— Se eu fosse você, iria aproveitar a noite e se deliciar com o meu irmão Alexandre, já que a sua esposinha dedicada estará nos meus braços, me fazendo gemer loucamente com as loucuras que ela sabe fazer na cama. Ops! Me perdoe, isso você nunca poderá experimentar, porque é a mim que ela ama, não á você está sempre comigo. Desde o dia em que se casaram, que ela está comigo. O casamento foi com você, mas você passou a noite sozinha, enquanto eu quem estava nos braços dela. Como foi receber uma prévia do que rolou naquele dia? Não, o que achou de todas as prévias que te mando todos os dias da minha noite com a Beatrice? Gostou de ver? Deu para entender que é a mim que ela deseja? Você pode ter a aprovação dos pais dela, mas, o principal você não tem, nem jamais terá! Sabe o que ela me disse no dia do casamento? — ela pega o celular, com um áudio de Beatrice, dizendo que o rosto de Carmela parecia que havia que ela tinha sido atropelada por um caminhão, que não via a hora de se livrar dela, e pedia para que Alexandra colocasse a sua lingerie favorita. — Ouviu, querida?
Alexandra cospe as palavras em para Carmela, mesmo as recebendo como flechadas no seu peito, ela mantém a sua compostura, sem vacilar um segundo.
— Alexandra, você pode ter sim, os desejos sexuais da Beatrice. Sim, desejos sexuais devido à dependência emocional que ela sente por você, porque é isso que existe entre vocês e você aproveita-se negativamente disso. Eu não tenho somente a aprovação do casal Botelho Beltrán, como também tenho caráter, vergonha na cara. Coisa que você não tem, nem nunca terá. Eu quem lhe pergunto agora. Como é viver à custa do casamento alheio? Como é ter que entrar num local onde a sua presença não é bem-vinda, somente para poder satisfazer o seu ego e tentar provocar a quem não se importa com a sua existência? Porque, não pense que me afeta por isso. Eu não me afeto por isso, e precisará de muito para poder conseguir-me afetar. Não preciso do seu irmão para me satisfazer, muito obrigada. Dispenso a companhia de alguém tão desprezível quanto você. Eu tenho disposição para apoiar a Beatrice no que ela precisar, ao contrário de você que some e somente aparece, quando lhe é conveniente. Se esse amor existisse, vocês duas ao menos lutariam por ele, mas como não existe de ambas as partes, ficam nessa. Ah! E sobre o meu estado no dia em que nos casamos, foi devido a uma situação que passei, e que não desejo a ninguém. Até mesmo, para pessoas desprezíveis assim como você. Não me matou passar por aquilo, mas tornou-me muito mais forte, então, nem tente menosprezar-me por isso, porque, não vai adiantar. Se é somente isso que tinham para me dizer, podem voltar para o salão e manterem a falsa postura de vocês. — Ela responde, encarando Alexandra e apontando a saída com a cabeça.
Alexandra e Alexandre não dizem mais nada. Apenas a fuzilam com o olhar e antes que saiam.
Beatrice, que ouviu toda a discussão, sai apressadamente e pega uma taça com o primeiro garçom que encontra e vira de uma vez.
Ela está surpresa por ter ouvido Alexandra comentar sobre os vídeos que ela sequer sabia da existência e se perguntava se a sua mãe sabia.
— Prévias? Não acredito que a Alexandra tenha feito isso. Será que a minha mãe sabe disso? Acredito que não. Mas... se ela não contou a minha mãe, por que não fez isso? O que ela pretende? Quem é você de verdade, Carmela? Por que mexe tanto comigo? Por que me sinto a pior pessoa do mundo por ter feito da Alexandra minha amante? Por que o meu peito dói e a minha alma queima só de imaginar o quanto sofreu naquele dia em que nos casamos? O que fez comigo, pequena feiticeira?! — ela pensa, enquanto olha para a taça vazia.
— Pensando em que, doce cunhada? — uma mulher morena e siliconada, de vestido preto extravagante, e cabelos presos num rabo de cavalo se aproxima.
— Por que não me erra, Thayssa? Vai encher a paciência do Antony. Ele que é obrigado a lhe aturar. Eu não.
— Nossa, que mau humor. O que aconteceu?
— Não aconteceu nada, sério. Só quero ficar quietinha na minha.
— Olha, cunhada... Eu não escondo de você, que se você me quisesse, eu já teria ido para cama com você há muito tempo, desde antes de eu me casar com o seu irmão. Mas, um conselho que lhe dou, é que, tente fazer o seu casamento dar certo. Dá para perceber nos olhinhos dela que ela lhe ama, e você corresponde a esse sentimento. Não se prenda no passado, nem fique com medo de sofrer. Num relacionamento, estamos sujeitos á errar, a cair, mas é uma escolha nossa se vamos permanecer no erro e no chão. Nada impede que a sua esposa lhe perdoe pelas suas puladas de cerca, que você a conquiste, e vivam num casamento de verdade. Veja o casamento dos seus pais, por exemplo. O casamento deles a principio foi um casamento por negócios, e foi exatamente por causa dessa mesma escolha errada que você está fazendo, que ele quase perdeu a sua mãe. Mesmo que seja um casamento de mentira, uma traição não irá doer menos. O meu casamento com o seu irmão é o fiasco que é, porque nenhum de nós dois quisemos lutar por ele. Não abrimos mão do nosso orgulho, não pedimos desculpas, e me arrependi de algumas coisas assim como ele, mas nunca reconhecemos, e tão pouco buscamos fazer diferente. Não use o meu casamento com o seu irmão e tantos outros como espelho, e sim, o casamento dos seus pais e a minoria que quis fazer dar certo.
— É... quem diria que existiria algum juízo nessa tua cabecinha de vento, não é? — elas dão risada, e Thayssa nega com a cabeça.
— Existe sim, e é exatamente por eu ter juízo, que se você não tomar jeito, vou dar em cima da sua mulher, e até me separo do Antony, fugimos juntas e vamos morar numa ilha paradisíaca.— Ela diz sorrindo e Beatrice arqueia a sobrancelha.
— Não acredito que ouvi isso. Onde está o juízo nessa história?
— Está em não deixar uma tremenda gostosa daquelas passar, minha amiga. Se eu fosse você, nesse exato momento, iria arrastar ela para o quarto, conversar com ela, e passar a noite explorando aquele corpo violão como se fosse a ilha com os tesouros mais preciosos do mundo. — Ela responde, balançando levemente a cabeça, concordando com as suas próprias palavras.
— Dá para parar de dar em cima da minha mulher a cada frase?
— Tudo bem — ela levanta as mãos em rendição — mas, não perde a chance não, boba. Vai lá!— ela pisca para Beatrice, e balança a cabeça em direção de onde Carmela está conversando com Gal.
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Atualizado até capítulo 24
Comments
Maria Daguia
Cuida logo da vida, Beatrice!! Sua cunhada é bem capaz de dar em cima de Carmela!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
2024-08-17
2
Maria Daguia
QUEM DIRIA QUE JESUS A TAYSSA DIRIA ALGO TÃO SENSATO!!!!!
2024-08-17
0
Rubiinha Paiixão
de onde menos espera sai os melhores conselhos
2023-11-15
6