capítulo 9

Agora os dois estão em casa em seu quarto, apesar de todo o tempo que se passou e tudo o que havia acontecido, Dyllan e William ainda dividem o mesmo quarto já que a casa possuía apenas dois e um deles era o de Marcia; a relação dos dois não é das melhores, mas eles se aturam. Dyllan está deitado em sua cama mexendo em seu celular enquanto William está deitado na outra cama estudando até que uma notificação cai em seu celular já o distraindo e fazendo com que ele que já não estava muito animado deixe seu caderno de lado e começe uma troca de mensagens.

— Se preocupa tanto com os estudos que chega a ser impressionante viu — Dyllan fala enquanto olhava nas redes sociais de seus antigos colegas os stalkeando tentando encontrar algo sobre a festa já que alguns deles provavelmente estariam lá.

— Olha só, isso não é da sua conta não se mete, além disso, que moral você tem pra falar se nem fez faculdade e mora com a gente até hoje?! — William larga o celular e fica o encarrando.

— Eu não fiz porque não queria, você sabe que eu poderia ter escolhido qualquer uma que eu quisesse — Dyllan vira seu olhar para ele com uma expressão de desdenho.

— Tem razão você é só um folgado mesmo que não serve pra nada e não faz nada da vida — William da uma pequena risada.

— DA PRA CALAR A PORRA DA SUA BOCA E NÃO SE METER NA MINHA VIDA?! — Dyllan fala em um tom alto já se irritando e se senta na cama batendo sua mão com força no colchão enquanto o olha.

— aaa mas é claro, você começa com as suas gracinhas e agora a culpa é minha? se não aguenta não começa tá legal — William fala fazendo gestos com as mãos.

— Como é? você por um acaso tá me desafiando? é sério mesmo isso? — Dyllan se levanta da cama e no mesmo instante sua mãe que havia ouvido a discussão, abre a porta do quarto.

— Meu Deus Dyllan, o que você pensa que ia fazer em? — Marcia vai até William e fica olhando seriamente para Dyllan.

— Eu não ia fazer nada, a gente tava só conversando, só isso — Dyllan abaixa sua vista virando sua atenção para o lado olhando para um ponto qualquer irritado.

— Tem como você parar com isso? você é muito fingido mesmo viu, o mãe ele parece que tava alterado, se você não tivesse chegado aqui eu... — William fala em um tom de voz baixa e abraça sua mãe.

— Sério mesmo isso? a francamente viu —Dyllan coloca seu celular em seu bolso e sai do quarto balançando negativamente a cabeça incrédulo e vai descendo rapidamente as escadas sendo seguido por sua mãe que ia atrás dele.

— Dyllan você não tem jeito mesmo em, quantas vezes eu já falei pra você deixar o William em paz e você fica com isso, você realmente não deveria... — Marcia acaba sendo interrompida por Dyllan que já se encontrava no pé das escadas a encarando antes dela terminar de falar.

— Não deveria ter nascido? era isso que você ia falar mãe? — Dyllan fala a encarando seriamente e então ela passa por ele indo até a cozinha.

— Não, eu tava falando dos seus remédios, você não deveria ficar sem eles, tá vendo como você tá agora? — Marcia vai até a geladeira a abrindo e pegando uma jarra de água e em seguida pega um copo que estava emborcado no escorredor de louças.

— Olha só, eu já tomei meus remédios tá, eu tô bem não precisa ficar me monitorando como se eu fosse um criminoso ou sei lá oque — Dyllan fala irritado levantando suas mãos enquanto encarra sua mãe.

— Eu não falei nada disso —Marcia coloca água no copo e bebe um gole se acalmando — Se seu pai estivesse aqui ele ficaria tão decepcionado com você — Marcia fala em um suspiro profundo.

— Mas ele não tá aqui mãe — Dyllan sai de casa irritado batendo a porta com força.

Enquanto andava pela rua, ele fica pensando em seu Pai, em todos os bons momentos que passaram juntos em suas risadas, até os simples momentos que ficavam em casa vendo um desenho animado que ele adorava, eram simples momentos assim que deixavam cada dia especial, e uma coisa que ele nunca iria esquecer era de ir no lugar que sempre o dava muito paz, o lugar favorito de seu pai, o mar. Agora já andando pela praia Dyllan tira seu chinelo para sentir aquela areia molhada em seus pés e sentir a brisa fresca do mar em seu rosto.

— Eu queria que você estivesse aqui agora... você me faz muita falta pai, porque você tinha que ir e me deixar aqui com eles? — Dyllan se senta na areia e fica olhando para a água.

— Porque você não me levou com você em? porque você me abandonou? eu só queria você agora aqui comigo, pra desabafar, só uma conversa rápida... eu sinto como se ninguém conseguisse me entender sabe?! é como se eu fosse a pessoa mais estranha do mundo. As pessoas me olham de canto, elas me desprezam e agem como se eu não fosse nada e quando me veem me evitam, a maior parte das pessoas parecem que quando olham pra mim estão olhando para... um monte de lixo, é  como se eu fosse ou muito repugnante ou invisível — As lagrimas descem do rosto de Dyllan que estava olhando para baixo deixando suas emoções fluírem, seus pés agora estavam sendo molhados pelas águas, ele se deita no chão e fica olhando para o céu enquanto observa as estrelas e senti seu celular vibrando, ele pega e o olha.

—É ao que parece tá na hora — Dyllan vê o lembrete de tomar seu remédio e guarda seu celular novamente no bolso.

Enquanto Dyllan estava ali deitado ele escuta uma voz não muito longe, ele se senta rapidamente na areia e se vira limpando seu rosto olhando para a silhueta de alguém que vinha em sua direção. Estava um pouco escuro em fase de mudança para a lua cheia e naquela região não haviam muitas luzes, apenas um único refletor perto de onde ficava alguns barcos e canoas, ele não conseguia ver direito o rosto da pessoa, apenas via que ela estava se aproximando, parecia ser uma garota.

— Sozinho aqui uma hora dessas? — Ela se aproxima ainda mais dele e se senta ao seu lado.

— Bom sim, aqui é calmo e a vista também é maravilhosa — Dyllan fala enquanto fitava de baixo a cima a garota que havia se sentado ali ao seu lado agora dando para olhá-la melhor.

— Entendi, também adoro vir aqui, é um ótimo lugar pra pensar e colocar a mente no lugar sabe — Ela se vira em direção a ele o olhando, aquela era Rebeca, a namorada de seu irmão.

— Tá com a mente fora do lugar por acaso é? — Dyllan

— Talvez, e você porque tava chorando? — Rebeca

— A eu não tava... problemas, nada que alguém como você possa se interessar — Dyllan fala em um suspiro e vira sua atenção para as águas.

— Alguém como eu? e como é alguém como eu em? — Rebeca fica o olhando enquanto meche no pingente em formato de estrela que estava em seu pescoço.

— A bom com... a você sabe — Dyllan olha para ela enquanto a mesma parava de mexer no pingente.

— Não, eu não sei — Rebeca sorri um pouco e apoia seus braços na areia olhando para o mar.

— Desculpa por isso, é que bom, eu geralmente não tô muito acostumado que uma garota bonita assim como você fique falando comigo — Dyllan

— A não zoa — Rebeca começa a dar algumas risadas.

— é sério viu, tipo eu não tô te chamando de feia, nem gadiando nem nada do tipo sabe — Dyllan

— Eu sei que você não tá me chamando de feia —Rebeca fala dando algumas risadas — Como um cara como você, não vai tá acostumado a falar com garotas? não rola né.

— Desde que ele seja eu, não — Dyllan

— Você é bem engraçado mesmo viu, a proposito me chamo Rebeca — Ela fala em um sorriso gentil.

— Nossa... lindo nome, aquela que prende os homens com sua grande beleza — Dyllan

— Eu acho que sim — Rebeca fala sorrindo um pouco — mas e você? como se chama?

— Bom eu não sei se você já merece saber meu nome — Dyllan

— Eu falei o meu, isso aí não é justo, você vai ter que me contar seu nome agora também — Rebeca fica o encarando.

— Bom então faz assim, eu te conto meu nome se... — Dyllan

— Se o que? — Rebeca

— Se você aceitar ir comigo amanhã à noite em um lugar, e aí topa? — Dyllan fala e então sente a água em seus pés novamente.

—Vem mais pra cá ou vamo acabar morrendo afogado se a maré subir mais —Rebeca da algumas risadas se levantando e pega na mão de Dyllan q a acompanha e então se senta juntamente a ela um pouco mais afastados da água — Humm... topo, aonde vamos? — Rebeca o volta sua atenção a ele um pouco curiosa.

—Segredo — Dyllan fala tocando seu dedo na ponta do nariz de Rebeca e cai na gargalhada, e assim eles passam o resto da noite ali conversando, perdendo a noção da hora.

O dia amanhece e eles estavam ali, Rebeca e Dyllan estavam deitados na areia dormindo abraçados, até que o calor do sol, a claridade e o barulho da água que já os molhava os acorda.

— A... bom dia — Dyllan fala baixo enquanto olha com um pequeno sorriso para o rosto de Rebeca.

— Bom... ei o que você tá fazendo? — Rebeca se afasta de Dyllan se sentando na areia.

— Eu nada, acabei de acordar com seu bafo de leão — Dyllan fala dando algumas risadas baixas e se virando na areia com os braços abertos e a cabeça virada de lado olhando para Rebeca.

— Ai meu Deus que horas são? — Rebeca fala preocupada sem prestar atenção em Dyllan enquanto tentava cobrir o rosto com as mãos e acaba bocejando.

— A não sei deixa eu ver — Dyllan pega seu celular que indicava as seis e meia (6:30) — seis e meia por...

— Que? Eu preciso ir tchau, a gente se vê depois — Rebeca se levanta rápido e sai correndo enquanto tenta arrumar um pouco o cabelo.

— Espera, mais e o nosso combinado? — Dyllan fala alto para que Rebeca possa escuta-lo.

— A gente se encontra aqui as sete e trinta da noite — Rebeca assim some da vista de Dyllan. 

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