capítulo 1

Ao avistar o barco, Scarlett começa a gritar novamente por socorro, e vai nadando na direção do mesmo.

— Amor olha só — Diz Marcia olhando para Scarlett no meio do oceano. Marcia era uma mulher baixa magra de rosto redondo e cabelos castanhos escuros que vinham até seus ombros, pele morena e olhos castanhos.

— Please — Fala Scarlett já cansada se aproximando do barco.

Ao ver Scarlett clamando por socorro Manoel imediatamente pula na água e retira Scarlett de lá a levando para o seu barco e a deitando no assoalho. Manoel era um homem alto de cabelos castanhos escuros um pouco cacheados de um comprimento mediano, pele morena por causa do sol que tomava diariamente. Scarlett começa a tossir e a vomitar toda a água que havia ingerido e a se tremer toda.

— Toma isso talvez ajude — Diz Marcia entrego uma caneca com chá quente, e um cobertor de rede.

— Thanks, say... obrigada — Scarlett agradece tomando seu chá quente, já envolta no cobertor.

Enquanto tomava seu chá Scarlett começa a passar mal sentindo um desconforto enorme e muita dor, ao perceber isso Manoel pede para que ela se deite e manda Marcia buscar alguns cobertores e água morna, mas enquanto ela procurava, Scarlett entra em trabalho de parto e Manoel a socorre mesmo não compreendendo absolutamente nada da ala medica.

— Respira fundo, vai dá tudo certo, puxa o ar pela boca e solta pelo nariz, eu acho que é assim — Diz Manoel logo ficando um pouco pensativo

— Please i want — Scarlett fala com a voz um pouco rouca enquanto segurava na mão de Manoel e fazia força para ajudar no parto.

— Que foi que tu disse? — Diz Manoel um pouco confuso a olhando

— Desculpa, eu queria pedir uma coisa para você, AA shit — Naquele momento Scarlett sente uma contração ainda mais forte que antes.

— Dyllan — E então no momento do parto Scarlett não resisti e acaba por falecer. Manoel fica perplexo com o ocorrido e paralisado com o bebê já recém nascido em seus braços.

— Não se preocupe, vou cuidar dele a todo custo — Manoel diz com a voz firme enquanto segurava o recém-nascido. 

Alguns dias se passam e Manoel e Marcia estão na capital do rio Grande do Norte, Natal. Aonde moravam juntos a dois anos desde que haviam se casado. Manoel era pescador desde criança e sempre morou lá até que seus pais se separaram, apesar que ele passava pouco tempo lá, pois sempre viveu a maior parte do tempo com seu pai em alto mar já que tal era Biólogo marinho, até que teve que se mudar para a cidade de Parnamirim, onde passou o resto de sua adolescência para estudar até que soube da morte de seu pai; ele decidiu fugir de casa e assim voltou e fez sua vida em Natal. Ao chegarem lá Manoel constatou Marcia de sua decisão, que não ficou nada contente.

— Como assim? você tá ficando maluco Manoel? ele vai trazer problemas pra nós — Fala Marcia alterada.

— Eu prometi pra ela, o que você espera que eu faça com ele?

— O óbvio né, como você acha que as pessoas vão reagir se aparecermos do nada com um bebê sendo que eu nem gravida tava.

— A gente pode falar que adotou ele ou que ganhamos ele, não sei.

— E o nome do orfanato qual é? qual o nome da pessoa que nos deu ele? a gente não sabia de nada daquela mulher e ela tava no meio do nada, se você contar isso pra alguém ou vão chamar nos dois de assassinos ou sequestradores ou os dois, e aí o que você prefere? ficar mofando na cadeia por causa dele ou — Marcia fala e logo é interrompida por Manoel.

— Nem pense nisso, a gente vai ficar com ele e esse assunto se encerra aqui, você não havia ganhado uma casa de herança no interior?

— Não, não, eu não volto pra lá nem amarrada!

E assim o tempo foi passando e Marcia e Manoel registraram aquele bebê como filho deles e se mudaram para Guanxirico próxima de Guamaré.

A viagem foi calma, uma estrada tranquila e com varias pastagens, eles foram em um fiat palio 16V preto,  logo na entrada da cidade havia uma placa azul grande com letras em branco que diziam BEM-VINDO A GUANXIRICO, de inicio já se pode notar que a cidade era cercada por uma mata, e dentro dela em quase todas as ruas haviam arvores, desde cajueiros a ipês. A casa era um pouco afastada do centro da cidade porém era calma e trazia um ar de tranquilidade, havia um gramado que  rodeava a casa, alguns pequenos arbustos e um cedro libanês que ficava logo na entrada com alguns galhos que eram tão longos que iam até perto de uma das janelas do andar de cima, era uma casa de altos e baixos, na parte inferior parecia ser feita de pedra, já na superior um amadeirado escuro com janelas de vidro, havia também uma garagem vazia ao lado da casa onde logo ficou localizado o carro.

Ao desfazerem a mudança tirando todas as caixas e malas do carro e adentrando a casa, puderam notar a sujeira e poeira que estava ali, apesar dos moveis estarem cobertos aquele cheiro permanecia ali e provavelmente só sairia depois de uma boa faxina, Manoel tirou o lençol que estava cobrindo o sofá o jogando no chão e bateu suas mãos uma na outra com o intuito de limpa-las.

— Acho que vamos ter um trabalhinho por aqui em —Manoel pega Dyllan que estava no colo de Marcia e se senta no sofá com ele enquanto a mesma passa seu dedo indicador por baixo do nariz pelo incomodo da poeira. 

— Eu tô é com fome —Marcia vai até a cozinha que era separada da sala por um balcão americano e abre a geladeira — tá vazia, que ótimo 

— Vi um mercado não muito longe daqui, vamo lá, assim a gente aproveita pra comer e comprar alguma coisa pra esse zé ruela aqui — Manoel fala sorrindo e brinca com o filho.

— Não sei como se apegou tão rápido a esse menino, também quem tem que trocar a frauda dele não é você né — Marcia fala fazendo um rabo de cavalo no cabelo deixando algumas madeixas de fora como uma pequena franja que ela coloca atrás da orelha.

— Tá então deixa que eu me responsabilizo por ele, eu não falei que ia cuidar dele? além disso ele é engraçado, a mamadeira tá contigo? 

— Você que sabe né, Tá na bolsa dele lá no carro —Marcia fala e então os dois saem de casa fechando a porta.

O tempo foi passando e aquele bebê já não existia mais, Dyllan agora tem quatro anos e está ansioso para conhecer seu irmãozinho. Eles estavam no hospital Dom Pedro II que ficava em guanxirico, ele parecia uma obra prima, partes retangulares e quadradas com toda a fachada de vidro.

— Papai, quando eu vou poder ver ele? eu posso pegar ele? por favor — Diz Dyllan dando alguns pulinhos empolgado.

— Espera só um pouco Dyllan, daqui a pouco vamos poder ver ele — Fala Manoel pegando Dyllan no colo.

— Mas eu queria ver ele pai, só um pouquinho, mas então depois a gente pode levar ele no barco com a gente?

— Já falei agora não dá, e não, não dá pra levar ele no barco agora, ele ainda nem nasceu. — Diz Manoel sem saber muito como acalmar o filho.

— Bom então assim que ele nascer a gente leva ele, agora avante marujo, para a máquina magica de lanchinhos — Diz Dyllan levantando seus braços para cima.

—Aeeeee — Diz Manoel começando a andar e com o Dyllan, sai correndo em direção a máquina.

E então algumas horas depois naquele mesmo dia nasceu William. 

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Comments

Gaby 💖

Gaby 💖

gostei 👏👏👏

2022-10-21

1

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