Capítulo 12

Ao descobrir a identidade de Dyllan, Rebeca vai embora o deixando ali sozinho sem entender o que ele havia feito de errado, porque ela havia ido embora se eles estavam se dando tão bem. Agora Dyllan estava ali sozinho, triste e perdido em seus pensamentos.

— O que eu fiz? porque ela foi embora? será que foi porque meu pai era pescador? não, ela não é assim, eu não devia ter beijado ela, ela não queria e eu... ai que droga — Dyllan se senta no assoalho  e fica tentando entender tudo aquilo que havia acabado de acontecer e então seu celular vibra em seu bolso.

— Tomara que seja ela, eu vou pedir desculpas e... — Dyllan olha e vê então que era seu alarme o notificando para lembra-lo de tomar seu remédio.

— Que droga, eu não preciso mais disso — Ele desativa aquele lembrete e então desliga seu celular se deitando assim no assoalho do barco e acaba adormecendo.

Enquanto dormia Dyllan começa novamente a ter seu pesadelo, porém não era como das outras vezes, ele não estava apenas vendo aquilo, ele também estava ali, mas parecia ser o único ali na verdade. Ele sai correndo atrás de algo que estava olhando para ele, porém agora apenas corria, era como se quisesse leva-lo a algum lugar.

— Espera por favor, quem é você? — Ele pergunta, porém não obtém nenhuma resposta e continua a correr atrás daquilo que ele não conseguia entender direito o que era mas chamava muito sua atenção, ele entra em uma caverna escura atrás daquilo, porém acaba não vendo mais nada.

— Ei me diz por favor, aonde vai? — Enquanto andava a procura daquilo ele acaba caindo em um buraco, ele não sabia onde exatamente estava caindo só continuava a cair, porque esse pesadelo não acabava? Porque? Depois de mais alguns minutos daquela queda livre ele acaba entrando em um túnel e continuava a cair, qual era o sentido desse sonho? ele não conseguia entender, e então ele tenta se segurar nas paredes para reduzir a velocidade, mas não consegue obter o resultado esperado, apenas machuca suas mãos que agora estavam sangrando e seus braços que pareciam que iriam quebrar pelo movimento brusco que havia feito a poucos instantes.

E então Dyllan acorda, com sua cabeça dolorida encostado em uma parede, aquilo tudo parecia ser feito de pedra, como ele foi parar ali? primeiro teve um sonho estranho e logo em seguida estava no subterrâneo? E seu braço? porque não doía mais? e suas mãos que ele jurava estarem machucadas? nada mais parecia fazer sentido, não que antes fizesse é claro.

— A eu pirei de vez — Ele se levanta e vai andando por ali explorando o local, tudo era muito estranho, até que tudo deu uma boa piorada, ele estava a sua frente ou aquilo era um espelho no meio do nada?

— Nossa, parece tão real — Dyllan fala tocando sua propria imagem que estava bem a sua frente.

— E eu sou real seu idiota, eu em — Darkiness fala andando e saindo de perto de Dyllan — café com ou sem açúcar?

— Quem é o maluco que toma café sem? com é claro 

— A velha lá da padaria da esquina — Darkiness pega uma xicara e coloca café para Dyllan.

— Não, não, não quem é você? porque você se parece comigo? O que eu tô fazendo aqui? aonde eu tô na verdade e como sabe da velha? — Dyllan andava atrás dele confuso enquanto balançava o braço em um gesto negando a sua própria mente. Bem que diziam que ele era louco, agora ele também estava acreditando nisso.

— Nossa como da última vez em, mas bom a maior parte das perguntas você já sabe só não quer lembrar, e bom como eu tô com você desde que você nasceu eu resolvi tomar sua forma só dei uma melhorada é obvio, e a velha... bom como eu vivo em você obviamente eu sei dela assim como de todos que você conhece — Darkiness entrega a xicara para Dyllan que a pega e fica o olhando estático.

— Ok olha só, eu acho que você é maluco ou que eu tô pirando — Dyllan bebe um pouco do café.

— Se acha que eu sou doido porque tá bebendo o café que eu te dei seu doido? pode estar envenenado sabia? — Ele fica o olhando imaginando que ele era realmente doido.

— Olha na real, se você vive em mim deveria saber que eu não dou a mínima se eu morrer — Dyllan 

— é eu sei disso, enfim eu imagino como deve ser, as mulheres são assim mesmo, elas vão sempre te decepcionar e quando você menos esperar elas vão te trair e você só vai ser mais um da lista delas — Ele fala se encostando na parede e fingindo beber café imitando Dyllan.

— Olha só você não sabe nada dela, ela não é assim como você tá imaginando sabia, ela é...

— Incrível? linda e perfeita? olha eu sei que você tá apaixonado por ela e tal, mas... — Darkiness acaba sendo interrompido pelos gritos irritados do outro.

— Dá pra calar a boca e me falar onde a gente tá? E eu não tô apaixonado por ninguém, tu não sabe nada da minha vida seu maluco — Dyllan joga a xicara de café contra a parede perto de Darkiness, a fazendo quebrar em pedacinhos.

— Olha no momento estamos no seu subconsciente, tipo um sonho no submundo sabe?! — Darkiness

— Então quando eu quiser você vai embora daqui e eu acordo? a maravilha então tchau, eu diria que foi um prazer te conhecer mais como não tô afim de mentir agora — Dyllan se belisca porém permanece no mesmo local.

— Olha só, quem tá no comando desse sonho sou eu ok?! bom e além disso essa é a única forma no momento de eu estar falando com você, aqueles remédios realmente são horríveis — Darkiness fala indo até os cacos que estavam no chão e se abaixa perto deles balançando negativamente a cabeça —Agora o café foi embora.

— Aaaa você realmente me irrita, tá mais e aí, você então é tipo um bruxo que entrou na minha mente e tá controlando meus sonhos e a forma de eu sair daqui é tomando os meus remédios, só que no momento eu acho que ainda estou em um barco sozinho e desacordado é isso? — Dyllan o questiona esperando obter alguma resposta ou ouvir aqueles discursos de vilões.

— Credo não me compare a eles, sou um milhão de vezes melhor que um bruxo por favor, e sim a segunda parte tá correta só que eu também posso te tirar daqui quando eu quiser — Darkiness

— Pera, então bruxos existem? — Dyllan pergunta surpreso.

— Mas é claro, olha só tudo aquilo que falam ser lenda ou mito existe de verdade, alguns vampiros por exemplos vivem normalmente em meio aos humanos a séculos e eles nem se dão conta, até aqui nesse fim de mundo que você chama de cidade tem seres sobrenaturais — Darkiness 

— Então como a gente ainda tá vivo? tipo e se os zumbis aparecem por aí e infectam toda a população e então ia ser como nos filmes, Resident, Invasão zumbi e... — Dyllan

— Pode ir parando por aí, eles já foram instintos a anos, e parte da culpa é dessas pessoas com essas ideias aí, tudo biruta — Darkiness

— Tá e os.... — Dyllan

— Dá pra você por favor calar a boca? você é muito irritante sério — Darkiness coloca a mão na testa. 

— Então, me manda embora daqui, anda vai — Dyllan

— Tá, tá só me promete que não vai tomar, mas aqueles remédios? — Darkiness vai até ele ficando bem próximos e eles ficam se encarando.

— Tá eu prometo, sem dedo cruzado, agora eu posso ir? — Dyllan pergunta e no mesmo instante ele acorda. 

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