— Está tudo bem, minha querida?
— Está sim. Me emocionei um pouco, porque estava contando um pouco da minha vida para a Gal.
— É, senhora. Foi isso mesmo. A culpa foi minha, eu quem fiz algumas perguntas. — Gal mente.
— Tudo bem... mas, não fique assim, querida! Todo aquele horror já passou. Conheço a sua família, sei como são hipócritas e gananciosos. Somente você salva aquela família. Enfim. Trouxe o contrato para que leia e assine. Tudo bem?
— Certo, senhora. — Ela pega os papéis, os lê e assina.
— Obrigada, querida! — Betina pega os papéis e Carmela dá um sorriso. — Vou deixar você descansar um pouco. Qualquer coisa é somente me chamar.
— Pode deixar! — Carmela dá um sorriso.
— Boa noite, meninas!
— Boa noite.
— Boa noite, patroa!
Assim que Betina deixa Carmela e Gal sozinhas no quarto, Gal olha para ela e cruza os braços....
— Por que a senhora mentiu, patroinha?
— Gal, eu só não queria que a senhora Betina ficasse chateada e brigasse com a Beatrice. Percebi que o clima ja não está muito bom por causa desse casamento, e eu não quero piorar as coisas.
— Tudo bem, patroinha. A senhora é quem sabe. — Gal bufa frustada e ajuda a ajeitar o travesseiro. — Vou deixar a senhora descansar então.
Assim que termina de falar, Gal percebe que Carmela está olhando para o celular e que logo os olhos dela se enchem de magrinhas e Gal se preocupa.
— O que houve, senhora? — Gal olha preocupada.
— G-Gal, é ela, não é?! — Carmela mostra o celular.
— Sim, senhora. Essa é a víbora.
— Ok, Gal. Não conte nada disso para a senhora Betina, tá?
— Ah, senhora. Tudo bem! — Gal levanta as mãos em sinal de rendição e abraça Carmela.
...
Duas semanas se passaram, e Carmela e Beatrice se viram poucas vezes em casa, tomaram café juntas com Betina, mas nem se falaram direito.
Chega o dia em que Mauro retorna para casa e está ansioso para conhecer a sua nora, que a sua esposa tanto fala.
Betina enche a nora de elogios, e a tem como um filha, e não ocultou do marido as circunstâncias que as duas se casaram. E ele, é claro, apoiou a decisão da sua esposa.
Assim que ele chega, a sua esposa está na sala, e lhe recebe com um beijo e abraço demorado.
— Olá, meu amor! Bem-vindo de volta, querido. Que saudade de você. — Ela diz durante um abraço demorado.
— Oi, meu amor. Obrigado, querida! Eu senti saudades. Como estão as coisas por aqui? Onde está a nossa filha? E a minha nora? — ele dá um beijo demorado na esposa.
— As coisas por aqui estão bem, amor. A nossa filha está no quarto, e a nossa nora já está descendo. Ela sairá com a Gal para fazerem compras. Hoje será o jantar com os nossos sócios, esqueceu?
— Ah, que bom. Não me esqueci, minha querida. — Ele sorri, e beija novamente a esposa.
Gal e Carmela descem as escadas, e Betina abre um largo sorriso ao ver a nora descendo as escadas.
— Carmela, minha querida! Venha. Deixe me lhe apresentar o meu marido, o Mauro. Amor, essa é a Carmela, nossa norinha querida.
— Olá, minha nora! É um enorme prazer conhecer a famosa Carmela — ele dá um abraço na moça.
— Famosa? Espero que tenha ouvido coisas boas ao meu respeito. — Carmela sorriso, saindo do abraço.
— Claro que foram somente coisas boas que eu disse sobre você. Tem como não falar somente coisas boas de um anjo como você? — Betina entrelaça o braço no de Carmela.
— Obrigada, senhora. Vocês que são uns anjos na minha vida! — Carmela sorri, e Betina a abraça.
Eles conversam um pouco mais, até que Carmela sai junto com Gal e Betina sobe com o marido para o quarto.
Após matar a saudade da esposa, Mauro toma um banho junto com ela, e logo bate na porta do quarto da sua filha, que logo o recebe com um abraço.
Mesmo com o jeito da filha, Mauro e Betina são loucos por ela, e mesmo quando é necessário repreende-lá, nunca deixaram de trata-lá com muito carinho.
— Olá, papai!
— Oi, filha! Como estão as coisas por aqui?
— Estão indo muito bem, pai! — mente. Que bom que o senhor chegou. Já estava com saudades.
— Eu também já estava com saudades, linda! Como está indo o seu casamento?
— Está indo bem, pai.
— Conheci a minha nora. Ela é de fato muito bonita e educada. Sua mãe acertou em cheio. Os seus tios estarão hoje no jantar, assim como o Antony e a esposa. Por favor, nada de brigas com o seu irmão.
— Eu nunca faço nada. O Antony que começa com o preconceito idiota dele, e sempre que a mulherzinha dele dá em cima de mim, eu quem levo a culpa. Ok que sou lésbica, mas nem por isso vou dar em cima de todas as mulheres. Eu jamais tentaria algo com a minha cunhada, nem se ela fosse a última mulher dessa terra. Só o meu irmão que quer ela mesmo. — Beatrice faz careta, e Mauro dá risada negando com a cabeça.
— De todo jeito, evitem contusões. Alguns sócios estarão aqui, principalmente os novos. Fique ao lado da sua esposa, não podemos confiar em ninguém.
Os dois conversam, e Mauro logo vai para o seu quarto.
Enquanto isso, Carmela e Gal estão fazendo compras, e Carmela se diverte com o jeito atrapalhado da amiga, que faz careta diante de alguns modelos que ela experimenta.
Após andarem por diversas lojas, as duas saem do shopping e passam em frente á diversas lojas, até que, em um bazar, Carmela se encanta por um vestido vermelho longo de alças com uma fenda na coxa.
— Boa tarde! — a vendedora vai até elas com um sorriso no rosto.
— Boa tarde! — Carmela sorri — qual o valor desse vestido?
A vendedora não esconde a surpresa ao ver que uma mulher bem vestida e com jóias caríssimas(mesmo que discretas) estivesse num bazar, interessada em comprar um simples vestido com um brilho imenso no olhar.
Após pegar o vestido e pagar, elas vão para casa com uma sacola de comprar, e encontram Margot, Stela, Beatrice e Betina na sala, e cumprimentam á todas...
— Encontrou o seu vestido, querida? — Betina pergunta com o seu lulu no colo.
— Encontrei sim! — ela responde com empolgação.
— E se eu contar onde achamos, vocês não acreditam. — Gal coloca as sacolas no chão e estica a coluna.
— E onde encontraram?
— Num bazar, tia Margot. — Gal sorri.
—Bazar? — Stela debocha.
—Sim, num bazar. Rodamos por diversas lojas e não achamos nenhum que eu quisesse usar, então fiz algumas comprinhas, e quando saímos do shopping, encontrei um bazar com algumas peças, me encantei pelo vestido, o trouxe para casa e farei alguns acabamentos. — Carmela responde com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos, fazendo com que Beatrice olhe para ela fixamente, tentando entender o que existe de diferente em Carmela.
Após conversarem mais um pouco, e Carmela mostrar algumas peças que ela comprou, Gal lança uma de suas pérolas:
— Patroinha, mostra aquela lingerie super sexy que a senhora experimentou na loja e a vendedora ficou babando? — ela diz sorrindo e Beatrice se engasga com o vento.
— Gal! — Carmela olha para Gal, que disfarça a risada.
— Eu quis dizer que a vendedora ficou babando na lingerie, e disse que iria comprar da mesma que a senhora comprou. — Margot coloca a mão na testa e todos dão risada de Gal, enquanto Beatrice tenta disfarçar e estava confusa com o que sentiu.
— Agora eu quero ver essa tal lingerie. Beatrice, minha filha, você não pode ver.
— Ué, por que eu não posso ver? É uma lingerie. — Ela dá de ombros.
— Não pode ver, porque é a una lingerie que a sua esposa comprou. Então, obviamente usará com você, minha filha. — Betina coloca a mão na cintura, fazendo Carmela ficar vermelha e Beatrice dá um sorriso de lado e se levanta.
— Ok, tudo bem. Eu saio, mas, depois quero ver.
Ela sai da sala dando risada, deixando Carmela ainda mais vermelha e com as duas mãos no rosto.
Beatrice não entendeu muito bem a atitude que teve, nem o que Carmela tem despertado nela desde a primeira vez que a viu, mas, sempre que estava longe, sentia saudades da moça e sempre inventava uma desculpa para estar em casa e vê-lá.
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Atualizado até capítulo 24
Comments
Maria Daguia
Já poderia tentar uma aproximação...e enterrar de vez o passado cm a cobra!!
2024-08-17
2
Maria Daguia
Se liga, Beatrice!! Já tá gostando de Carmela e ainda não percebeu
2024-08-17
0
Imaculada Abreu
Estou gostando muito desta estória
2023-08-02
4