Capítulo 20

Carmela abre os olhos e começa a se lembrar de tudo o que aconteceu. O médico vai avalia-lá, explicando para ela toda a sua situação e todo o tratamento, e Mauro logo pergunta quando poderá levá-la para casa.

— Como se sente, filha? — Mauro olha para Carmela.

— Com o corpo todo dolorido, e morrendo de saudades da minha esposa e de cada um de vocês. Achei que eu fosse morrer!

— Nós também estávamos com muita saudades de você, filha. E todos nós sofremos muito por pensarmos que estava morta. A Beatrice estava de partir o coração e passou todos esses dias trancada no quarto, sem querer falar ou ver ninguém. Quando saímos da fazenda, ela nem sabia disso ainda.

— Eu posso imaginar como tudo isso tem sido complicado tudo isso. Esse plano foi muito bem arquitetado por quem o planejou e executou. E essa pessoa não queria somente a mim, como também, a família por completo.

— Quem é essa pessoa?! — Antony olha para o pai, e em seguida, para a cunhada.

Na fazenda...

Assim que Antony e Mauro saem, todos se animam para contar a novidade para Beatrice, que, por sua vez, ainda queria continuar ficar quietinha no seu quarto, abraçada a uma peça de roupa da esposa e lembrando de cada momento com ela, até que, depois de muito insistirem, Beatrice abre a porta e Betina logo a abraça.

— Filha, eu tenho uma notícia maravilhosa! A sua esposa não morreu, meu amor. A Carmela está viva, e muito viva. Não tem motivos para você continuar aqui nesse quarto tão tristonha, porque, Deus foi bom connosco e nos devolveu a Carmela!

— Mãe... do que a senhora e... está falando? — Beatrice soluça.

— Estou falando, meu amor, que a sua esposa está viva! — ela mostra as fotos — veja você mesma. Ela foi encontrada com vida, meu amor.

Beatrice começa a chorar ainda mais, sorrindo em meio as lágrimas, enquanto a sua mãe a abraça. Ela estava aliviada, e muito feliz por ter a sua esposa de volta. Sem muita demora, Beatrice pede para que a levem até o hospital em que a sua esposa está, e sem demora, atendem o seu pedido.

Assim que chegam ao hospital, Beatrice vai diretamente falar com a esposa...

— Amor? Graças á Deus — ela enche a

esposa de beijos com cuidado — eu tive tanto medo de te perder! Eu te amo tanto, minha pequena! Quase elouqueci com a possibilidade de ter que viver sem você.

— Amor, eu tô bem. Eu estou de volta, minha linda! Eu tive tanto medo de nunca mais poder lhe ver de novo, senti o seu toque, e poder lhe dizer o quanto eu te amo. Você é o meu amor, é a minha menina — Carmela a beija.

Após o reencontro emocionante das duas, e de Betina com a nora, chegou por fim a hora em que Carmela poderia por fim ir para casa. Ela sem dúvida estava animada com a idéia, até que na saída do hospital ouvem algo que as deixam preocupadas: na cidade, havia uma mulher que estava doando os seis crianças! São quadrigêmeos e duas crianças. Três casais. Os bebês possuem apenas cinco dias de vida, e a tia, responsável pelas crianças, não tem condições físicas, nem psicológicas para cuidar dos bebês, já que ela também cuida dos irmãozinhos deles, que são um menino de 4 e uma menina de 7.

Sem pensar duas vezes, os cinco vão até a mulher, e tentam conversar com ela, que alega não ter condições de cuidar das crianças, devido ao seu vício, e que já está te

Dendo surtos psicóticos mesmo sem estar sob o efeito de drogas, e que está coberta de dividas e sem condições de cuidar das crianças. As crianças foram abandonadas pela mãe, tendo somente a tia como família.

Após uma longa conversa, a mulher aceita o tratamento, mas diz que não tem condições de cuidar das crianças, e então, eles decidem ficar com as crianças, voltando para a fazenda não somente com Carmela, como também com mais seis integrantes para a família, que são recebidos com muita alegria por todos.

— Que alegria! — a velha senhora sorri em meio as lágrimas — que benção sem fim! Como Deus é maravilhoso. A benção veio maior do que poderíamos imaginar.

— Veio sim, mamãe! — Bete chora de felicidade — olha essas fofuras, meu Senhor!

— Quais são os nomes deles? — Thayssa acaricia o cabelo do menino, que foi logo para o seu colo.

— Esse é o Ulisses. E essa moça bonita aqui, é a Uriala — Antony responde sorrindo.

— E o nosso quarteto da fofura? Como vão se chamar? — Mauro pergunta, sem tirar os olhos do pequeno bebê em seu colo. Essa garotão aqui tem cara de Vicente!

— Tá aí, gostei! — Beatrice concorda.

— E você... — Beatrice olha para a neném no seu colo — vai se chamar Cecília! — a bebê resmunga.

— Ela gostou — Antony ri, com Ulisses no colo.

— E você, vai se chamar Vinícius! — Betina olha o bebê no seu colo.

— E você, meu amor, vai se chamar Celine!

Todos festejam a chegada e escolha dos nomes das crianças. Assim que Carmela toma um banho, e as crianças tomar banho, se alimentaram, e as maiores brincando, e os menores dormindo, Carmela vai para a sala com a ajuda da esposa.

— Amor, você se sente bem no momento para nos contar como tudo aconteceu?

— Sim, meu amor...

Flashback on...

...No momento em que o homem arrasta Carmela, leve a leva para um quarto mais afastado, que fica perto das baías. O homem coloca uma faca no pescoço da moça, e a ameaça. Com brutalidade, ele rasga a calcinha que ela usava, começa a apertar as suas coxas, os seus seios, e abaixa as calças. Carmela fecha os olhos, com o rosto molhado por lágrimas, e o homem com um faca a ameaçando o tempo inteiro....

Quando ainda está de olhos fechados, Carmela sente o homem caindo por cima dela, e quando abre os olhos, movida pelo medo e desespero, Carmela acaba desmaiando, não vendo assim, com tanta clareza, quem estava ali.

Assim que abre os olhos, Carmela se vê num galpão velho, deitada no chão. O lugar fedia a mofo, e ela estava com as mãos amarradas e a boca amordaçada. Assim que as portas se abrem, ela ouve vozes que ela conhece bem.

— Vejam só se não é a vagabunda que roubou a mulher que eu amo de mim!

— Haha, nós te odiamos tanto, que acabamos nós unindo para acabarmos com a sua raça! Você não merece a Beatrice. Não merece o título de esposa dela! Eu lutei durante anos, trabalhando naquela casa para poder ter ao menos um noite com ela, e eu nunca consegui.

— Stela, o que acha de darmos uma lição nela?

— Eu acho ótimo, Alexandra!

As duas dão risada, e começam a agredir Carmela com tapas, chutes e ponta-pés, até que a porta de abre.

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Comments

Maria Daguia

Maria Daguia

Dá logo um fim bem doloroso pra elas, Betina...🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬

2024-08-17

0

Maria Daguia

Maria Daguia

Tinha que ser as nojentas, safadas, piranhas mal amadas...

2024-08-17

0

Ray Silva

Ray Silva

Vagabas... vão morrer já já

2023-08-02

4

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