ARRENDADA

...Continuando...

Meu pai ensinava-me aquelas belas palavras baseado no profundo amor que nutria por minha mãe e vice versa.

Nunca conheci um casal que se amasse tanto. E é exatamente isto o que quero pra mim. Ou queria, antes desta tragédia que no acometeu tão cruelmente.

Apesar de saber dito e guardar bem suas palavras, chega um momento que a esperança amolece e os sonhos desvanecem.

 E hoje, especificamente hoje, amanheci mais triste que o habitual. E quando me sentei naquele sofá para bordar, mergulhei em muitos pensamentos e lembranças. Lembranças de uma época boa que não volta mais.

A época em que éramos a família Montanese, uma das mais ricas e conceituadas de Valedouro.

Época que saia lado a lado com meu pai e o via ser honrado e cumprimentado por todos que nos viam, e que hoje meneiam a cabeça e torcem o nariz, isso quando não riem de nosso infortúnio.

Que sociedade cruel e materialista. Nunca aceitei este tipo de tratamento a pessoas que por um descuido ou pura falta de sorte, da noite para o dia perderam sua pouca dignidade.

No nosso caso, muita.

Época que riamos um do outro, quando tentávamos encontrar uma piada que fizesse minha mãe rir conosco. Hoje ela não sorri, e isto dói-me  tanto...

 Olho suspirante para ela. Com as mãos e o dedo já vermelho pelo atrito com a agulha de bordar.

- Com licença mãe, vou até o quarto de costura pegar mais linha vermelha.

Era apenas uma desculpa para que ela não visse minhas lágrimas. Estamos ameaçadas de despejo. Pois a casa hipotecada com as parcelas atrasadas geme por nossa ajuda. Parece que não quer nos deixar partir. Mais a qualquer momento o funcionário do banco pode chegar e nos expulsar dela.

Perderemos nosso único bem de família.

 Choro um pouco sozinha, para aliviar o peito.E depois que me contenho, pois não vale mesmo a pena.Limpo o rosto e tento esboçar um sorriso para não deixa-la me ver assim, embora saiba que ela faz o mesmo, muitas vezes ao dia.

 E volto a mim

Neste momento ouço batidas fortes na porta.

Corro a janela. Mais o que é isto? Quem é este?

— Não, isso nunca!Ponha se daqui pra fora agora mesmo, seu aproveitador mentiroso.

 Ouço minha mãe gritar para o homem parado a sua frente. Ele é alto de ombros largos e queixo quadrado,e a expressão fechada.

Tem com certeza mais de 50 anos, e apesar da idade , pode sim ser considerado bonito,  e os cabelos grisalhos que ele não esconde com o chapéu de pena. Mais a expressão do rosto são de um homem marcante; seu olhar é negro e suas roupas finas indicam a sua condição social. Um rico fazendeiro, provavelmentedo café.

 A julgar pela forma grosseira que ela falou com o tal cavalheiro, com certeza o conhece, pois nunca se dirigiria assim a um desconhecido.

E então olhando mais fixamente, reconheço traços familiares. Traços do meu pai, aquela sobrancelha grossa é inconfundível.

Chego á sala e ela me puxa para trás de se, em senso de proteção.

Os olhos dele brilham ao me ver entrar, e já vejo a expressão de satisfação fluir do seu rosto antes tencionado pelo ataque de fúria de minha mãe.

- Então, esta é Adele... Adelaide. Suponho.

 Chego perto do ouvido dela e pergunto sentindo um frio em minhas entranhas .

- Quem é este homem, mãe, e o que ele quer?

 -Bom dia Milady, eu sou primo do seu pai. Otto Montanese, a seu dispor. E vim para salva-las da ruina total.

 Saio de detrás dela.

-Primo do meu pai?

— Sim. -Ele adiantou-se e estendeu a mão para que eu estendesse a minha também e ele pudesse cumprimentar-me, apenas com uma leve aproximação de lábios, como é costume.

Estou sem luvas, por isso seus lábios não podem tocar minha mão.

Hesitei um pouco, porém a boa educação fez-me retribuir a sua gentileza. Minha mãe , já se colocou novamente entre nós e puxou-me de novo.

- Podemos sentar para conversar?

-Já disse que o sr não é bem vindo. Por isso ,o meu marido nunca o chamou. Como ficou sabendo do seu falecimento?

O homem se senta de forma elegante no nosso sofá, afastando os bordados com mãos enojadas, como se aqueles finos tecidos fossem algo fétido.

Só aquele gesto já me fez repudia-lo também.

Ciri vai rapidamente e recolhe nossas costuras e então ele acomoda-se por completo. Pleno e confiante.

-As notícias correm Marta. E, há alguns meses ele escreveu-me, suponho que algumas semanas antes do infortúnio que o levou deste mundo. E, como já adiantei-me fez um pedido especial, apesar de não nos comunicarmos muito nos últimos tempos, sangue é sangue.E eu nunca a deixaria desamparada, ainda mais agora, com a confirmação do que já supunha sobre sua filha.

- Do que está falando Sr. Otto.?

-A inegável beleza e graça que ela possui.

- Não precisamos de sua ajuda, se ele escreveu, foi num momento de fraqueza. Estamos nos virando bem por aqui, e ...aquela sua ideia inicial em nos ajudar, pode esquecer, nunca vai acontecer.

Ele meneia a cabeça e lança um sorriso grande de orelha a orelha.

-Bom, já sondei a situação de vocês e... não é nada boa. Eu sou o único parente vivo, e ...como homem tenho o direito de requerer o que sobrou do meu primo. É tudo meu. Até vocês.

-Desculpe interromper vossa senhoria ... – Digo de olhos baixos.

-Otto. – Ele enfatiza firme- Fale senhorita Adelaide..

- Não sobrou muita coisa para o sr... tomar posse como diz.Só temos esta casa hipotecada. E muitas dívidas a pagar.

-Eu sei. Já comunique-me com o banco.E, a menos que me deixem intervir, em breve vão perder esta casa e morar...bom, não sei se é conveniente falar mas, já sabem. Na rua. E eu posso ajudar.

- Não a troco do que deseja. Senhor digníssimo primo de meu marido.

Minha mãe foi firme de novo, parece que quer mesmo espantar aquele que parece ser o único que de fato pode nos ajudar.

No ano em que vivemos,1880, mulheres sozinhas, e sem dinheiro, não tem muitas chances de continuar com uma vida decente naquela cidade.

- Posso saber o que o sr deseja em troca de nos amparar?

Minha mãe o suplica com o olhar para que se cale.

-Serei direto em minhas palavras.Pois tempo é dinheiro.Preciso de uma esposa, e... como parente mais próximo do seu pai, posso escolher casar-me com você, ou com sua mãe para honrar o nome dele. Como ela , está fora de questão por razões que a srta já conhece, eu escolho você.Mais jovem, mais bonita e, que se encaixa exatamente no que preciso no momento.

O que? Me casar com meu... tio? Além de tudo mais velho e como já demonstrou de várias formas um arrogante de primeira linha...

- O sr é meu... tio...

- Não exatamente. Sou primo em 4º dele. E além de tudo... . Não temos linha de sangue próxima e ainda que tivéssemos, isso não seria um empecilho.

Senti um leve embrulho no estômago, aquilo é inconcebível. Já ouvi falar de parentes que se casam, mas nunca aceitei bem esta ideia. E ele está certo quanto a lei do parentesco. Ele pode me tomar como esposa, para honrar o nome do meu pai.

Já que com minha mãe não parece mesmo querer acordo.

- E então senhora Marta , o que vai ser?

 Sua pergunta parece que encheu minha mãe de fúria.

- Vou pedir que se retire, da minha casa agora mesmo.

 O homem alto de elegância e porte de nobre se levanta e estala os dedos. Alguns serviçais entram na casa. Eles trazem nas mãos cestas enormes com frutas , legumes e uma infinidade de iguarias  e grãos.

-Não quero nada de você,sr Otto.

- Mais mesmo assim, eu vou deixar. E, serei generoso. Fico na cidade a negócios até a próxima semana. Estou na hospedaria dos Milton. Se mudar de ideia, pode procurar-me lá. Sabe que estou em meus direitos sra Marta, mas quero fazer isso da melhor forma possível, sem me ver como um aproveitador, mesmo que a bela oportunidade- ele me olha – me cativem muito a ceder a isto.

 Ele faz um pequena reverência a mim.

— Milady...

Correspondo com os olhos apenas, e o vejo sair pela porta e só então minha mãe desaba na cadeira a seu lado.

- Miserável aproveitador, ele não vai conseguir o que quer, não com você. Não vou deixar. Não sei aonde seu pai estava com a cabeça quando enviou esta mensagem a este homem ardiloso, mais eu ainda sou sua mãe e nem que tenha que mendigar ele não vai te levar daqui.

Ela caiu em prantos , e eu me abaixo perto dela e afago seus cabelos, bagunçados pela agitação.

Ela é vaidosa, mais ultimamente, anda um pouco desleixada, devido a nossa condição atual. Pois os serviços de casa, tem sido dividido com as poucas serviçais que nos sobraram.

 Embora quando saímos, ainda temos o porte de mulheres da sociedade.

Da mulher arrumada e elegante de outrora, está sobrando muito pouco. Apenas aparências.

Isso é triste, mais é nossa realidade.

 Não sei nem o que dizer. Pois sei que ele está certo. Se não tivermos ajuda, logo mendigaremos sim, e se ele não me tomar como esposa, quem o fará?

Falida, maltrapilha e endividada...Apesar de bonita, o status vale muito por aqui.

Ciri traz um copo dágua , para que ela se acalme,

-Beba sra vai ajuda-la.

- Obrigada Ciri.

Ela bebe e depois fita-me com olhos ternos.

-Eu sinto muito ter que submete-la a isto querida, mas se depender de mim, você não se casa com este homem.

- E se não tiver outra saída mãe?

 Os olhos marejados se tornam mais vermelhos.

- Você não tem ideia de quem este homem é ,querida.Por isso seu pai nunca quis recorrer a ele. E agora ele chega se fazendo de bonzinho querendo nos ajudar... isso nunca. Ele só quer você.

 Levanto- me de perto dela e dou uma bela olhada ao redor, analisando nossas opções.

Poucas ou nulas.

Depois olho firme para minha mãe, e ela me entende, levanta-se também e faz negativa com a cabeça.

- Se não houver outro jeito, eu faço mãe, o que não vou aceitar é que a sra tenha que ir se humilhar para estes ricos esnobes desta cidade.

 Ela segura-me firme pelos ombros.

- Você não vai se casar com ele, está me entendendo Adele?

 Minha mãe está com o olhar raivoso como nunca a tinha visto, não consigo mesmo entender o porque desta atitude dela, posto que na nossa sociedade casamentos por acordo são mais que normais, e embora nunca tenha sido meu desejo pessoal, sempre soube que poderia acontecer. Ele é mais velho sim, pode até ser, mas já presenciei uniões bem mais escabrosas que esta.Meninas até com menos idade do que eu com homens mais velhos e de aparência não muito agradáveis.

Não respondo nada , só beijo o rosto dela afetuosamente.

 Amo minha mãe e farei o que for preciso para vê-la bem.

Chamo Ciri para a cozinha e vamos abastecer nossa dispensa já quase vazia com a generosa ajuda daquele primo estranho de meu pai.

 Otto Montanese.

Faço uma pequena careta, não me vejo mesmo casada com ele. Mas, se este for o preço por nossa sobrevivência e honra, eu farei.

 Naquele dia teremos uma refeição decente, como a muito não tínhamos.

 E isso eu saberei agradecer.

Acordo sonolenta com Ciri sacudindo-me na cama.

— Srta acorde, tem algo errado.

- O que... Ciri o que houve?

Esfrego os olhos.

- Tem homens estranhos na casa. Estão levando tudo o que tem valor.

 Dou um pulo sobressaltado. O que ?levando as nossas coisas?

Visto um casaco grosso, pois estou apenas de camisolão  e Ciri faz o mesmo, acendo a vela que ilumina o quarto que antes na penumbra tinha apenas a luz da lua entrando timidamente pela janela.

E quando chegamos a sala minha mãe está num canto apenas olhando os homens robustos carregando os nossos móveis finos e peças de familia porta a fora e colocando em carroças grandes que aguardavam na frente da casa. Ainda era cedo, mais com a agitação , a atenção dos vizinhos foi inevitável.

Nosso bairro é tranquilo mais para a fofoca é sempre agitado.

Chegamos perto dela e a abraçamos, Ciri parece assustada.

- O que está a haver mãe?

 Ela não responde, apenas me indica um dos credores e o representante do banco entrando com alguns documentos nas mãos.

- Sra Marta Montanese?

- Sim?

 Ele entrega algumas folhas a minha mãe.

 -Estou aqui em nome do banco da cidade e cujo proprietário está confiscando os seus bens até a quitação da hipoteca vencida a dois anos, depois de muitas tentativas de negociação, sem sucesso, a medida tomada na lei, obriga a sra e sua família a deixar o imóvel em três dias , ou teremos que fazer a remoção dos moradores com uso de força policial, se for o caso. A sra compreende o teor destes documentos?

 Ela não responde nada, só deixa cair uma lágrima em seu rosto, pega a caneta e assina a ciência, sem resistência, pois sabe que com aquele homem , não adiantaria reclamar. Já fizemos isto várias vezes e em sua ultima visita, ficou claro que quando viessem tomaria esta medida.

Ela sai da sala enquanto eles levam o resto da mobília que servia outrora de cenário a uma família completa e feliz.

...Há pai, porque o sr tinha que partir assim?

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Comments

New Biana

New Biana

Espero que não case com o tio

2024-07-04

1

Maria De Fatima Carvalho

Maria De Fatima Carvalho

começando agora já estou gostando 💖 💖

2023-11-24

5

Iasmin Lima

Iasmin Lima

Nem é feio kkkk Podia ser pior

2023-06-19

1

Ver todos
Capítulos
1 UM LINDO BORDADO
2 ARRENDADA
3 OVELHA DE SACRIFÍCIO
4 DE MALTRAPILHA A BARONESA
5 UMA NOVA FAMÍLIA
6 PRIMEIRA REFEIÇÃO EM FAMÍLIA
7 PRIMEIRO DIA COMO SRA MONTANESE
8 PROVOCANTE E IRRITANTE
9 ATORMENTADO
10 UM SONHO LIBIDINOSO
11 ATREVIDO,ATÉ DEMAIS
12 NAO SOU UMA INDECENTE
13 INSENSATEZ
14 DUAS ALMAS,UM DESEJO
15 UMA SAÍDA NADA AGRADÁVEL
16 TRAÍDOS POR UM OLHAR
17 ADORÁVEL SEDUTOR
18 UMA BELA RECEPÇÃO
19 MEU CORPO INTEIRO TE QUER
20 SINCLAIR
21 O CONDE PROMÍSCUO
22 UM GRANDE LIVRAMENTO
23 O PIOR DOS LIBERTINOS
24 PRESTÍGIOS DE UM NOBRE
25 O GRANDE BAILE IMPERIAL
26 PRESSÁGIO
27 APRISIONADAS
28 DIAMANTINO
29 MEU SALVADOR ARROGANTE
30 A TRAGÉDIA TOMANDO FORMA
31 DIAS NEGROS
32 VERGONHOSO FLAGRANTE
33 LEGATÁRIO MALDITO
34 TESTAMENTO : A REVELAÇÃO
35 CASAMENTO DE MENTIRINHA
36 SEDUÇÃO À VISTA
37 UMA DONZELA EM PERIGO
38 HARMONIOSO CASAL
39 QUE BELEZURA!!!
40 CASAMENTO CONSUMADO
41 DEPRAVADOS NO MESMO GRAU
42 UM CASAL DE VERDADE
43 O BORDEL DE MADAME ELÔ
44 INVASÃO DE PRIVACIDADE
45 DESCOBERTAS BOAS E RUINS
46 LIDANDO COM OS PROBLEMAS
47 UM NOVO HOMEM
48 ACERTOS E DESACERTOS DE UM CASAL
49 PRUDENCE ,A OUSADA
50 MEU AMANTE MEU MARIDO.
51 PERFEITA PARA MIM.
52 TRISTE CONHECIDÊNCIA
53 O PASSADO ME PERSEGUE
54 OS REAIS MOTIVOS DE SINCLAIR
55 A MELHOR E A PIOR PARTE
56 FUGITIVA
57 SINTO SUA FALTA-Parte 1
58 SINTO SUA FALTA-Parte 2
59 UM POEMA DA ALMA
60 O DESATINO DO CONDE
61 CONVALESCENTE
62 PRISIONEIRO DA ESCURIDÃO
63 A MERCÊ DE UM DEVASSO
64 GRANDES REVELAÇÕES
65 A DESCOBERTA DO AMOR
66 O AMOR QUE GERA CONFIANÇA
67 UM PLANO PRA LÁ DE ARRISCADO
68 APROVEITANDO OS BONS MOMENTOS
69 UM NOBRE EM PERIGO
70 DUELO DE GRANDES
71 MERECIDA PUNIÇÃO
72 DECISÕES CERTAS, CUSTAM CARO
73 A RECOMPENSA QUE O AMOR ME DEU
74 O BARÃO QUE ME AMA
75 CASAMENTO CONSUMADO
76 CAPÍTULO DE ANÚNCIO. CASAMENTO CONSUMADO
Capítulos

Atualizado até capítulo 76

1
UM LINDO BORDADO
2
ARRENDADA
3
OVELHA DE SACRIFÍCIO
4
DE MALTRAPILHA A BARONESA
5
UMA NOVA FAMÍLIA
6
PRIMEIRA REFEIÇÃO EM FAMÍLIA
7
PRIMEIRO DIA COMO SRA MONTANESE
8
PROVOCANTE E IRRITANTE
9
ATORMENTADO
10
UM SONHO LIBIDINOSO
11
ATREVIDO,ATÉ DEMAIS
12
NAO SOU UMA INDECENTE
13
INSENSATEZ
14
DUAS ALMAS,UM DESEJO
15
UMA SAÍDA NADA AGRADÁVEL
16
TRAÍDOS POR UM OLHAR
17
ADORÁVEL SEDUTOR
18
UMA BELA RECEPÇÃO
19
MEU CORPO INTEIRO TE QUER
20
SINCLAIR
21
O CONDE PROMÍSCUO
22
UM GRANDE LIVRAMENTO
23
O PIOR DOS LIBERTINOS
24
PRESTÍGIOS DE UM NOBRE
25
O GRANDE BAILE IMPERIAL
26
PRESSÁGIO
27
APRISIONADAS
28
DIAMANTINO
29
MEU SALVADOR ARROGANTE
30
A TRAGÉDIA TOMANDO FORMA
31
DIAS NEGROS
32
VERGONHOSO FLAGRANTE
33
LEGATÁRIO MALDITO
34
TESTAMENTO : A REVELAÇÃO
35
CASAMENTO DE MENTIRINHA
36
SEDUÇÃO À VISTA
37
UMA DONZELA EM PERIGO
38
HARMONIOSO CASAL
39
QUE BELEZURA!!!
40
CASAMENTO CONSUMADO
41
DEPRAVADOS NO MESMO GRAU
42
UM CASAL DE VERDADE
43
O BORDEL DE MADAME ELÔ
44
INVASÃO DE PRIVACIDADE
45
DESCOBERTAS BOAS E RUINS
46
LIDANDO COM OS PROBLEMAS
47
UM NOVO HOMEM
48
ACERTOS E DESACERTOS DE UM CASAL
49
PRUDENCE ,A OUSADA
50
MEU AMANTE MEU MARIDO.
51
PERFEITA PARA MIM.
52
TRISTE CONHECIDÊNCIA
53
O PASSADO ME PERSEGUE
54
OS REAIS MOTIVOS DE SINCLAIR
55
A MELHOR E A PIOR PARTE
56
FUGITIVA
57
SINTO SUA FALTA-Parte 1
58
SINTO SUA FALTA-Parte 2
59
UM POEMA DA ALMA
60
O DESATINO DO CONDE
61
CONVALESCENTE
62
PRISIONEIRO DA ESCURIDÃO
63
A MERCÊ DE UM DEVASSO
64
GRANDES REVELAÇÕES
65
A DESCOBERTA DO AMOR
66
O AMOR QUE GERA CONFIANÇA
67
UM PLANO PRA LÁ DE ARRISCADO
68
APROVEITANDO OS BONS MOMENTOS
69
UM NOBRE EM PERIGO
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DUELO DE GRANDES
71
MERECIDA PUNIÇÃO
72
DECISÕES CERTAS, CUSTAM CARO
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A RECOMPENSA QUE O AMOR ME DEU
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O BARÃO QUE ME AMA
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CASAMENTO CONSUMADO
76
CAPÍTULO DE ANÚNCIO. CASAMENTO CONSUMADO

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