pedir desculpas por tudo na prisão. Sei que poderia ter pegado leve, mas você viu que se não for audaciosa ali dentro, podemos nos dar mal.
- Eu entendo. Não se preocupe que não guardo mágoas. Confesso que fiquei surpresa por saber que era a minha irmã porém, me senti triste por você saber e nunca me falar nada.
- Helena, eu não falei nada por medo de me rejeitar. Sei que jamais faria isso, pelo menos agora eu sei. Mas, na época em pareceu o certo a se fazer. Me desculpe por isso.
Abaixando-se, Helena segura nas mãos da sua irmã para lhe transmitir todo o amor e sinceridade para alguém que sofreu bem mais do que ela.
- Tudo bem minha irmã. Isso tudo agora é passado, mas gostaria de saber mais sobre a nossa mãe.
Os olhos de Nicole brilhavam tanto quanto os de Helena ao tocar sobre a doce Heloisa. A emoção era evidente naquele brilho. Um suspiro longo e profundo foi dado por ela antes de começar a contar como era a mãe. Falar dela era tão fácil, mas ao mesmo tempo difícil. Porque doía a imensa saudade que sentia.
Nicole começou a contar das coisas que lembrava e de como era a mãe delas com as meninas e tudo o que ela tentava passar para ambas não deixarem os seus valores por nada e nem ninguém e se manterem unidas. Falou também sobre Leonardo, como o mesmo a acolheu como filha e o quanto sempre foi justo e nunca a descartou mesmo depois do nascimento de Helen, já que tinha um elo sanguíneo com ele, mas que o mesmo sempre deixou claro que não importava esse elo, ele sempre teve duas filhas. Tanto que demorou um tempo para encontra-la e quando aconteceu, ajudou a s duas e agora não deixaria que nada e nem ninguém as fizessem mal.
...~~~~~~
...
Na grande sala daquela mansão, Josefa acabava de sair da cozinha com pequena Júlia que havia acabado o seu café da manhã que ao avistar o seu avô e os rapazes numa conversa sentados ao sofá , a menina corre em direção a eles sorrindo.
- Vovô, vovô, onde está a mamãe?
Pegando-a no seu colo e sentando-a sobre os seus joelhos, Leonardo sorri para a sua doce netinha, mas a repreende por não ver os demais e nem os cumprimentar como uma criança educada que é.
- Júlia, minha querida, não deve chegar assim até mim ou qualquer outra pessoa sem antes cumprimentar quem está ao lado. É mal educado não fazer isso.
Mesmo falando gentilmente com um sorriso, Júlia ficou constrangida e abaixou a sua cabeça e murmurou.
- Oh.
Erguendo seus grandes olhos em direção ao seu avô, ela morde o seu lábio e olhando ao redor, vê que não estavam sozinhos. Ela sorri e os cumprimenta.
- Bom dia a todos.
Em uníssono e derretidos por aquele ar juvenil cheio de inocência respondem ao cumprimento daquela menina doce.
- Bom dia!
Olhando para o seu avô, Júlia pensou em questiona-lo sobre a sua mãe, mas não foi preciso. Ele mesmo lhe respondeu com a sua voz suave e tranquila.
- Sobre a sua mãe, ela está ocupada agora com a sua tia.
- Tia?! Eu tenho uma tia?
- Sim. Ela é irmã da sua mãe. Logo você irá conhece-la. Agora vá com Josefa ao jardim para brincar que logo retornará para a escola.
- Tudo bem vovô.
Ela dá um beijo na bochecha do seu avô antes de descer do seu colo. Todos que observavam aquela cena, sorriam por ver um Leonardo sério, compenetrado, frio e cruel com os seus inimigos, estava ali rendido por uma garotinha de 8 anos.
Assim que a menina sai com Josefa até o jardim, Alonso disfarça seguindo as duas já que se interessou pela babá que não é tão nova assim.
Danilo percebeu o seu interesse e o viu sair de fininho, mas achou melhor não falar nada por enquanto. Ele sempre quis que o seu pai refizesse a sua vida após a morte da sua mãe, mas nunca o viu assim interessado por ninguém durante anos.
Mas iria alerta-lo de não brincar com Josefa, já que o seu pai nesses últimos anos tem estado com mais mulheres do que qualquer homem mais novo possa imaginar estar. Ele havia percebido que a mesma não é o tipo de mulher que curte somente uma noite ou algo sem compromisso.
Enquanto isso, ele, Lion, Leonardo e Cleri a respeito do primeiro dia de treino de Helena, os surpreendendo com os elogios do seu treinador que vê grande potencial na mesma.
...~~~
...
Ravi estava na sua mesa tomando o seu café sossegadamente quando a sua empregada trazendo consigo uma caixa o entrega.
- Senhor, deixaram essa encomenda para o entregar.
- Pode deixar aí Miranda. Pode se retirar.
Ela se despede e retorna para a cozinha. Quando percebeu que não havia nada além dele, Ravi inclina-se sobre o embrulho tentando ouvir se poderia ser uma bomba. Não ouvindo nenhum barulho, ele abre o embrulho com cuidado.
Ele não acredita no que vê. Uma boneca com a cabeça decepada e no rosto da mesma uma foto da sua até então esposa, sangue por todo o objeto e um bilhete que ele pega com as mãos expressando uma raiva latente.
“Hoje é uma boneca, amanhã será a sua doce esposa. Você pagará por tudo o que me fez.”
Fechando a sua mão em um punho amassando o bilhete o soco sobre a mesa expressa toda a raiva que ele está sentindo.
- Quem quer que seja, eu acabarei com você antes.
Imediatamente ele se levanta e ao pegar o seu terno na cadeira, ele sai rumo ao seu escritório, mas antes, pede ao seu fiel funcionário que dê um fim naquela caixa.
...~~~~
...
Um telefone toca insistentemente acordando a pessoa de um sonho que queria muito que fosse real.
A sua voz mau humorada e rouca ecoa após atender.
- O que você quer?
- A encomenda foi entregue.
Ao escutar aquilo, um sorriso logo se fez desfazendo o mau humor instantaneamente.
- É como ele reagiu?
Após um breve silêncio, escuta-se a resposta que esperava ouvir.
- Com certeza ficou com muita raiva. Ele saiu da mansão espumando ódio.
- Ótimo. Eu quero que fique bem desestabilizador. Agora aguarde minhas novas instruções.
- Perfeitamente.
Ao encerrar a ligação, a felicidade era tamanha que correndo até o seu bar na sala, serviu-se de uma taça de champanhe.
- Um brinde a mim que em breve farei de você Ravi Mitchel totalmente desestruturado. Kkkkk
^^^Continua...^^^
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Atualizado até capítulo 97
Comments
Anonymous
As cobras endoidaram. Cobra engolindo Cobra.
2024-09-25
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Allekssandra Xavier Joaquim
fiquei sem entender quem é o Dom Marcos?
2024-07-14
1
Joelma Portela
estou anciosa por saber quem é essa pessoa.
2023-08-10
0