Peter faz outra bandeja e pede a Bettany para levar para Diana. A senhora obedece e sobe para levar o lanche. Bettany conhece as artimanhas de Tayla e sente que precisa ajudar a esposa do seu chefe se defender dela. Assim que chega lá, ela vê que a porta da biblioteca ainda está aberta e a bandeja que Tayla levou no chão.
— Senhorita!? — Bettany chama.
— Oi, pode entrar! — Diana diz saindo do banheiro, logo após lavar as suas mãos.
— Sou a Bettany. Trouxe o seu novo lanche e pelo que percebo, Tayla já começou com os seus ataques. — Bettany observa.
— Pelo visto você conhece bem o caráter dela. — Diana comenta.
— A mim ela nunca enganou, senhorita. Mas ela é ardilosa, e tem uma facilidade de contornar a situação ao seu favor. Ela mesma conseguiu destruir o relacionamento do patrão Kevin com a Karen... — Bettany revela adentrando a biblioteca, mas se arrepende por ter mencionado o antigo relacionamento do seu patrão.
— Desculpa, senhorita. Eu não quis ser indelicada... — Bettany se retrata.
— Sério, mesmo? Ela separou os dois? — Diana indaga incrédula.
— Infelizmente, aquela garota é uma cobra disfarçada. Ela azucrinou a vida da senhorita Karen desde que ela chegou nesta casa, e juntando outros fatores externos o patrão Kevin decidiu se separar da senhorita Karen.Tenha cuidado com ela, senhorita! — Bettany avisa.
— Obrigada, pelo conselho e pelo lanche. — Diana agradece com tom de voz gentil e pega a bandeja das mãos da senhora.
— Estarei as ordens, senhorita Diana. Daqui a pouco retorno para limpar a bagunça. — Bettany diz.
— Obrigada. — Diana agradece novamente.
Diana medita nas palavras que acaba de ouvir e relembra do relacionamento de Kevin com Karen. Muitas pessoas acreditavam que eles se casariam, eram o casal perfeito, mas de repente foi anunciado o término do noivado deles. Da parte de Karen, todos dizem que ela ainda o ama, mas Kevin nunca mais se pronunciou a respeito. Além disso, desde o seu término com Karen nunca mais se ouviu notícias de novos relacionamentos dele.
— Se o que a Bettany disse é verdade, vou fazer essa mulher se arrepender, se ela tentar alguma coisa contra mim! Operação Lolita ativado! — Diana pronuncia determinada, e pegando o seu lanche o saboreia alegremente.
Enquanto isso, no hospital, Kevin acorda atordoado e os aparelhos detectam a sua agitação.
— Filho! Se acalme! — Mary solicita chorando.
Kevin olha para a sua mãe e vê as lágrimas escorrendo dos olhos dela. Ele se sente aliviado por estar vivo, mas ao mesmo tempo culpado por ver a sua mãe sofrer por sua causa. Os sinais vitais de Kevin aceleram e médicos adentram o quarto para analisar o seu estado.
— Senhor O’Coner! Se acalme, por favor! — O médico pede.
Kevin revira os olhos como se quisesse apontar para a mãe dele e o médico entende.
— Olha, você sofreu um acidente, passou por maus bocados, mas você foi forte e resistiu. Quanto ao seu motorista, ele não teve nada grave, além de arranhões superficiais. — O médico relata fazendo Kevin se acalmar.
O médico então continua a sua explicação:
— Seu rosto está enfaixado por causa dos hematomas, em breve tiraremos as faixas, e você ficará mais aliviado.
Kevin tenta mover os pés, mas não consegue e começa a revirar os olhos em desespero, para chamar a atenção do médico e os aparelhos tornam a apontar a inquietação do Kevin.
— Você sofreu uma pancada forte em sua coluna. Não sabemos ainda os estragos causados. A questão é, aos poucos iremos fazer os exames, mas acredite na sua melhora, tudo bem? — O médico esclarece e Kevin fica ainda mais aterrorizado.
As palavras ditas pelo médico com tanta incerteza, apesar de seu jargão médico, para Kevin era um ultimato, a certeza de sua incapacidade de andar em vista do que ele estava sentindo, ou melhor, não estava sentindo. Ficar amarrado em uma cadeira de rodas e dependente de alguém não era o que ele queria, e ele estava assustado. Se lembrou da noite nebulosa, do sequestro, da tortura e dos olhos lindos e assustados de Diana, a mulher que o salvou... Depois se lembrou do acidente...
— Se Diana não estivesse ido embora com o seu pai, eu não estaria aqui neste lugar… Não! Não foi culpa dela! Foi culpa dos malditos que mandaram me sequestrar! — Kevin grita em pensamentos e externa a sua indignação com lágrimas ao olhar para sua mãe aflita.
Kevin sempre foi indiferente quando as ações dos seus familiares paternos, mas agora foi a gota d'água. O seu desejo agora é encontrar e punir os culpados.
— A senhora deveria ir em casa, tomar um banho relaxante, pois passou toda a madrugada aqui. Seu filho já acordou e em breve será levado para fazer exames. Então sugiro que descanse um pouco. — O médico diz gentilmente.
Kevin também espera que a sua mãe atenda o pedido do médico. Ela, porém, olha para o médico e depois para o filho ainda relutante e diz:
— Vou ligar para Blake vir para cá, assim que ele chegar, eu vou em casa. Eu preciso contar para as meninas o que aconteceu. Nem sei como elas vão reagir com essa notícia, se é que elas já não sabem. Eu não vou deixar o meu filho sozinho. — Mary declara.
Mary liga para Blake e ele confirma sua vinda. Assim que ele chega, Mary se despede do filho e sai do quarto. Encontra Josh na recepção sentado e cabisbaixo e o chama:
— Vamos, Josh!
— Sim, senhora. — Ele assente, se levanta e a acompanha.
— Kevin acordou, mas ainda está com os aparelhos, talvez mais tarde o médico veja se já pode retirar dele. — Mary comenta.
— Que bom, senhora. Espero que o patrão se recupere logo. — Josh diz se sentindo mais leve com a notícia.
Na saída do hospital, Mary é barrada por Harry e Jonathan.
— Mary!? Como está o Kevin? — Harry pergunta preocupado.
— Vivo. — Mary responde seco e conclui: — Tentaram matá-lo, mas não conseguiram!
— Já chamou a polícia? — Jonathan questiona.
— A polícia está aguardando a melhora do meu filho, e só para garantir, vamos contratar os melhores detetives para desmascarar os culpados! — Mary declara autoritária olhando torto para Jonathan, em seguida dando as costas para os dois e seguindo o seu caminho.
— Mulher idiota! Teve a audácia de me acusar sem nenhuma prova! — Jonathan diz enraivecido.
— Ela não te acusou de nada, Jonathan. — Harry a defende.
— Você é um idiota! Vive correndo atrás dela e ela nunca vai te dar uma chance! Acorda, Harry! Sai dessa! Ela falou toda arrogante que nós somos os culpados, não percebeu? — Jonathan critica o irmão.
— Mas ela está abalada com o que aconteceu com o filho...— Harry argumenta.
— Não adianta discutir com você! — Jonathan replica impaciente e entra no hospital.
— Você sabe que aquele cão de guarda não vai deixar nós entrarmos no quarto de Kevin... — Harry avisa ao irmão.
— E quem disse que eu saí do meu trabalho para ver aquele infeliz!? Ele parece ter muita sorte! Mas se não conseguimos matá-lo, vamos fazer ele mesmo se suicidar. — Jonathan declara com um sorriso maquiavélico.
— E como você vai fazer isso? Eu nunca concordei com esse plano de matá-lo! — Harry se justifica.
— Mas quer a mãe dele, não quer? — Jonathan questiona debochando.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Renascida das cinzas
agora pronto, quero "assistir" a estória de Lolita também 😅
2024-10-25
0
Luciana Santos
q tio maldito é esse
2024-08-30
0
Elise Farias
Coitado do Kevin, com esse nojento e invejoso
2024-07-24
3