Vejo-o varrer cada centímetro do meu rosto com aqueles olhos enigmáticos,e as mesmas sensações estranhas assaltam-me novamente.
Porém, não posso deixá-lo perceber a minha fraqueza.
Tento-me soltar do seu braço, e só pioro a situação.
Pois, agora ele puxa a minha cintura e encosta me na parede,foi muito rápido.E a lamparina apaga de vez.
- Solte-me eu ordeno.
Digo raivosa.
- Não antes que me responda , senhora... E a senhora não manda em mim.
— Poderia mentir, mais o senhor já deve ter percebido que seu corpo jovem desperta desejos numa moça como eu. Embora ame meu marido.
Minto descaradamente.
- O Sr atraiu-me, naquele momento, e... apenas naquele momento. Mais agora o juízo já está em mim, e se não me soltar eu direi a todos que está tentando forçar-me e quero ver como se sairá desta...era isto que queria ouvir?
Sebastian é forte, tem músculos definidos e aqueles cabelos bagunçados que lhe caem quase aos ombros mexeriam sim com o juízo de qualquer mulher e , sabendo disto, ele pressiona-me e sinto sua rigidez masculina encostar em mim.
Assusto-me e suspiro. Ele encosta-se mais? e põe uma de suas coxas entre as minhas pernas.
Meu Deus, o que farei Agora? Estou apenas de camisolão e a delicada peça noturna que cobre minha intimidade.
- Gosta disso não é madrasta?
Ele esfrega-se em mim. E é neste momento que perco a lucidez, e gemo baixo, sentindo aquele fogo subir por entre as minhas pernas.
Este homem é puro fogo. A pele quente me tocando de forma libidinosa.
Sebastian encosta a boca no meu pescoço exposto e cheira com vigor.
— A senhora é tão cheirosa ... Se não fosse minha madrasta...
- Mais eu sou. –Luto para me desenvencilhar.- Solte-me seu bêbado imundo.
Agora enfia a mão em meus cabelos e faz um carinho selvagem na minha nuca, cravando as unhas ali, e eu num gesto involuntário ponho a boca em seu ombro e tenho a brilhante idéia de morde-lo, para ver se ele me solta. Tenho sensações estranhas percorrendo todo o meu corpo agora, e se não sair dali, não sei o que será de mim. Mais meu gesto desesperado só o encoraja.
-Não vai enfeitiçar-me como fez com o velho Otto. Eu a desejo senhora, mais não vou possui-la, não farei isso.Não com a senhora...Morda-me senhora, arranque um pedaço de mim se quiser, mais deixe-me ao menos sentir o seu gosto, o seu cheiro... para que durma ao menos esta noite.
É um momento sensual e para quem se atacavam a poucos minutos acho que estamos bem afinados, até demais.
Ele bebeu de certo, mais não o suficiente para lhe tirar a total lucidez.
Sebastian sabe exatamente o que está fazendo.
- Solte-me Sebastian, eu imploro...seu...patife inconsequente.
- A senhora é uma aproveitadora, mais de mim não irá se aproveitar.
Ele diz isso me chamando de aproveitadora, mais é ele quem não me solta.Este insolente!
- Quem lhes disse que é isto o que quero? Sou fiel ao seu pai.
Uma mentira descarada da minha boca pois o meu corpo tem outras respostas.A raiva some e o desejo insano me toma.
Enlaço seu pescoço, e resolvo fingir que cedi.Mais esperarei apenas a oportunidade perfeita para chuta-lo. Não vou sair de desavergonhada nesta história.
Ele me Põe alto do chão e levanta minha camisola .Acariciando por baixo dela. Estou em pânico pelo flagrante, mais ele agora é quem parece não se importar.
As mãos grandes e frias me tocam nas costas e ele tenta chegar aos meus seios. Bem devagar. É mesmo um sedutor.
Diz que não me quer possuir, mais me tenta de forma irresistível.
E louca eu, que não revido.
Que indecência aquela que estamos protagonizando embaixo daquela escada.
Nos perdemos no abraço, mais quando sinto-o aproximar as mãos dos meus seios já duros , como nunca os senti,eu me solto de uma vez e o esbofeteio com força.
- Pervertido, nunca mais encoste em mim.
Apanho a lamparina do chão, e subo as escadas em desespero de alma.
Ofegante e descontrolada.
Sr Otto dorme profundamente.
O que fiz? Perdi-me novamente com aquele rapaz inconsequente? Agora ele sabe que me tem nas mãos.
Não quero parecer uma perdida, mais de fato, perco as forças quando ele encosta em mim. Sei que o que ele quer é me desmoralizar e atingir o pai, e então eu preciso ser mais forte.
Nunca senti atração por homem algum, e este parece que me cega quando se aproxima.
Deito-me e envolta nas cobertas. Aperto meus olhos, ainda acalmando o fogo que me subiu as entranhas quando senti aquela sua parte rija me tocar.
Que sensação boa e perigosa ao mesmo tempo.
O peso na consciência de uma moça pura como eu, é grande demais para se carregar sozinha. Mais com quem dividirei aquilo?
Quando este contrato com o meu tio-primo terminar vou sumir destas terras, ou a loucura que me consome vai queimar-me de dentro para fora, e aí sim estarei perdida completamente.
***
SEBASTIAN...
Deito-me na cama naquela noite, ainda com a sensação da pele macia acariciando os meus dedos.Sim, porque foi isto o que aconteceu. Ela me acariciou. Fui tomado por algo desenfreado aquela noite.
Esta jovem senhora que meu pai arrumou como esposa, me desafia a sanidade.
Desde que chegou aqui tomou minha mente em pensamentos. Não tive uma boa impressão sobre ela . Soube no mesmo instante que era uma armadilha para ele. Porem, no exato momento, ela também se tornou para mim.
A armadilha mais deliciosa que um homem poderia querer.
Deliciosa e perigosa.
É a esposa dele. Otto. Meu pai... como poderia possuí-la?
Quero odia-la, e prometi a mim mesmo que faria de sua vida inferno. Pois sei que ela veio para iludir a meu pai e zombar de meu irmão e de mim.
Mais aqueles olhos, aqueles cabelos... tem me atraído. Tanto que, ultimamente , uma em minha cama tem sido pouco. Tenho seguido os passos do meu pai. Que sempre gostou de duas belas mulheres a seu dispor.
Quero humilha-la e vê-la amargar a dor e fazer meu pai amargar com ela... mais esta senhora...é diferente.
Quase perdi o controle ao tentar tocar seus montes tenros. Aqueles seios são duas pedras delicadas de uma carne suculenta que amolece o juízo de um homem.
Mais ao mesmo instante que a desejo, a imagem vivida do meu pai vem a minha mente. Ele casou-se com e ela, e pelo jeito se dão bem e ela o faz feliz.
Seria a confirmação de um sacrilégio consumar o que tenho em mente fazer com aquele corpo. Que mesmo sob as camadas de roupas me dão a imaginação que se escondem em seus delicados meneios.
Preciso me conter.
Vingar-me-ei deles de outra forma. Por que possui-la, uma vez seria pouco, até para mim.
Conheço o bastante do meu próprio desejo. E se toma-la uma vez, com a sede que estou, vou acabar querendo mais, e ai ao invés de um Montanese, enfeitiçado, serão dois, e eu sairia perdendo como da ultima vez.
Pensar nela,fez-me até esquecer do infortúnio que foi a passagem de Louise em minha vida.
Há... senhora... se outras circunstâncias nos unissem. A senhora seria minha ainda esta noite, eu juro.
Envolvo-me em minha cama. Preciso de alguém para acalentar os meus desejos.
Acho que irei atrás da serva, pelo menos desta eu posso desfrutar sem o peso do pecado de tomar em meu leito a substituta da mãe que meu pai arranjou para nós.
Que lástima, e infeliz situação.
Busco a jovem moça de seus aposentos e a tomo em meus braços como um lobo feroz.
Faz tempo que não me deito com ela, e a jovem vive caindo de amores por mim. Tiro a peça que separa nossos corpos e a jogo em minha cama, ainda sentindo o fogo que me queima as entranhas.
Não tenho sentimentos por ela. Só quero jorrar sobre ela.
Elas já sabem como faço e não se importam. E a tomo sim, várias vezes, mais em meu pensamento os olhos sedutores de minha madrasta perseguem-me.
Nunca deixo o meu liquido invadir uma mulher. Não quero trazer ao mundo um filho que irá sofrer tanto quanto eu tenho sofrido nesta vida.
Na casa de madame Elô, esta noite não me deitei com ninguém, só quis beber , e ficar o mais leve possível, para enfrentar os problemas em que vivo mergulhado desde que voltei do exercito.
Tenho uma fixa lá.Mais nem ela me encantou esta noite.
Bebi para esquecer, e quando chego em casa, a bela senhora de meu pai, tenta-me.
Mais vou tira-la do meu pensamento, nem que para isto tenha que dormir com cada mulher desta fazenda e das vizinhas. Mais aquele desejo que ela despertou em mim, não vai dominar-me.
Depois do ato. Em que me satisfaço algumas vezes, eu a despeço e lhe dou algumas peças de libra para ficar em silêncio. Mais sei que o silencio de uma mucama, é difícil de se comprar, quando o homem que a possuiu é o herdeiro do patrão.
Quem não quer me agarrar?
A moça me olha chorosa, pois nutre sentimentos por mim, então levado pelo pesar , eu a deixo ficar , apenas para dormir embalando seu delicado corpo sobe meus braços, e sonho com aquela que tem me matado aos poucos desde que chegou aqui:
Adelaide, a doce esposa jovem e perfeita do meu pai.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Aurora
o pobi em apuros aiaiaia
2023-10-08
4
Cintia Maria Lemos Tavares
Calma gostosão ela vai ser tua...
2023-07-17
0
sid
é um casamento de fachada, assim que terminar o pai deve contar ao filho...espero, da até dó
2023-06-23
0