Voltando-se para ela com um olhar reluzente, o diretor está em satisfação para lhe dar a tão aguardada notícia nesses 4 anos enclausurada por algo que não cometeu.
- Bem Nicole, te chamei aqui para comunicar que o Doutor Danilo Ritchele, que é o seu represente legal perante a lei, trouxe o seu alvará de soltura. A senhora está livre com a comprovação através de provas sólidas e contundentes de que é inocente e tudo foi retirado do sistema. Portanto, a senhora irá voltar a sua antiga morada por 4 anos recolher as suas coisas e trocar a sua vestimenta.
Era satisfatório tanto para ele falar quanto para ela que escutava tudo atentamente com os olhos inundados de lágrimas explodindo em felicidade.
O sorriso se alastra no seu rosto, a alegria de poder finalmente estar livre era algo que Nicole não acreditava que estivesse acontecendo. Sentia-se como se estivesse num sonho, do qual almejava não acordar. Virando-se para os dois que estão a sua frente, agradece emocionada.
- Muito obrigada por tudo o que vocês fizeram por mim. Volto em breve. – Batendo as sob as suas pernas, erguendo o seu corpo, ela prepara-se para sair.
O diretor apenas acena para que ela vá e ao olhar de relance para o seu pai e Danilo, eles sorriem a concordam sem emitir ao menos nenhum som.
Enxugando o seu belo rosto pelas lágrimas com a emoção do momento, encontra-se com Rebeca a aguardando na porta. Seguem em silêncio até a sua cela onde já estava uma peça de roupa nova sob o seu colchão.
Correndo até o mesmo, ela se depara com uma calça cargo preta, blusa de tecido fino sem mangas branca e um par de sapatos estilo mocassim. Surpresa, olha em direção a carcerária que balança a cabeça pela interrogação que se fez no seu semblante. Não havia condições de Leonardo concordar com a sua menina sair com um vestido justo, curto, brilhoso e todo decotado, já que fora um vestido que usava quando foi pega pela polícia fazendo o seu último ponto de prostituição.
Não demorou muito, ela já estava pronta. O sorriso e a alegria de que finalmente estava livre emanava por todo o seu corpo. Enfim, ela estava pronta para ir embora. Despediu-se de algumas presas que fez amizades e ergueu o seu queixo saindo de cabeça erguida daquele lugar.
Ao estar no portão de saída, abraçou fortemente Rebeca que desde a sua chegada acompanhou o seu trajeto e se não fosse por ela, em muitas vezes que foi atacada, não estaria viva.
- Agora irei ver a minha irmã e minha sobrinha Beca.- Murmurando o que tanto anseia ao seu ouvido.
- Vá em paz menina. Tenho certeza que Helena estará te esperando.
Afastando-se surpresa com o que Rebeca lhe disse, vê no rosto daquela mulher um largo sorriso confirmando que a mesma já sabia de tudo há muito tempo. Ambas sorriem.
Os portões se abrem e ao pisar com o seu pé direito na calçada, se depara com os dois homens que foram a sua salvação a esperando encostados num carro azul.
Correu até o seu pai e jogou-se sobre os seus braços. O mesmo, lhe alçou prendendo-a ternamente.
- Obrigado pai.
- Agora está tudo bem filha. Vamos para casa.
Olhou de relance para Danilo que observava a cena sorrindo. Afastou -se desfazendo daquele abraço e se desencostando da porta, ele a abre para que a sua filha entrasse.
Todos no carro, seguiram para a mansão onde Helena nem imaginava que hoje teria uma agradável surpresa.
...~~~
...
Após um exaustivo treino no tatame, Cleris estava satisfeito. Via naquela mulher uma força e potencial mesmo sendo o seu primeiro dia. Ela iria longe.
Enxugando o suor com a filha branca que estava pendurada na grade do octógono, ela abaixa para pegar a sua garrafa preta e dar um gole da água. Nem percebeu quando o seu tio chegou próximo a ela. Estava admirado por vê-la tão determinada e concentrada diferente dos homens que já passaram por ali.
Nem sinal de Alonso que se propôs a estar observando o seu treino como prometeu.
- Lena.
A voz do seu tio, a chama com um contentamento no seu timbre. Lentamente, o seu corpo vira-se em direção ao som daquela voz. Ela sorri.
- Oi tio. – Levando a mão a boca, ela tenta conter o riso.
Arqueando a sobrancelha, percebe-se que há algo errado. Ele a indaga desconfiado.
- O que foi Lena. Porque está tentando não rir?
Um arranhar de garganta para conter o seu riso foi dado. Ajeitando a sua postura, ela o responde.
- É que ela bem estranho te chamar de tio. Parece mais com um primo.
Olhando bem pelo que foi dito, ele agora entende o motivo do riso. Agora tudo fazia sentido. Os dois se olham e não conseguem segurar e gargalham juntos. De fato, Helena estava certa. Quando o pai de Leonardo teve o seu irmão com a sua segunda esposa, ele nasceu quase no mesmo tempo de Nicole, a diferença, era que dois anos a mais de idade ele tem.
Por mais que quisessem parar, não conseguiam. Era divertido tudo aquilo.
Mas uma voz que adentra a naquela sala, foi o que atraiu ambos deixando uma Helena totalmente emocionada.
- Helena.
O coração encheu-se de alegria e rapidamente virou-se para olha-la. Ambas tinham lágrimas nos olhos e as duas correm de encontro a outra se encontrando no caminho e abraçando-se. Enfim, as irmãs estavam reunidas novamente.
...~~~~~~~
...
Em algum lugar longe do Canadá...
Um homem fumava tranquilamente o seu charuto olhando para os Alpes que começavam a ficar com uma fina camada de neve. O clima estava ficando frio naquela região.
O seu olhar sombrio e injetados num ódio mortal, se houvesse tamanho poder, derradeira tudo aquilo que se forma frente ao seu chalé.
Um homem corre na sua direção na varanda daquela casa de madeira. Ele está esbaforido, parecendo estar correndo uma maratona.
- Chefe, chefe!
O gesticular da sua mão, o manda prosseguir. Dando um suspiro profundo afim de recuperar o fôlego, ele continua.
- Más notícias. Não conseguiram mata-la na cadeia e já alguém querendo-a também já que tentaram levá-la quando o Ritch ele a levou da prisão.
A veia cava se inchou. O pulsar se tornou frenético. O trincar do maxilar mostrava a sua fúria tentando ser contida. Os seus olhos ficaram sombrios. Isso era inadmissível. Nada poderia o deter de executar o seu plano de acabar com Helena Mitchel.
Tramou tudo minuciosamente para que conseguisse ter a sua tão sonhada vingança, mas estava cercado de incompetentes. Precisava retornar ao Canadá o quanto antes.
Levantando o seu corpo robusto daquela cadeira de madeira, o seu olhar vago permeava sob os rochedos daquela montanha ficando brancos.
Gira os calcanhares lentamente deixando o seu fiel servo tremendo a sua reação e que viesse a tirar-lhe a vida, caminha lentamente em direção a porta principal do chalé.
Parando sob o portal, a sua voz estridente e rouca ressoa sem ao menos virar o seu rosto na sua direção.
- Prepare tudo que iremos voltar. Eu mesmo acabarei com ela.
Seguindo rumo ao quarto para se preparar, o seu servo fica olhando com a respiração presa observando a figura esguia sumindo na sua frente. O ar que nem sentiu estar preso, soltou avidamente.
O alívio permeou no seu coração. Agora, era rezar para o seu chefe alcançar o seu objetivo, já que parece que ela tem uma proteção muito poderosa para livra-la das vezes que tentaram mata-la.
^^^...Continua......^^^
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Atualizado até capítulo 97
Comments
Celia Gomes
começando lê agora 25 /12/ 24 amando a história,, só não entendi pq pessoa de tão pôde elas passarem tanto tempo preca,,, mais se faz parte da história vamos lá, terminar de lê e torcer pra cada um que fez mal a elas paguem,,
2024-12-25
0
Celia Barreto
doidera tanta gente querendo matar uma única pessoa, e nem ela sabe disso
2025-01-03
0
Stephane Silva
Eita q Helena mal saiu do presídio e já tem tanta gente querendo ela 😱
2024-10-22
1