Enquanto Helena e Alonso estavam numa conversa animada, Prince se dirigia ao cubículo com as roupas e sapatos para o seu patrão e o seu afilhado.
Uma pequena furacão adentra naquela estufa a procura da sua mãe que logo a pega no colo dando um leve cheiro no seu pescoço arrancando boas risadas da menina sapeca.
- Hum, acho que o cheirinho está ficando vencido. Acho melhor tomar um banho mocinha.
Ela apalpa a barriguinha da menina fazendo-lhe cocegas e a mesma ri de se entortar toda no colo daquela bela mulher. Alonso ri junto com a garotinha mas não deixa de apreciar a bela vista daquela senhora na sua frente rindo com a sua patroa, que ao perceber o olhar devorador sobre ela, fica ruborizada.
- Para mamãe, não quero mais, para. Kkkkk.
Percebendo que a sua doce menina está quase sem fôlego com as cócegas, ela para deixando-a se acalmar.
Assim que ela vai se acalmando o belo rosto está vermelho parecendo um tomate. Resolvendo levar a sua menina ao quarto, ela resolve deixar os apaixonados sozinhos. Queria dar uma de cupido para Alonso e Josefa. Mesmo não o conhecendo há tanto tempo, ela sentia que ele era um homem de qualidades e que a sua amiga merecia ser feliz e ter a tão sonhada família que sempre quisera.
- Josefa, eu vou levar essa mocinha para o banho e por favor, fique aqui fazendo companhia ao senhor Ritchele, quer dizer, Alonso.
O sorriso é de quem está aprontando. De uma garota levada. Na verdade, com tanta coisa que descobriu só hoje, ela sentia vontade de ficar um pouco sozinha para tentar digerir tudo o que descobriu.
A traição do seu marido com a sua irmã, porque querendo ou não, ambas são irmãs já que foram criadas desde pequenas juntas e não é um simples elo sanguíneo que exime tudo o que viveram. Depois, descobre que toda a sua vida fora uma mentira. Descobriu uma nova irmã que essa ela faria questão de se encontrar em breve para conversarem e finalmente estarem juntas.
Vendo a confusão no olhar da sua amiga e babá da sua filha, suspirando, ela dá de ombros. Antes que ela pudesse sair pela porta de vidro com alumínio daquela estufa, ela dá uma leve olhada para Alonso que está com um sorriso largo nos lábios parecendo uma adolescente apaixonado.
Caminhando em passos lentos, ela escuta uma voz rouca e indecisa atrás dela.
- Senhora, eu posso... – Josefa engole as palavras ao ser interrompida.
- Zefa me perdoe, mas quero um tempinho com a minha girassol tudo bem?
Cabisbaixa e mordendo o seu lábio inferior, ela assente.
- Sim, senhora.
Dando-se por satisfeita, Helena caminha com a sua filha no colo a procura de Prince para leva-las ao quarto da sua princesa.
Enquanto isso na estufa, Alonso olhava apaixonadamente para Josefa que estava cabisbaixa sentindo as suas bochechas esquentarem pela vergonha que estava sentindo.
\- Josefa, você é muito bonita sabia?! – Sem rodeios, o elogio é dado.
Sentindo o seu coração bater acelerado, ela ergue os seus belos olhos amendoados na direção daquele homem que a olhava admirado, morde o seu lábio inferior nervosa.
\- Desculpe senhor, mas sou somente uma babá. Nem tenho mais idade para isso.
\- Nunca é tarde para amar Josefa. Gostaria muito de conhece-la. – Ele estava decidido, afinal, já não tinha mais idade para brincadeiras e nem tempo a perder.
\- É que... – Com os olhos arregalados e querendo argumentar sobre serem de mundos diferentes, o seu celular toca e logo são interrompidos.
Alonso pragueja baixo, mas que a sua doce amada conseguiu ouvir.
\- Merda!
Um sorriso ela dá, mas logo se desfaz e franze o cenho ao ver quem estava a ligar para ela.
\- Senhor!
\- Onde estão?
\- Estamos nos instalando senhor.
\- Cadê a minha esposa e a minha filha? – Sua voz e ríspida e autoritária.
Fechando os olhos e sulcando a sua testa, Josefa suspira exaltada por ficar imaginando quando foi nesse ano que a sua chefe esteve presa injustamente e ele se preocupou com as duas. Se não fossem as várias ligações e chamadas de vídeo que a pequena já havia se quebrado por completo, já que ele só desejava estar com Rúbia e focado numa vingança que a mesma não sabia direito o que o seu chefe pretendia.
O silêncio estava instalado entre eles. De repente, a respiração ofegante de raiva de Ravi era ouvida por ela que fora o estopim para acabar com aquele silêncio. Ele a traz de volta dos seus devaneios.
\- Josefa, eu fiz uma pergunta. Cadê a minha esposa e a minha filha?
Não era preciso ser um adivinho para saber que do outro lado da linha era o senhor Mitchel quem estava ao telefone, já que a sua voz era tão alta, que ultrapassava além. Dava para se ouvir tudo. Incrédulo com o tamanho autoritarismo e com a sua audácia, Alonso meneia a sua cabeça sorrindo. Como pode alguém ser assim só porque a esposa agora está livre.
\- Senhor, elas estão no banho.
Antes que ele pudesse indaga-la, já que a fúria crescia ainda mais no seu peito, principalmente o vazio em que ele se encontrava naquela mansão, que a mesma desligou o telefone.
Boquiaberto, Alonso sorriu para a sua doce amada vendo-a tão corajosa e começou a rir, contagiando-a que ria junto com ele.
Logo após o banho com a sua princesa e comerem algo que Prince pediu a cozinheira que preparasse com tanto carinho, ela viu o quanto a sua menina estava cansada e a colocou para dormir naquela imensa cama rosa de princesa. O quarto projetado para a sua neta com tanto carinho que Helena se emocionou ao ver tudo ajeitado com muito carinho pelo seu pai.
O quarto em rosa retrô e branco com ursos, bonecas e uma casinha de bonecas de madeira, uma escrivaninha, um guarda-roupa completo, tudo de muito bom gosto. Mais algo que havia no mesmo lhe chamou a atenção. Era um urso com um macacão e bordado no bolso do mesmo “Jardineiro”, ela sorriu e lágrimas rolaram por seu rosto que ao perceber que chorava, sabia que era uma lembrança do seu passado.
De fato, ela se lembrou de que tinha um urso como aquele, mas mal imagina que aquele que está sendo seguro por suas mãos, é o urso que a acompanhou por muito tempo que agora era da sua menina.
Suspirando com a sensação nostálgica no seu peito, o urso é colocado na cama que logo é abraçado por uma doce menina que já estava adormecida profundamente. Deu-lhe um beijo na sua testa e saiu daquele quarto. No corredor, ela não pensava se encontrar com aquele homem que desde que se reencontraram, sentia um fogo queimando por todo o seu corpo.
O que não era de se esperar pela mesma, que ele também sentia o mesmo por aquela mulher. Mas, ainda não era o momento para toma-la nos seus braços e fazer dela somente dele. Precisavam conversar para que o que decidisse teria apoio daqueles que tanto fizeram de um tudo para libertá-la e a sua irmã que logo estará entre eles.
- Lena. – A sua voz rouca e sexy é música ao ser chamada por um apelido carinhoso.
Virando-se lentamente, os olhos se encontram. Era impossível não se fixarem um no outro. Involuntariamente, ela morde o seu lábio com o rosto corado por imaginar estar numa imensa cama com aquele homem.
Nervoso, ele coça a sua cabeça e suspira pesadamente. Até que tudo aquilo que estava mexendo com ambos é quebrado por ela.
- Sim Danilo.
- Me acompanhe, precisamos conversar.
Ela assente e o segue logo atrás. O mesmo, caminha apressadamente por sentir-se estranho ao ter o seu nome sendo pronunciado por aqueles lábios que ele tanto quer beijar. Os dois seguindo em silêncio, seguem até o escritório.
Surpresa, ela vê o seu pai, Alonso e um homem que ela nem faz ideia de quem seja, que ao vê-la, sorri e a cumprimenta animadamente.
- Helena, minha querida, seja bem-vinda!
^^^Continua...^^^
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 97
Comments
Edilane Conrado
Eu estou encantada,vidrada,nessa história.
2024-02-07
1
Joelma Portela
estou apaixonada por essa história
2023-08-09
2
Tati
ahhh, como eu queria ver uma foto do Danilo🥰
Esperando ansiosamente a queda do Ravi, esse homem me enoja.
2023-03-13
0