Ainda inebriada com a presença marcante daquele senhor na sua frente, Helena sorri sem conseguir falar nada. Sentindo o toque no seu ombro da sua empregada e amiga, ela cora envergonhada.
Fora pega de uma forma como se fosse uma criança pega no flagra por ter feito travessuras. A doce voz daquela menina que o olha fixamente assim como a sua mãe segundos atrás fazia o mesmo, o indaga curiosa.
- O senhor é o que do meu vovô?
Sorrindo e desviando o seu olhar em direção a pequena, ele se inclina para tentar ficar da sua altura mas não consegue muito por estar velho e sentindo a coluna doer por uma lesão recente.
- Eu sou compadre e amigo do velho Leonardo e você pequena?
- Hum, eu sou a Júlia neta dele e filha dela a mãe mais linda de todas! – Com o dedo indicador mordiscado pelos seus dentinhos, ela fala com um brilho e alegria no olhar.
Ajeitando a sua postura, ele olha para Helena que parece estar frente a Danilo mais velho e imagina o quanto ele ficará ainda lindo com a idade do seu pai.
Todos naquela sala riem da pequena e o seu comentário. O seu olhar logo se direciona novamente para Josefa que fica logo encabulada. Helena percebe a troca de olhares daqueles dois que não a enganam pois, ela já viveu aquilo antes, um suspiro resignado ela dá por se lembrar o quanto foi tola em agora ter a certeza de que o sentimento foi único e amou sozinha.
Mas agora, nada disso mais a importava. Ela ficou os observando e torcia para que Josefa fosse feliz, ela merecia tanto quanto qualquer outra pessoa. Ela muito mais, por ser uma ótima mulher que nunca teve um amor na vida, pelo menos é o que ela pensa que ela nunca teve.
Não querendo atrapalhar, mas já o fazendo, um pigarrear atrai a atenção daqueles que parecem ter se enamorado à primeira vista. E preferindo deixar para um outro momento toda aquela bolha romântica, eles acabam por sair de um transe olhando para àquela que está sorrindo olhando para os mesmos.
- Josefa querida, poderia nos dar licença.
Sem graça, ela assente.
- Sim, senhora. Com licença, vamos bonequinha. – O seu olhar é direcionado a pequena que estende a sua mãozinha sendo agarrada pela mesma saindo dali.
Vendo que estão sozinhos, Alonso tenta se desculpar por sua indelicadeza, já que acabou por se sentir um tanto acuado e ao mesmo tempo preocupado com receio de prejudicar aquela linda senhora.
- Lena, me perdoe, não desejo prejudicar ninguém e...
Ela o interrompe.
- Não se preocupe senhor Ritchele, eu quero conversar com o senhor em particular sobre outra coisa. Vamos caminhar um pouco?
Sorrindo e abrindo caminho, ele assente e ambos seguem pela sacada lateral indo ao jardim de inverno numa estufa com várias espécies de rosas e orquídeas.
O silêncio estava presente entre eles, que ao chegar naquela estufa com belíssimas flores e um cheiro maravilhoso de uma mescla de perfume, avistaram um jogo de mesa com cadeiras de metal e sentaram-se. Ela, resolveu quebrar aquele calar entre eles.
- Senhor Ritchele...
- Por favor Helena, me chame de Alonso.
- Oh, sim, senhor, quer dizer, Alonso, eu soube por Leonardo que chega a ser um pouco estranho chama-lo de pai no momento, mas... enfim, eu gostaria de saber mais sobre a minha história e a minha mãe se o senhor puder me contar.
- Claro querida, vejamos...
Ele começa a contar sobre a linda e empoderada Heloisa que enfrentou muitas pessoas para estar com o seu marido, viveram uma linda história de amor e o destino quem os separou de forma brusca e dolorosa.
...~~~~~~~...
O homem que observava a mansão em que Ravi estava, agora estava frente a uma porta com um pequeno círculo na mesma em que ele olhava atentamente para a pessoa sobre a maca.
Toda aquela aparelhagem, fazia com que a mante-se sob controle. O médico que está há um certo tempo fazendo todo o possível para ajudar, se aproxima.
- Dom Marco, sinto informar, mas precisei fazer por hoje a sedação.
- De novo, teve uma recaída? – Ele meneia a cabeça com um suspiro profundo em tristeza.
- Sinto muito. Mas sim, a agitação de hoje é sobre o homem que foi o responsável pelo seu transtorno.
Cerrando os punhos e travando o maxilar, Marco se enfurece ao se lembrar que aquele odioso está atrás das pessoas que ele ama e que foi o responsável por quem ele mais preza, estar ali naquela cama.
- Aquele maldito irá me pagar caro. Por favor doutor, continue ajudando e fazendo o possível.
- Sim, senhor.
Afastando-se de Dom Marco, ele continua a observar a sua preciosidade parecendo tranquila no seu sono profundo e mais uma vez, ele promete a si mesmo se vingar por todo o mal que o conhecido como “escuridão” irá pagar.
...~~~~~~~...
Depois de um dia tenso, já estava a anoitecer e Ravi que se mantinha em posição fetal na sala logo após chorar, sente o seu celular vibrar e tocar no bolso da sua calça.
Na esperança de ser a sua amada, ele atende imediatamente.
- Alô meu amor.
- Ravi Mitchel, não sabia que era tão importante assim para você. – Do outro lado da linha, a pessoa ri em deboche.
Revirando os olhos e franzindo o cenho, ele tenta puxar da sua memória quem estava o ligando, mas não conseguia e o indaga desconfiado.
- Quem está falando?
- Assim você me magoa meu amor, mas logo saberá quem sou. Você será de grande ajuda.
- Quem é você?
- Logo saberá meu amigo. Kkkkk.
- Alô, alô.
Ravi pragueja logo após se dar conta de quem o ligava ou era trote ou era alguém que queria alguma coisa com ele, mas deu de ombros resolvendo subir até o seu quarto e se arrumar para procurar a sua esposa.
Conversando animadamente na estufa, Helena e Alonso nem perceberam a chegada do seu pai e advogado que os olhavam admirados pelo entrosamento entre eles.
Por não quererem que principalmente Helena e Júlia os vissem sujos de sangue, eles percorreram pelo perímetro da casa para irem ao quartinho próximo de onde estavam.
Mas, por ouvirem vozes e risos, tendo a voz da sua amada sendo reconhecida por ele, Danilo resolveu espiar pela fresta da porta quem estava com ela e o que faziam.
\- A minha filha é linda né? – Leonardo murmura orgulhoso e percebendo o encantamento que aquele rapaz está por sua filha.
Um sorriso se forma nos seus lábios fazendo uma curva tão extensa que parece que é o mais belo de todos os monumentos que já vira na vida.
\- Sim, senhor. Linda! - O sorriso bobo está estampado no seu rosto.
Meneando a cabeça e rindo, não há como se aguentar sem rir vendo a reação de um homem feito e acima de tudo ser um integrante da máfia canadense estar totalmente rendido pela sua filha praticamente babando por ela. Dando-lhe uma leve cutucada na sua cintura após se recompor, já que também esteve nessa mesma situação antes com a sua amada Heloísa, ele acena para que o acompanhe já que não estão apresentáveis para a sua doce Helena, afinal, ela nem imagina o que eles fazem além de um ser empresário e o outro advogado. Relutantemente, ele segue o seu futuro sogro até o pequeno cubículo para se limparem e vestirem roupas limpas.
^^^***Continua***...^^^
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Atualizado até capítulo 97
Comments
Anamaria Dos Santos
Será que é a mãe da Helena que está viva
2025-01-25
0
dandara garcez
Feliz Natal! ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2024-12-24
1
Mara Melo
Está tudo misterioso , mesmo porque a história é o passado dos personagens estão sendo contados entre eles e não para os leitores .
2024-10-18
0