Depois do passeio e de conhecer a casa, sinto-me cansada, andamos muito. Sento-me num dos bancos da linda varanda frontal e tiro as botas, pois por ser fazenda, fui aconselhada a usa-las sempre, para não ser surpreendida por algum bichinho indesejado.
Ciri foi buscar um refresco para nós.
Então estico as pernas e reclino a cabeça para trás, sentindo o vento ameno daquela manha me tocar o rosto com delicadeza.
Chego quase a cochilar.
- De onde foi mesmo que você surgiu garota?
A pergunta me pegou de surpresa, então abro os olhos e Sebastian está parado na minha frente com aquele olhar matador que tanto me incomoda.
Demoro um pouco a me situar; então o olho mesmo de baixo sem me deixar intimidar.
- De Valedouro no Norte do país, a cidade natal do seu pai, ele não lhe contou ontem?
- Quero saber como veio parar aqui, e o que pretende. Por que apaixonada por meu pai eu sei que não está, e com a idade que tem só me vem uma coisa a cabeça:
É uma interesseira e aproveitadora .Mais eu não vou deixa-la dominar os espaços, isso pode ter certeza.
- E quem disse ao sr, que quero dominar espaços? Sou a mulher dele, é só isso. Será que não é capaz de acreditar que seu pai pode ser feliz mesmo com uma moça como eu?
- Feliz? Acha que é isto o que ele quer? Acho que ele tem outros interesses que não incluem felicidade.Os prazeres de um corpo jovem e quente a sua cama, talvez...
Ele debocha.
- E se for isso, o que importa ao sr?
Nosso diálogo é frio, embora o calor que sinto subir em meu corpo quando o encaro, é intenso e cheio de indefinições.
Sebastian se senta a minha frente, em uma das cadeiras de descanço e cruza as pernas de forma elegante, jogando o corpo para traz. Assim a luz do dia posso analisa-lo melhor.
Bonito na definição plena da palavra.Apesar da arrogância que aplaca suas feições perfeitas.
Ele tem um cabelo sedoso, longo quase aos ombros, fios lisos e soltos. O rosto angular de maxilar largo e lábios finos de cor rosada e dentes alinhados, sem falhas e branquinhos. Alto esguio, mais com braços fortes que se comprimem na camisa branca de laço aberto, mostrando o peito definido . Mesmo com o casaco pode-se constatar sua definição. As calças justas, com as botas cano alto,mesmo que não quisesse, não tem como não notar o monte em suas calças. Homens como ele, gostam de exibir e marcar bem sua virilidade.
Assim como as mulheres aos seios.
As mãos grandes que se jogam enquanto ele fala, e a pele de um tom claro mais não branca demais, o que se entende que ele sai muito ao sol. A voz grossa e de timbre firme, e aquele olhar de quem quer lhe esmagar de fato. Barba por fazer , e aquele azul infinito a me mirar. Mergulharia neles se pudesse nadar...
O jeito de rebelde sem causa , provocativo e sensual ao mesmo tempo. Sempre que termina uma frase vejo a língua rosa passear pela boca.
Ele não sorri muito, mais se sorrisse, tenho certeza que ali teria uma covinha .
Não sou muito de reparar em detalhes masculinos, por que não é decente a uma dama, assim minha mãe me ensina, mais aquele tipo dele, é o tipo que nunca, nunca mesmo passa sem ser notado.
Analiso discretamente as coxas grossas comprimidas na calça. Ele parece que me acompanha com o olhar.
E rapidamente já muda o discurso.
- Gosta do que vê. Sra Montanese?
Seu olhar atento me pegou de surpresa.
- Do que está falando sr Sebastian...- miro seu rosto.Pois o meu eu sei que está corado por minha breve analise de seus atributos.
Ele ensaia um riso, mais não abre a boca. Apenas põe a mão sobre as calças e se toca a minha frente. Aquele gesto masculino que deixa mulheres se abanando com um leque. Se estivesse com um dos meus, com certeza me abanaria agora.
- Da sua analise ao meu corpo, acha que não percebi ?está fazendo um comparativo entre meu pai e eu? Se for, já tem sua resposta: Sou o mais viril dos Montanese.E não perco em nada na experiência, apesar de ele, ser... como posso dizer...ser mais ...senil.
Suspiro alto. Que atrevido!
Fecho a expressão.
- Saiba que está enganado. Não fiz análise nenhuma e se fizesse com certeza o sr sairia perdendo, pois a pesar de senil, como diz, seu pai é até bem viril, e em nada me deixa a desejar quanto aos” atributos” como se refere.
Ele rí pela primeira vez. A cara mais safada e descarada que já vi.
- Viril, o meu pai? Hora sra.Adelaide.Não me faça rir. Não sei o que a fez se casar com ele, mais com certeza não foi a sua jovialidade. Sim pode até ter um pouco de experiência, mais uma moça jovem ,sexy e cheia de fogo como você, não é qualquer um que consegue dar conta.e Ele com certeza não vai dar. Se precisar o Montanese mais jovem vai estar aqui.Sou do tipo que dá conta do recado, muitas vezes se quiser. E numa única noite.
Que atrevimento, ele fala de forma sensual e sem nenhum pudor , se insinuando com a mulher do pai, sem ao menos conhece-la? Que desrespeito. Acho que quer mesmo provocar , pois sabe que com certeza comentarei com sr Otto.
Olho incisiva para o debochado rapaz.
- Com certeza não vou precisar e se um dia cogitasse esta ideia, o sr seria o ultimo homem da face da terra com quem me deitaria. Arrogante e afobado como é, a única certeza que tenho é que... falharia comigo, coisa que com seu pai , afirmo com presteza, não acontece.
Se ele quer briga, vai ter. Sou uma boa moça, mais se me provocam eu não deixo barato, ainda mais quando vejo um filho tão malcriado. Não vou deixa-lo humilhar o pai assim. E ainda me falar de forma tão indecente.
Ele se levanta e fica de pé bem na minha frente, olho para cima, pois se olhasse para baixo com certeza teria que encarar o seu volume nas calças.
Acho que é isso o que ele quer. Sebastian parece ser do tipo libertino no mais alto grau da palavra, e gosta de se exibir, sim, com certeza gosta. Acha mesmo que vai mexer comigo com aquele joguinho baixo e tentando se esfregar descaradamente na minha cara?
- Venha comigo até o quarto e eu lhe mostrarei quem é o broxa aqui.
Nossa conversa tomou um rumo muito pessoal e agora ofensivo. Que tipo de homem é aquele que tem coragem de dizer aquelas palavras tão intimase vulgares anova madrasta que só conhece a um dia?
Fico de pé também para encara-lo melhor. Sou pequena a diante de sua estatura imponente. Mais não desvio o olhar.
- Muito obriga sr. Não estou a fim de me decepcionar hoje, e... seu pai já fez bem o papel dele esta noite.
Dou um sorriso vitorioso quando percebo que o desarmei.
Ciri chega com o refresco e eu pego um copo.
Ele abre a mão a minha frente.
-Está vendo esta mão? A sra ainda vai comer aqui- toca na palma com o dedo- lamber os beiços e pedir mais. Nunca conheci uma que não quisesse. Pensa que só por que é “esposa dele” vai fugir a regra?
Agora já deu. Minha raiva sobe. Jogo o refresco todo nele,deixando o molhado e com aquela cara de emproado enfurecida.
Sebastian nem se move mais vejo seu olhar fuzilante me querendo devorar pela atitude inesperada e petulante.
- Para apagar o seu fogo, sr Sebastian, com licença, meu marido, viril e apetitiso acaba de chegar.
Saí para encontrar sr Otto que de fato acaba de chegar. E sinto o fungado raivoso atrás de mim, e Ciri ri discretamente da cena, pois esperta como éJá deve ter sacado o teor acalorado de nossa discussão.
Quem este pretencioso imbecil pensa que é?
Quando desce do cavalo, meu marido estranha meu gesto carinhoso. Combinamos de não haver toques e gestos íntimos entre nós. Mais adoraria ver a raiva registrada no olhar do filho ao ver a esposa jovem e bonitinha beijando seus lábios com paixão agora.
Ele ri sem entender direito, mais acho que gostou da minha atitude.
Estou descalça e sr Otto ao perceber meus pés delicados protegidos apenas por uma meia tocando a grama fria, me pega nos braços.
- Não deve andar aqui desta forma, não me perdoarei se um bicho atrevido lhe ferisse.
Ele me conduz até o topo da escada de seis degraus e vê Sebastian molhado, com as mãos na cintura me encarando.
- Embora saiba que existem bichos bem mais perigosos bem aqui mesmo.
Diz com intenção de duplo sentido. Já deve conhecer o descaramento do filho e aquilo foi para mostrar que sabe que sua caça já está sendo observada por outro. E que a dificuldade do acesso já o aborreceu.
- Obrigada marido, sua gentileza me encanta.
Sebastian limpa os olhos com a manga do casaco e sai em direção ao seu quarto.
Aquilo vai ser mais difícil do que imaginava. A adorável sra Adelaide Montanese, de boba não tem nada, e provoca-la, vai ser como um tiro no pé, ou aquele que sai pela culatra. Se quer aborrecer o pai, através dela, vai ter que mudar a tática, e rápido.
Sebastian entra pisando fundo em casa, e já grita chamando o seu servo pessoal, deixando a todos os outros alvoroçados. Pouca coisa o tira do sério assim. E eles sabem que quando isso acontece, alguém vai ter que pagar.
-Frederico aonde você está?
- Estou aqui senhor.
O rapaz chega ofegante.
- Me providencie um banho, imediatamente.
- Simsr.
Sairapidamente para chamar os servos com a água.O patrão está zangado e isso não é bom.
Sebastian dá voltas no quarto , como um bicho raivoso.
-Que meninazinha atrevida essa tal Adelaide...
Tambem eu a provoquei. Mais só queria saber qual era mesmo a sua. Pois vi a forma como ele me analisou de fato. Conheço bem olhares femininos e aquele queria ver muito além de minhas roupas com certeza. Se ela casou-se com meu pai por interesse , eu vou mostrar isso a ele, ou melhor vou esfregar na cara dele. Se pensa que trazer essa moça pra cá vai e deixa-la mandar em tudo aqui, está muito enganado, eu vou coloca-la no seu devido lugar.
Ele sacode a cabeça, contendo a sua raiva. Tem andado muito assim, nos últimos tempos. Tudo o aborrece. E provocar ao pai, é só um escape. Sabe que ele teve culpa do que passou, e puni-lo parece que ameniza o peso do fato, e alguem tem que pagar. Já queBeni é imune as suas provocações, desestruturar Otto, parece a melhor escolha. Afinal, ele também teve culpa do que aconteceu, muito em parte , mais teve.
Foi o pistão da arma que o atingiu.
Se joga na cama, suspirando para se acalmar.
- Essa garota me paga. Quem ela pensa que é? Mal saiu das fraldas e já pensa que tem experiência na cama com homens. Casada só a uma semana, acha mesmo que sexo é o que o velho Otto acha que faz com ela? Vou faze-la engolir suas palavras, e ela vai sim comer na minha mão e de quebra ainda me vingo dele, por ter sido o pivô da fuga de Luise.
Já desequilibrei muitos casamentos por aí,e o dele não vai ser diferente.
Não sei qual seu real plano, mais se pensa que trazendo essa menina pra cá vai me fazer ir embora , está muito enganado. Agora é que não vou. Ficarei aqui, e vou tornar a vida deste dois um pequeno inferno.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Nicole Rossales
kkkkkkkkkkkk
2024-11-24
0
Nicole Rossales
hahahahahahaha se doeu e senhor Sebastian
2024-11-24
0
New Biana
o mimado foi abatido kkk
2024-07-04
1