Perdida nos seus pensamentos, o mordomo da casa, Prince, está parado próximo a ela. Percebendo que ela está tão inerte nos seus pensamentos, ele pigarreia para atrair a sua atenção.
Colocando a mão no seu peito, ela vira-se assustada.
- Perdão madame. - Vendo o seu estado, ele se desculpa.
Com um sorriso sem graça, ela assente.
- Tudo bem. O senhor é?
- Oh, queira me desculpar, eu sou Prince. Sou o mordomo da casa, madame.
- Muito prazer senhor Prince.
- Vim saber se a senhora precisa de alguma coisa.
Ela nega.
- Não. Está tudo bem. Obrigada.
- Perfeitamente madame. Ah, antes que eu esqueça...
Ele leva a sua mão ao bolso e estende-lhe um celular para Helena. Hesitante, ela arqueia a sua sobrancelha e o olha em interrogativa.
- O senhor Ritchele pediu que lhe entregasse isso. Para se comunicarem melhor e com quem quiser falar senhora.
Mordendo o lábio, olhando para aquele aparelho na sua frente, ela estende a sua mão pegando-o.
- Muito obrigada!
Ele acena, girando os calcanhares se retira.
Helena suspira e logo o seu pequeno furacão adentra com Josefa que ainda está desconfiada e assustada olhando tudo ao redor.
- Mamãe!
Rapidamente, colocando o celular sob a mesinha de centro, ela se abaixa para pegar a sua garotinha no colo.
- Meu amor.
Olhando para Josefa, ela gesticula para a mesma com a cabeça em questionamento do que houve. Acanhada, ela se aproxima da sua patroa e indaga.
- Senhora, nós vamos ficar aqui?
Querendo rir pelo jeito tacanho da babá da sua filha, Helena se endireita e ao pigarrear, assente.
- Sim Zefa, vamos ficar aqui. Porque, você tem alguma objeção?
Incomodada com o que viu até agora, ela sente a necessidade de expressar a sua opinião.
- A senhora não acha estranho esse senhor ter uma foto da senhora tão grande nessa parede?
Olhando para a filha, ela amorosamente fala.
- Filha, vai até a cozinha e peça ao Prince para lhe servir um lanche está bem?
- Ebaaaa. – Júlia festeja batendo as palminhas.
Colocando-a no chão, ela espera a sua filha se afastar para falar mais tranquilamente com a sua amiga. Sim, desde que Josefa está na família cuidando da sua princesa, as duas se tornaram amigas e confidentes uma da outra.
Por mais que ela esteja sentindo-se uma tola com relação ao seu marido, ela sabe que aquele assunto tão delicado não podia ser dito por ela enquanto estava presa. Mas isso, ela descobriria em um momento oportuno de esconder essa traição que sofrera.
- Venha Zefa, vamos nos sentar aqui.
Seguindo lado a lado, elas sentam-se no grande sofá branco daquela sala. Helena começa a contar tudo o que soube desde o momento que descobriu a traição do seu até então marido e Rúbia praticamente vomitar aquilo tudo de uma vez sobre não terem o mesmo sangue e a conversa que teve com Leonardo.
Obvio, que Josefa estava chocada com tamanha revelação. Cabisbaixa após ouvir toda aquela revelação da sua patroa e amiga, ela está envergonhada por não ter lhe dito nas inúmeras chances que teve do que acontecia com Ravi e Rúbia debaixo do seu teto.
Percebendo o desconforto da sua amiga, ela segura nas suas mãos e dispara preocupada, mesmo tendo uma vaga impressão de saber porque ela está assim.
- O que foi Zefa?
Lágrimas brotam nos seus olhos e ela começa a chorar copiosamente. Num ato de solidariedade, Helena a abraça sem saber o que fez que ela chorasse daquele jeito. Muitas coisas passaram por sua cabeça, mas não imaginava qual era o real motivo além dela esconder a traição.
- Me perdoa Helena. Eu não tive coragem de falar sobre a dona Rúbia e o senhor Mitchel. A senhora ficava tão feliz por falar com a menina que eu ficava com o coração sangrando em não querer lhe trazer essa dor. Me desculpa.
- Shiii, já passou Zefa. Na verdade, eu fiquei sim chateada por você não ter me contado. Preferia saber de onde eu estava, mas confesso que se me falasse, do jeito que estava cega pelo Ravi, era capaz de soltar os cachorros em você e não acreditaria em nada.
Afastando-se, ela enxuga os seus olhos e fungando, concorda com o que Helena lhe fala. Ela sabe bem o quanto a sua amiga e chefe é teimosa e cabeça dura.
- Espero que me perdoe de verdade Helena.
- Não há o que perdoar minha amiga. Eu no seu lugar faria o mesmo, sabendo que você seria assim como eu, teimosa e cética.
As duas riem. Enquanto conversam sobre outras coisas após se abraçarem novamente para selar o que não havia que perdoar, ambas são interrompidas pela visita de um ilustre senhor.
- Humrum. Desculpem-me atrapalhar as belas damas, sinto que cheguei numa boa hora.
O senhor a sua frente tinha os cabelos grisalhos, barba rala, sorriso e olhar penetrante, alto, com um corpo um pouco acima do peso, vestido elegantemente num terno preto sob medida.
Ao olhar para as duas na sua frente, logo o desvio do seu olhar se foca estritamente em Josefa que ao perceber o olhar envolvente sobre ela, abaixa a cabeça envergonhada.
Percebendo o pequeno flerte, Helena se aproxima daquele senhor que lembra muito Danilo na versão mais velha.
- O senhor está procurando o senhor Leo, quer dizer, o meu pai?
Voltando a si, ele olha fixamente para Helena que o encara com os olhos estreitos em desconfiança. Estendendo-lhe a mão, ele se apresenta.
- Como vai Helena, eu sou o senhor Ritchele. Alonso Ritchele, pai do Danilo e amigo do seu pai.
- Oh, é um prazer conhece-lo. – Sorrindo, ela aperta a sua mão.
...~~~~~~
...
Enquanto Helena descobria sobre a sua verdadeira origem, numa mansão distante dali, um jovem casal discutia fervorosamente.
- Agora não há mais nada que nos impeça de ficarmos juntos meu amor! – A mulher se aproxima manhosa daquele homem que está com as mãos entrelaçadas nos cabelos.
Sentindo-a tocar na sua mão ele levanta-se abruptamente daquele sofá sentindo nojo de si mesmo e daquela na sua frente.
Olhando-a com ódio, ele se aproxima e ficando rente a ela, sua voz ecoa com desdém.
- Entenda uma coisa Rúbia, eu só te usei para os meus propósitos. Você me fez acreditar que era a adotada e não a Helena. Eu só queria saber onde estão os seus malditos pais.
“Splat”
O som do tapa ecoa naquela sala. os olhos marejados por ouvir aquilo tudo de ravi, fez com que ela soubesse de verdade quem era ele.
Por mais que ela não gostasse de Helena, ela sempre almejou tudo dela e uma dessas coisas, era ter Ravi na sua cama, só que nesse tempo, acabou se apaixonando por ele.
Agora, ela vê que fora usada. Virando o seu rosto depois do tapa desferido, Ravi sorri estalando a sua língua.
- O que foi, achou mesmo que eu era apaixonado por você?! Não. Eu sempre amei a Helena. De você eu só queria usar e depois conseguir o paradeiro dos seus pais para terminar o que comecei.
Levantando a mão para bater mais uma vez no seu rosto, ele segura firmemente o seu pulso e puxando o seu corpo junto ao dela, ela sente a dor latejar pelo aperto.
- Não adianta me bater queridinha. Você nunca chegará aos pés da sua irmã. Quer dizer...
O seu olhar percorre por todo o seu corpo de forma debochada até voltar a encará-la e disparar.
- Nem sua irmã ela é não é.
Abruptamente, ele a empurra e cambaleante, Rúbia quase cai no chão. De repente, um riso nasalado e frenético ecoa. Ravi encara aquela mulher que ri e chora ao mesmo tempo sem entender o motivo da graça.
- Você acha, que depois dela pegar nós dois assim, ela vai querer voltar com você? Não vai querido! Helena não admite traição de nenhuma espécie.
Avançando na sua direção, ele levanta a sua mão para bater-lhe. De forma altiva e afrontosa, ela o enfrenta.
- Bate, quer me bater, faça. Mas isso não vai eximir o que você fez a sua doce Helena.
Os ânimos estão aflorados de ambos os lados. Lentamente, ele vai abaixando o seu braço. A sua raiva é eminente e ele sabe bem que ela está certa. Jamais terá o perdão da sua esposa.
Aproximando-se de Ravi, Rúbia dá um leve roçar de lábios no seu amado e caminha em direção a sua bolsa.
- Volto mais tarde querido.
Dando-lhe uma última olhada, ela sai daquela mansão o deixando atordoado e quando percebe a sua raiva mais uma vez crescente, ele quebra vários objetos para extravasar e grita quando cai de joelhos no chão.
- HELENA!
...~~~~~
...
Uma pessoa que observava a movimentação na mansão de Ravi, faz uma ligação não demorando muito a ser atendida.
- Conseguiram pega-la?
- Senhor, o Ritchele estava com ela. Eles escaparam.
Socando o volante, o seu olhar em direção a casa vendo Rúbia sair pelos grandes portões, exala uma vontade súbita de matar alguém.
- Merda! Seus incompetentes, agora ela está aonde?
- Não sabemos senhor. Fecharam a nossa passagem.
- Um simples serviço e vocês não executaram. Porra! Vou ter que eu mesmo fazer. Vou dar uma última chance. Descubram onde ela foi parar.
- Sim chefe.
Ao encerrar a ligação, ele encara aquela mansão e vê o carro de Rúbia se afastar. Ele murmura consigo mesmo na presença do seu motorista.
- Acho que terei que fazer do Ravi Mitchel o meu aliado.
^^^Continua...^^^
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Atualizado até capítulo 97
Comments
Marilena Yuriko Nishiyama
gente ele é tão burro assim,será que não viu as características da Helena em relação aos "pais" dela,totalmente diferentes e era só mandar fazer uma investigação,que vc descobriria.....meu Deus Ravi,tu parece que não tem massa encefálica de tão burro que é🙄🙄🙄
2023-09-21
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Marilena Yuriko Nishiyama
nojo???passou 10 meses ao lado da megera,e quando foi descoberto pela Helena ele começa a se sentir com nojo....ah meu filho para com isso,vc é um ser desprezível isso sim 😠😠😠😠
2023-09-21
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Marilena Yuriko Nishiyama
e futuro sogro 😂😂😂
2023-09-21
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