Beatrice pensa por alguns segundos, e então faz como a cunhada aconselhou. Ela cruza a sala indo em direção a Carmela.
— Posso falar com você em particular?
— Sim, claro! — Carmela sorri gentilmente.
Beatrice guia a esposa com a mão na sua cintura, e juntas, sobem as escadas e vão para o quarto onde passarão a dormir juntas.
— Bom, nem sei por onde começar... mas, vou tentar. Carmela, eu gostaria de pedir-lhe perdão por agir da maneira como agi com você. Eu sei que tive atitudes estúpidas, onde fui egoísta e só pensei em mim mesma. Em momento algum parei para pensar em como você estava, em como se sentia com esse casamento, nem o motivo pelo qual aceitou esse casamento. Eu fui orgulhosa, fui prepotente e somente em mim mesma. Em momento algum parei para pensar em como você estava, em como se sentia com esse casamento, nem o motivo pelo qual aceitou esse casamento. Eu fui orgulhosa, fui prepotente e somente em mim mesma, na minha frustração. Eu errei feio com você, e caso não queira perdoar-me por tudo, também irei compreender, afinal, eu sei que lhe magoei muito e não me orgulho disso. — Ela diz de cabeça baixa, enquanto Carmela tenta disfarçar as lágrimas nos olhos.
— Beatrice, eu... — Carmela respira fundo, fazendo Beatrice olhar nos seus olhos — eu já passei por maus bocados nessa vida. Já tive mais baixos do que altos, e nunca desisti. Sempre tive o sonho de me casar com a pessoa que eu amasse, que fosse um verdadeiro conto de fadas, sabe? Que pudesse trocar alianças, que tivesse a lua de mel, que fosse do jeitinho que tanto sonhei. O tempo passou e eu conheci o amor da minha vida. Eu ainda era muito jovem quando isso aconteceu, mas esse amor era impossível e só existia na minha cabeça. O tempo foi passando e eu conheci uma pessoa que parecia ser carinhosa, generosa, e eu fui cedendo os carinhos dessa pessoa, mas nunca me esqueci da pessoa que conquistou o meu coração. Conforme o tempo foi passando, essa tal pessoa traiu-me duas vezes, me jogando num poço sem fundo, onde pensei que seria o fim da linha e lutei com todas as minhas forças para poder sair dali. Até que um anjo da guarda me apareceu e colocou essa pessoa que eu amo desde sempre novamente no meu caminho. Dessa vez, sonhei novamente com uma vida com essa pessoa, só que, dessa vez, tudo estava um pouco mais perto e, ao mesmo tempo, muito distante. Não era um casamento por amor, mas sim, por negócios e aparências — Beatrice se levanta, caminhando até Carmela e se abaixa na frente dela. Ao ouvir as palavras finais da moça, ela franze a testa.
— O seu amor s-sou eu? Como? Desde quando?
— Lembra — Carmela respira fundo — Lembra quando teve uma formatura no colegial, que o seu pai foi o patrocinador e compareceram? — Betina acena em afirmação — e-então. Desde aquele dia eu me apaixonei por você. Desde aquele dia eu sonho com você, eu desejo ter você, e passei tanto tempo sonhando com isso, que me contento somente em dividirmos o mesmo teto, e ter o seu sobrenome, mesmo que seja num papel, num casamento falso e... — Carmela tenta falar, mas é impedida por Beatrice, que coloca o polegar nos seus lábios, em seguida, desenhando-o.
— Shi... não precisa dizer mais nada. Desde o primeiro dia em que eu te vi, você mexeu comigo — ela cola a testa de ambas — você mexeu com a com minha cabeça, bagunçando todos os meus pensamentos, e eu não parei de pensar um só segundo em você. Eu não parei de lhe desejar, não parei de lhe querer, não parei de sonhar com você, e hoje, me peguei me sentindo tão idiota por tudo que eu lhe fiz. Eu... eu quero tentar, quero fazer dar certo, fazer tudo do jeitinho que você sempre sonhou. Eu estou longe de ser a esposa perfeita, mas, sempre quero estar tentando melhor por você, por nós, porque, quero que dê certo como nunca, quis algo nessa vida. Então, se você poder perdoar-me, eu... — Carmela a surpreende com um beijo e ela sorri, da início a um beijo calmo, cheio de ternura, sem pressa alguma, onde ambas estavam presas naquele momento mágico, guardando na memória cada instante que os seus lábios tocaram-se.
Não demora muito, e a língua de Beatrice pede passagem, que é imediatamente concedida pela de Carmela, e a língua das duas começam a dançar num compasso perfeito, e conforme iam se encaixando, ia tornando o beijo ainda mais intenso, acendendo um fogo maravilhoso entre as duas.
A química ia falando mais alto, a conexão foi tomando ainda mais poder, e Beatrice então desliza a mão pela cintura da sua esposa, explorando com carinho, até passar a mão na sua coxa por dentro da fenda.
Ela se deita suavemente sob Carmela, que entrelaça as pernas na cintura de Beatrice, enquanto as suas delicadas mãos iam fazendo o blazer de Beatrice deslizar sobre os ombros.
O momento está tão delicioso. Ambas estão matando o desejo reprimido há muito tempo, que nem perceberam as batidas insistentes na porta, até que Carmela ouve, e para o beijo.
— Não é melhor abrir a porta e ver quem é? Pode ser importante. — Ela dá um selinho em Beatrice, que bufa frustrada.
— Espero que realmente seja importante. — e
Ela se ajeita irritada e abre a porta. — O que quer? — Ela lança um olhar mortal para Stela, que está tentando ver quem é que está no quarto com a moça.
— É... — ela tenta novamente olhar — os pais querem lhe ver, senhora. Estão a pedir para que a senhora desça. Sabe onde está a senhora Carmela? Eles também querem vê-lá.
— A minha esposa está comigo. Pode deixar, avise que já estamos descendo. Era só isso? — ela responde fria.
— Sim, senhora. Com licença!
Stela sai de cabeça baixa, amaldiçoando Carmela mentalmente, torcendo para que tudo dê errado entre elas e logo pensa num jeito de tira-lá do seu caminho, já que todas as suas investidas foram em vão, e Beatrice jamais teve olhos para ela.
— Quem era? — Carmela pergunta, enquanto ajeita o vestido.
— A Stela. — Beatrice a puxa pela cintura — Os meus pais estão nos procurando.
— É... nós realmente nós subimos e nos esquecemos de todo mundo lá em baixo. — Ela morde os lábios, fazendo Beatrice dar um sorriso travesso.
— Sim, nós nos esquecemos de todos e por mim, continuaríamos assim... sem nos lembrar das pessoas ao nosso redor, curtindo o nosso momento, somente nós duas. — Ela dá outro beijo em Carmela, que por alguns segundos, quase esqueceu que os seus sogros haviam procurado por elas.
— Hum... temos que descer . Ela diz em meio ao beijo, fazendo Beatrice suspirar frustada.
— Ok, tudo bem... vamos nessa.
Beatrice sorri, e as duas saem do quarto. Assim que descem de mãos dadas, todos param para olhar para elas, inclusive, Alexandra e o irmão, que fuzilam as duas com o olhar.
"Não tem como negar, as duas realmente formam um casal e tanto" e vários outros elogios podiam se ouvir, em meio aos cochichos por onde passavam.
Elas caminham até o casal, que sorriem ao ver as duas em clima de romance.
— Mandou nos chamar? — Beatrice passa a mão em voltada cintura da esposa.
— Sim, filha. Precisamos que vocês duas vá para fazenda. A sua avó está por lá, e está meio adoentada. Sabe que o restante da família não se importa com ela, e quero convencer ela que venha morar aqui com a gente, mas sabe como ela é... Não quer sair de lá por nada.
— É, mãe… a senhora de fato teve a quem puxar... mas, nós vamos sim! Vamos passar quanto tempo por lá?
— Estava pensando em passarmos uns dois meses a três. Está tudo calmo por aqui e nas empresas, então o seu pai irá descansar um pouco, eu também e assim, seria também a lua de mel de vocês.
— Ah, eu amei essa sugestão. Sempre amei o campo e não teria lugar melhor para irmos. — Carmela responde empolgada e com brilho nos olhos.
— Sério? — Beatrice franze a testa.
— Claro, por que não?
— Ok então. Vamos para a nossa lua de mel na fazenda. — Ela sorri e Carmela dá dois selinhos nela, fazendo os pais de Beatrice comemorarem internamente.
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Atualizado até capítulo 24
Comments
Maria Daguia
ADOREI ESPECIALMENTE ESSE CAPÍTULO, PELAS TÃO ESPERADAS REVELAÇÕES!!!!!❤️❤️❤️❤️❤️❤️
2024-08-17
1
Maria Daguia
EU JA DISSE QUE TÔ AMANDO ESSA HISTÓRIA...???????
2024-08-17
0
Monica Rocha
Primeira vez também que leio esse tipo de história.
2024-02-17
2